Postagens

Mostrando postagens de 2018

Professora e Psicanalista Inglesa Ella Sharpe

Ella Sharpe Ella Sharpe (1875-1947) nasceu perto de Cambridge, Inglaterra. Ela estudou literatura, teatro e poesia na Universidade de Nottingham e trabalhou como professora até os quarenta e poucos anos. Seu interesse pela psicanálise se desenvolveu a partir de seu amor pela literatura e seu trabalho de ensino com jovens. Ela foi analisada por Hans Sachs em Berlim e tornou-se membro do BPAS em 1921. Ela era um membro ativo como professora, supervisora ​​e analista de treinamento. Ela estava envolvida e fez contribuições significativas para as Discussões Controversas. A crença de Freud de que os temas essenciais de sua teoria se baseavam nas intuições dos poetas e que a psicanálise nasceu como resultado da transposição científica das escolas literárias de que ele mais gostava estava incorporada na prática de Sharpe e em seus escritos.  Seu livro Análise de Sonhos: Um Manual Prático para os Psicanalistas foi publicado em 1937, ainda está impresso, e atualmente (2015)

A CRISE DA PSICANÁLISE É RESISTÊNCIA AO REPENSAR

CRISE DA PSICANÁLISE. Desde suas origens a psicanálise sofre ataques, seja pela descoberta de seu objeto, o inconsciente, pelo método de investigação, seja pelo campo de pesquisa e atuação, a clínica. Enfim, mais de 100 anos se passaram desde a invenção da psicanálise e ainda há grandes embates teóricos a respeito de suas origens epistemológicas na tentativa de colocar em cheque seu estatuto científico e consequentemente sua validação enquanto procedimento terapêutico. Tal como em seus primórdios os ataques não advinham apenas de seus opositores e adversários, os maiores ataques vieram de dentro da psicanálise. Ana Maria Rudge (2006) em seu texto,  As teorias do sujeito contemporâneo e os destinos da psicanálise ,   argumenta sobre a necessidade entre os psicanalistas de situar sua ciência em nosso tempo histórico com o objetivo de aplacar as críticas que são cada vez mais ferrenhas. Em ataque ao olhar psicanalítico à singularidade há a acusação de ignorar as dimensões histór

FERIDAS DO AMOR ADULTO OU DO MAL SABER AMAR....

As feridas do Amor adulto...? Viriam da primeira infância (recalcada) sem linguagem do sujeito/criança do passado esquecido Desta maneira podemos induzir o paciente a regredir a todas as primitivas fases do amor passivo, quando, justamente como uma verdadeira criança a ponto de dormir, ele murmurará coisas que nos darão 'insight' do seu mundo de sonhos". (Ferenczi, 1931. p. 137). Em outro artigo Ferenczi continua a desenvolver o seu pensamento nesta mesma direção: "O paciente, entrando em transe, é uma criança mesmo, a qual não reage mais a explanações intelectuais; talvez responda somente ao afeto materno; faltando este afeto o paciente sente-se sozinho e abandonado na sua maior necessidade, e, portanto na mesma situação intolerável que o levou uma vez a uma divisão de sua mente e eventualmente à sua doença; assim, não é de admirar que o paciente não possa mais que repetir no agora da situação analítica, exatamente a mesma formação de sintoma

A Felicidade é o Acaso, mas não é uma Prisão Afetiva

Fazer o outro (a) feliz é uma prisão e a gente vira presa de qualquer carrasco que nos liberte dessa prisão, e nos leve para outra prisão. A Felicidade é o acaso e não mais uma obrigação ou dívida para com o outro. A felicidade é a troca gratuita de sermos seres humanos do bem e livres, no sentido do outro (a) compartilhar seu tempo, diga sempre a sua compania me faz bem, mas sua ausência não me aprisiona nunca, ninguém é feliz ou amado (a) numa prisão afetiva. Dr. Luiz  

A ARTE DE AMAR...

“ O amor não resolve tudo. Muito pelo contrário põe tudo a prova. Achar que basta amar E que tudo vai se resolver  é um engano. O amor vai por o sujeito a Prova, A saber o quanto somos fracos, mesquinhos e desumanos Egoistas, narcisicos na Arte Amar sempre aguardando algo em troca de Amor.” www.drluiz.com

O MEDO DA FELICIDADE...

