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Mostrando postagens de 2012

“Eles não sabem que estou levando a Peste”

“Psicanálise é a Verdade inaceitável e Insuportável” “Eles não sabem que estamos levando a Peste”   Freud (1909) Desde sua criação por Freud a psicanálise é fato um percurso vai encarando a oposição dos indivíduos da sociedade e da sua época; Ainda talvez hoje ainda exista muita oposição ao saber e as técnicas freudianas. Em algumas instituições criou-se uma espécie de dogma em torno da psicanálise, que se serve como prato para dissidência entre os próprios psicanalistas ao longo do percurso.  O próprio Freud quando, ao retraçar, em 1914, a História do Movimento Psicanalítico, apresenta um extenso inventário das resistências à psicanálise. Freud relata que grandes números de seus discípulos iniciais destacaram alguns como: (Adler, Jung, Rank) deixaram de aderir em algum momento às suas teses e fundaram suas próprias teorias. Na verdade, a própria teoria psicanalítica freudiana apresenta os meios para esclarecer quais foram os motivos do repúdio as idéias de Fr

Quero uma Rede sem Conexão

A humanidade que antes parecia ser seu próprio meio para Existir.  Hoje nos aparenta ser seu próprio fim.  Vivemos tempos de distanciamento do desejo, distanciamento do amor e distanciamento do "Outro". Porque assim meu "EU" "sujeita-me" a um viver neuroticamente consumista, somatizado e angustiado. Isso parece que é mais fácil.  Se abrigar no mundo virtual porque lá sou quem "imagino" arrumo milhares de seguidores e não preciso provar nada para ninguém.   "Inclusive para mim mesmo". Embora não sou o que de realmente desejo ser nas redes virtuais e sociais digitais. E para "me re-encontrar ou "surgir-se" num novo nascer ou re-nascer de um "novo sujeito" ou um resgate de minha gênese edipiana, mas isso para desafio para os fortes e não fracos. E mesmo que nesse "nascer, renascer;  Que eu  seja usuário de vez em quando das redes virtuais.  Mas imune, imunizado dessa viciante dependência de c

Crise No Casamento

E o tal do casamento?... Já estou arrependido de mexer nesse assunto. O casamento é um dos temas mais complexos e controvertidos da existência humana, e apesar de todas as tentativas para entendê-lo sob vários pontos de vista, ele permanece um enorme mistério. Existem muitas receitas para ser bem-sucedido nessa empreitada, mas por mais interessantes que sejam, mesmo que se apliquem a alguns casais, elas nunca são convincentes. Imagino que isso ocorre porque as duas pessoas envolvidas, geralmente, mas nem sempre, um homem e uma mulher, partilham suas vidas de um modo tão único que um casal não pode nunca ser comparado com outro. É como se elas secretassem uma substância que, misturada, adquire uma consistência ímpar, única. Por isso, generalizações sobre o casamento têm valor limitado.  Apesar disso, a maioria das pessoas casa e, o que é pior, muitas continuam, apesar das evidências em contrário, considerando o casamento como o caminho certo para a felicidade. Pois

Mendigo Orgânico

Na antiguidade, os reis costumavam convidar pessoas para servi-los e exigiam morassem nos palácios. Esses moradores do palácio tinham de um tudo enquanto serviam ao rei, mas depois que, por alguma razão, deixavam o serviço real precisavam contar com a caridade alheia para arrumar outro emprego ou mesmo para sobreviverem. Assim, alguns embora desempregados e mesmo estando aptos ao trabalho preferiam se juntar aos “ mendas ”, ou seja, aos legítimos portadores de alguma invalidez para o trabalho e sorrateiramente praticavam a mendicância, aflorando o mendigo inato ou orgânico. Desde então, quando se ouve a palavra “mendigo” imagina-se pessoa pobre, maltrapilha, moradora de rua, sem estudo, que fica com a mão estendida ou bate na janela de seu carro para pedir-lhe uma moeda ou qualquer outra coisa. Este é o mendigo habitual, tal qual aprendemos. Eles são sinceros, pois se apresentam tais como estão e merecem atenção. No entanto, há aquele outro tipo de mendigo: o orgânico. Di