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Mostrando postagens de 2014

Comer Meleca do Nariz

Comer meleca do Nariz! Recebi um vídeo pelo watsApp de um estudante de psicanálise no qual uma moça sentada no trem; comia compulsivamente meleca do seu nariz, no qual ele afirma que é um processo autofágico de fixação na fase oral. Respondi que talvez sim ou talvez não.·. Na psicanálise coloquial e sem dogmas morais e religiosos, toda a gama de representação de um sintoma não é uma regra geral. E não serve como um uniforme onde se podem vestir as pessoas de forma igualitária dentro de um processo terapêutico de psicanálise adulta ou infantil para um diagnóstico de juízo de cada um. Caso estejamos aqui falando de psicanálise ciência do inconsciente humano e não da ciência do comportamento ou das emoções humanas. Há muito anos atrás dei aula uma escola rural, e meus pequenos alunos e alunas por vez ou outra comiam as melecas, cada um tinha um jeito de comer suas melecas. Na época observei que comiam melecas, quando se atrasava um pouco o horário do intervalo (r

A FÓRMULA DO AMOR ?

Será que descobrirmos a fórmula do Amor? A ocitocina é um hormônio que uma vez liberado pelo cérebro com saúde e em saudável ambiente familiar, existe e estimulado tanto em homens e mulheres desde bebês. Nosso primeiro contato com esse hormônio do amor é com a nossa mãe se inicia na primeira mamada, há pesquisas que ele pode se iniciar ainda na gestação quando a mãe têm uma boa maternagem, bons cuidados afetivos e clínicos durante a gestação e em todo seu pré natal *. * Numa linguagem psicanalítica é o inicio da sanidade neurótica que é uma saída para o trauma do nascer e viver e a imunização gradativa contra a “psicose” infantil ou na vida adulta. É na infância com a  estruturação mental psíquica do “futuro sujeito adulto” que se inicia o imaginário (sem linguagem ainda) se constrói o principio do prazer , ou melhor dizendo seja o bebezinho tem sua compensação imediata da vivência e do desconforto de estar fora da mãe e  do trauma do nascimento nas mamadas iniciais;  que d

Psicanálise é a ciência da Libertação Humana

“A psicanálise é, para mim, a ciência da libertação humana.  Quem fala em liberdade humana fala sempre em comunicação e encontro.   A psicanálise é,  portanto, a ciência da comunicação e do encontro.  O trabalho psicanalítico visa a construção de um encontro entre duas liberdades. Isto significa que a psicanálise visa o encontro entre duas pessoas, já que o centro da pessoa é a liberdade.  Não há liberdade sem abertura ao Outro, sem consentimento na existência do Outro como tal e enquanto tal.   Os distúrbios emocionais podem ser conceituados como limitações estruturais dessa abertura, implicando uma perda em disponibilidade com respeito ao Outro.   Se minhas ansiedades básicas exigem de mim que faça do Outro um instrumento do meu esquema de segurança,  já não posso aceitar o Outro em sua essência de ser-outro.   Vou inventá-lo à imagem e semelhança de meus temores, torno-me o eixo da referência ao qual o Outro deve referir-se e submeter-se. A psicanálise,
Gostar de Sofrer. O psicanalista declara: -“O sujeito goza em seu sofrimento”. O povo traduz: - “As pessoas gostam de sofrer”.  Todo mundo sabe disso, usa a expressão com frequência, mas acha que é brincadeira por não ser possível, em sã consciência, alguém gostar de sofrer. E, no entanto, isso é muito comum. Como ninguém quer dar recibo, nem para si mesmo, do seu gosto do sofrimento, acaba incorrendo em uma prática dolorosa. Não querendo ser descoberta, a pessoa intensifica suas queixas e dores para melhor justificar seu momento sofredor. Assim, aquela que sofre pela velhice de um parente próximo, ou de uma doença grave, ou de uma perda importante, a cada dia, se surpreende com esse fato, como se fosse algo novo. É um modelo geral que se aplica às mais diversas situações da vida. Isso explica

Ao encontro do Verdadeiro Amor

“A instância do amor romântico na psicanálise só serve para se devolve-lo a sua origem o Édipo. Esse amor romântico se devolvido ao Édipo poderá resolver-se, solucionar-se lá no insabido. E é isso  é que vai permitir o sujeito em “análise”  se liberte de amores adoecidos e patológicos, livrar-se do seu romantismo imaginário,  narcísico em sofrimento edipiano. Assim após e nesse seu assujeitamento corajoso em sua análise; O amor romântico é  devolvido e tratado, se cura no Édipo. Diríamos que daí para frente o sujeito estaria apto, pronto, forte e independente para construir um ou mais amores no real do seu desejo e não no desejo do “outro”.. Prof. Dr. Luiz Mariano www.drluiz.com

O Desamor do Amor

“O DESAMOR DO AMOR.” O evitar amar de novo, ou mesmo errar sempre no amor não é azar e nem é evitar envolver-se de novo para não sofrer novamente. Isso pode-ser uma defesa, preservação e resistência que ao longo do processo analítico vai se descobrindo a quanto a pessoa pode estar sendo prejudicada e afetada em sua qualidade de vida e prazer por ter essa questão não resolvida. Essa sutil defesa e preservação só serve para não tirar o  sujeito de sua imobilidade em seu narcisismo primário e ostracismo edipiano inconsciente. A psicanálise é essa ciência arte do inconsciente que cria a possibilidade de tirar-nos de nosso ostracismo de modelos de relacionamentos ruins com a descoberta da pérola interior do amor de cada um de nós. Nas neuroses há sempre uma  busca incessante e insatisfeita para o  tamponamento por figuras parentais e de vivências edipianas e  berçarias, é desse contexto que surge futuramente vários modelos de relacionamentos  na vida adulta com históri

A Psicanálise é Uma travessia libertária para Muitos Males e Aflições...para audaciosos e corajosos !

“A psicanálise é a terapêutica do inconsciente, na análise se construirá gradativamente uma ponte do diálogo com o discurso do insabido. E será nessa travessia da ponte para o real do desejo desconhecido e inconsciente onde o o mesmo pode ser ressignificado. E é isso que pode nos libertar de muitos males e aflições da vida.”  Pscn. Dr. Luiz Mariano    www.drluiz.com

O Paradoxo do Amor e a Dor das Paixões

  A história da nossa civilização humana é feita de “o amor e muitas paixões isso sempre foi um paradoxo aqui tema de nosso estudo de psicanálise. Lacan diz: O que falta ao amante é justamente o que o amado não tem. A construção dessa ponte ou desse analítico (um saber de mim, autoconhecimento de si) é o encontro, um convite para investigar os fundamentos do amor, vemos que o mesmo se apresenta, de várias formas que é quase a mesma forma artística dos poetas que já sabiam disso em suas poesias. Na psicanálise nem sempre o encontro da verdade com o saber não decifra toda a verdade, até porque nós somos seres simbólico que nos expressamos e existimos pela linguagem do insabido. .  E é nessa angústia do desejo de saber o que é o amor, que se esbarra com algo indizível. Por isso o que não pode ser dito ou escrito se converte como que numa mágica em suposto amor, ou numa maldição de uma paixão. Seria esse amor: “Um mal, que mata e não se vê”, em “um não sei quê,