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Mostrando postagens de abril, 2008

"Vocação para a Felicidade"

Vocação para a Felicidade Carlos Drummond de Andrade Não escreverei versos chorosos cantando tristezas infinitas, amores impossíveis, saudades dolorosas, paixões trágicas e não correspondidas. Tenho a vocação para a felicidade. Ser feliz não me traz sentimento de culpa. Não preciso da tristeza para justificar a inutilidade da vida. Não preciso morrer e ir ao céu para encontrar a felicidade. Quero-a e tenho-a neste espaço terreno do aqui e do agora. A felicidade, tal e qual, o amor está dentro de mim e transborda em ternuras, em melodias, em carinhos, em alegrias, em cantos e encantos. Sou feliz e não preciso me justificar. Sorrio sem ver passarinho verde. Não tenho medo de ser feliz. Faço minha estrela brilhar sem receio dos encontros, desencontros, encantos e desencantos que o amor me diz. Contrariedades? Eu as tenho! E quem não as tem na vida secular? Escassez de dinheiro? Nem é bom falar. Amores não correspo

" A diferença entre amor e paixão" - Psicologia

  "A diferença entre amor e paixão"     Uma grande amiga tinha vivido, durante três anos, um relacionamento muito turbulento cheio de ciúmes, términos e voltas súbitas.   Onde o sofrimento era maior do que a  felicidade. Onde o ciúme imperava.   Onde a insegurança era maior do que a certeza. E como não podia ser diferente, a história chegou ao fim.   No auge do seu sofrimento ela me disse que a vida sem ele não tinha mais graça e que nunca mais iria amar outra pessoa!  Foi aí que eu perguntei se o que ela sentia por ele era amor de verdade ou uma daquelas paixões avassaladoras que nos deixa sem rumo, sem chão, sem visão, sem identidade e  que nos faz passar a gostar mais do outro do de nós mesmos. Ela me respondeu, com toda certeza do mundo, que era amor verdadeiro.   Aquela resposta não me surpreendeu em nada, pois quem nunca teve um relacionamento como este tão avassalador? Quem nunca cometeu uma loucura por alguém por achar que aquela e

"Os Quatro Fantasmas"

"Os Quatro Fantasmas" Martha Medeiros - Escritora e jornalista - RS   Só convivendo amigavelmente com a finitude, a liberdade, a solidão e a falta de sentido da vida é que conseguiremos atravessar os dias de forma mais alegre. Leiga, totalmente leiga  em psicanálise, é o que sou. Mas interessada como se dela dependesse minha sobrevivência. Para saciar essa minha curiosidade, costumo ler alguns livros sobre o assunto, e acabei descobrindo  (não lembro através de qual autor, sinto muito) as quatro principais questões que assombram nossas vidas e que determinam nossa sanidade mental. São elas: 1) sabemos que vamos morrer; 2) somos livres para viver como desejamos; 3) nossa solidão é intrínseca; 4) a vida não tem sentido. Basicamente, isso. Nossas maiores angústias e dificuldades advém da maneira como lidamos com nossa finitude,  com nossa liberdade, com nossa solidão e com a gratuidade da vida. Sábio é aquele que, diante dessa

ENTRE NESTE NOVO MUNDO - ÓTIMA REFLEXÃO

    ENTRE NESTE NOVO MUNDO ESTAS DEFESAS NOS PROTEGEM? J.A. GAIARSA - Psiquiatra e Escritor Acho que acontece o contrário; defendemo-nos de coisas excelentes, fabricando uma casca protetora, verdadeira couraça..   Todos criamos cascas protetoras, para nos defender dos outros.   Bichos cascudos têm pouca mobilidade, e machucam os outros.   Uma velha tradição diz que o ser humano faz tudo para ter prazer na vida, e evitar a dor.   Verdade? Normalmente não procuramos demonstrar o amor que sentimos, quando amamos .   Amor é ruim? Feio? Dói? Também evitamos o choro, mesmo quando a vontade é grande.   Choro é feio?  Dói? A mulher e o homem apaixonados se encontram. Tem vontade de pegar um na mão do outro, afagar o cabelo, abraçar, olhar nos olhos, puxar o nariz, br