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Mostrando postagens de agosto, 2014

Como a Medicina da Doença Funciona ( Artigo de Médico Urologista)

Como a Medicina da Doença Funciona Aos 30 anos, você tem uma depressãozinha, uma tristeza meio persistente: prescreve-se FLUOXETINA.  A Fluoxetina dificulta seu sono. Então, prescreve-se CLONAZEPAM, o Rivotril da vida. O Clonazepam o deixa meio bobo ao acordar e reduz sua memória.   Volta ao doutor. Ele nota que você aumentou de peso. Aí, prescreve SIBUTRAMINA. A Sibutramina o faz perder uns quilinhos, mas lhe dá uma taquicardia incômoda. Novo retorno ao doutor. Além da taquicardia, ele nota que você, além da "batedeira" no coração, também está com a pressão alta. Então, prescreve-lhe LOSARTANA e ATENOLOL, este último para reduzir sua taquicardia. Você já está com 35 anos e toma: Fluoxetina, Clonazepam, Sibutramina, Losartana e Atenolol. E, aparentemente adequado, um "polivitamínicos" é prescrito. Como o doutor não entende nada de vitaminas e minerais, manda que você compre um "Polivitamínico de A a Z" da vida, que pra m

"A Psicanálise e o Esvaziar-se de Si"

“A Psicanálise e o Esvaziar-se de si” Gilberto Safra “A palavra foi dada ao homem para encobrir seu pensamento”, Stendhal Por André Toso Entre as inúmeras contribuições da psicanálise para a humanidade, talvez a que mais se destaque é a abertura da possibilidade de escutar o outro. A figura do analista representa um esvaziar-se de si mesmo e abrir-se para as inquietações, conflitos e, fundamentalmente, para o discurso do paciente. Para tanto, é necessário que o analista deixe do lado de fora de seu consultório todas as suas opiniões morais e escute as demandas do paciente sem julgamentos ou concepções pré-definidas. É escutar o outro em sua inteireza, de forma depurada e sem misturar-se com o que é falado. É ouvir por ouvir, sem a ansiedade de uma resposta que se enquadre em um diálogo. É ouvir sem sequer pensar em construir um diálogo racional. O diálogo se constrói por si mesmo, nas entrelinhas, sensações e naturalidades da fala do paciente. É essa fala do p

“Ebola- Pânico e Histeria”

“Ebola- Pânico e Histeria” Artigo de Médico – Membro da ABMP-DF  Sei que provocarei discordâncias e polêmicas a respeito deste tema porem não posso deixar de opinar desta forma.  Enquanto o ramo da Ciência que trata de doenças infecciosas permanece na busca incessante de uma vacina para tratamento ou cura desta virose maldita, as pessoas que contraem o Ebola continuam, na sua maioria, morrendo aos poucos e deixando em pânico o resto do mundo que imagina poder também vir a ser vítima dessa doença. Certamente o achado de uma vacina não é a resposta mais efetiva contra a virose. Mesmo que a vacina possa ser encontrada e introduzida no corpo para prevenir a doença, ela servirá em nada para o paciente que se encontrar severamente doente e com enorme quantidade de vírus no seu interior. Também não ajudará aqueles que superarem a doença e se mantiverem debilitados em função das seqüelas adquiridas. Existe sempre uma postura catastrofista frente à iminência de epidem

PARA PENSAR...

"A DOENÇA É SUPORTE, É O SINTOMA QUE VEIO COM O ADVENTO DA NÃO CONSTRUÇÃO DO DISCURSO ANALÍTICO DO SUJEITO".   L. M. 

NA PSICANÁLISE "COMO FICA FORTE UMA PESSOA QUE SE SENTE AMADA" (FREUD 1856/1939)

Você quer ser vítima ou criador de sua realidade? Ao adotar uma atitude de abertura e receptividade, estamos prontos para começar a destruir as ilusões que nos impedem de acordar do pesadelo do sofrimento. Quando eu digo destruir soa como algo negativo, mas a verdade é que a sabedoria vem da destruição. O vácuo vem da destruição da nossa conversa interna-das ideias, opiniões, juízos e conceitos que estão lutando para ter a vanguarda da nossa atenção. Este ruído de fundo, esse zumbido de estática é o que nos mantém distraídos, cegos, ignorantes de nossa verdadeira natureza, da glória e da beleza de ser. Presentes em nós mesmos é onde descobrimos o assombro. Sendo -sem nada mais, apenas o ser puro- é onde achamos a satisfação. Nesse vazio se descobre o indescritível e podemos conseguir tudo aquilo pelo que estivemos lutando, controlando, obtendo e nos queixando no intento de realizá-lo, para ser alguém, para nos superarmos. Esteve aí