Postagens

Mostrando postagens de setembro, 2012

Crise No Casamento

E o tal do casamento?... Já estou arrependido de mexer nesse assunto. O casamento é um dos temas mais complexos e controvertidos da existência humana, e apesar de todas as tentativas para entendê-lo sob vários pontos de vista, ele permanece um enorme mistério. Existem muitas receitas para ser bem-sucedido nessa empreitada, mas por mais interessantes que sejam, mesmo que se apliquem a alguns casais, elas nunca são convincentes. Imagino que isso ocorre porque as duas pessoas envolvidas, geralmente, mas nem sempre, um homem e uma mulher, partilham suas vidas de um modo tão único que um casal não pode nunca ser comparado com outro. É como se elas secretassem uma substância que, misturada, adquire uma consistência ímpar, única. Por isso, generalizações sobre o casamento têm valor limitado.  Apesar disso, a maioria das pessoas casa e, o que é pior, muitas continuam, apesar das evidências em contrário, considerando o casamento como o caminho certo para a felicidade. Pois

Mendigo Orgânico

Na antiguidade, os reis costumavam convidar pessoas para servi-los e exigiam morassem nos palácios. Esses moradores do palácio tinham de um tudo enquanto serviam ao rei, mas depois que, por alguma razão, deixavam o serviço real precisavam contar com a caridade alheia para arrumar outro emprego ou mesmo para sobreviverem. Assim, alguns embora desempregados e mesmo estando aptos ao trabalho preferiam se juntar aos “ mendas ”, ou seja, aos legítimos portadores de alguma invalidez para o trabalho e sorrateiramente praticavam a mendicância, aflorando o mendigo inato ou orgânico. Desde então, quando se ouve a palavra “mendigo” imagina-se pessoa pobre, maltrapilha, moradora de rua, sem estudo, que fica com a mão estendida ou bate na janela de seu carro para pedir-lhe uma moeda ou qualquer outra coisa. Este é o mendigo habitual, tal qual aprendemos. Eles são sinceros, pois se apresentam tais como estão e merecem atenção. No entanto, há aquele outro tipo de mendigo: o orgânico. Di

O PSICANALISTA

O PSICANALISTA NA INSTITUIÇÃO PSIQUIÁTRICA ASSISTENCIAL E DE ENSINO A gradeço o convite da prof. Eva para falar do trabalho que desenvolvo com minha equipe, no Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. E parabenizo os organizadores desse Simpósio. É estimulante participar de algo onde se fala de psicanálise e constatar que ela continua a mobilizar pessoas. Digo isto porque diante de contingências mundiais, também detectadas em nosso país, todo cuidado e todo esforço é pouco na preservação da Psicanálise. Há alguns anos, escrevi um artigo publicado no Jornal de Psicanálise, do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, num número cujo tema era "Psicanálise sem Divã," sobre experiências de psicanalistas fora do " setting " do consultório analítico, e que denominei "Um psicanalista na instituição psiquiátrica, nem herói nem picar

Freud Explica e Lacan Implica o Poder do Pai!

“Duas coisas podem acabar com a delinqüência e tanta violência: A educação para inscrição do nome do “Pai” segundo a psicanálise; também a possibilidade da exposição para a vergonha pública do sujeito se ele for neurótico. Outras opções e medidas mais radicais poderiam ser adotadas a “Pena de Morte” para quem matar por qualquer motivo, medicalização psiquiátrica injetável contra os surtos de violência que podem ser tratados como doença mental grave e de risco para a sociedade, famílias, contribuintes e a segurança da credibilidade do estado, da educação e da Justiça. Outra opção vem da idade média e volta lobotomia cerebral.”