O Medo da Felicidade Venho tratando desse tema desde o final dos anos 1970 e ele surgiu em minha mente de uma forma estranha e surpreendente: de repente percebi que as pessoas, ao se apaixonarem, passavam a viver em estado de alarme, muitas vezes em pânico, como se algo de terrível estivesse para lhes acontecer. Dormiam mal, perdiam o apetite, viviam obcecadas, pensando compulsivamente no que estava lhes acontecendo, querendo saber o tempo todo do amado e se ele ainda estava lá pronto para dar continuidade ao relacionamento. Isso, em princípio, não fazia o menor sentido, pois afinal de contas se apaixonar era o anseio máximo daquelas pessoas que, depois, por motivos duvidosos, acabavam por se afastar de seus amados como que para se livrar desse estado de espírito próprio de quem vive num campo de batalha e pode ser alcançado por uma bomba a qualquer momento. Percebi depois que a sensação de iminência de tragédia também se manifesta quando uma pessoa obtém um resultado excep

A PSICANÁLISE MODERNA E PÓS MODERNA

A PSICANÁLISE PÓS-MODERNA A neurobiologia como o novo materialismo. A insistência de termos como  novo  ,  atual, moderno,  aplicados como adjetivo ao termo sujeito, apontam ao momento   que se vive não só na psicanálise, mas em quase todas as atividades ligadas ao homem. O momento atual, no que se refere à psicanálise , aparece determinado pelo questionamento que as neurociências produzem nos fundamentos da psicanálise, pois a neurobiologia ao negar a existência de um sujeito desejante, e ao considerar as condutas humanas unicamente como fruto da atividade neuronal condicionada pela ação dos neurotransmissores, radicaliza a elisão do sujeito feita pela ciência moderna, produzindo com isso uma alteração na responsabilidade que seria atribuída a um sujeito pelos seus atos. Uma conseqüência clinica e ética desta face da modernidade se impõe através do uso de fármacos na terapêutica psíquica como  único  meio de transformação. Esta proposta denuncia praticas nas quais o ente

QUANDO O ANIMAL É MERO OBJETO DE AFETO E MANIPULAÇÃO NARCISISTA....

Recentemente, o caso da enfermeira que maltratou um animal na frente de uma criança transformou-se em verdadeiro drama nacional. Mensagens de ódio e ameaças de morte vindos de todos os lados tinham como alvo a tal enfermeira, que terá seu registro profissional cassado. A justiça brasileira tem feito o possível para atender às milhares de manifestações contra a enfermeira “assassina”. A mesma indignação não é vista, porém, sobre os casos de homicídio ou infanticídio. O que está acontecendo? O que dizem os especialistas sobre isso? “Congelei meu passarinho porque não tive coragem de enterrar” “Pessoas que apresentam um grau de depressão ou de carência muito elevado estão mais suscetíveis ao apego em excesso pelos seus bichos”, diz o psicólogo Paulo Tessarioli. “Muitas vezes, essas pessoas vivem em função do sue animalzinho, esquecendo muitas vezes da sua vida social, por exemplo”, diz. “Pela minha experiência em consultórios, o homem não pode viver

É PRECISO CAUTELA NO AMAR, PARA SUPORTAR SER ODIADO....

É PRECISO CAUTELA NO AMAR PARA SUPORTAR SER ODIADO.. O ódio, o ataque de fúria ou ciúmes de quem até a pouco TEMPO ti declarou AMOR é UMA AMOSTRA GRÁTIS DO ÓDIO essa é a  face oculta de todo AMOR. O ódio é a face oculta do AMOR revela o potencial oculto de desamor, desamparo e imperfeição pelo objeto do imaginário AMADO (A). Neste caso o ódio é algo do tipo do fundo do baú, escondido entre teias e coisas esquecidas da infância edípica de cada um de nós, uma espécie de tesouro narcísico que se revela o quanto de narcísico e infantil e provoca imaturidade no AMAR do adulto. O ódio é um desejo inominado do narcísico do sujeito que ti AMA, mas (ama demais a si mesmo) e obtém gozo mimado na fúria, no ciúmes, e com palavras ofensivas, direciona ingratidão ao objeto amado que pode sim se espedaçar ou morrer. O objeto AMADO passa a ser considerado faltoso imperfeito quando remexe, transfere de forma selvagem conteúdos  sem saber desse baú infantil narcísico do meu AMAR de