sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Por que a Psicanálise ?


Por que a Psicanálise?

 
“A discrição é incompatível com uma boa exposição sobre a psicanálise. 

 
É preciso ser sem escrúpulos, expor-se, arriscar-se, trair-se, comportar-se como o artista que compra e queima os móveis para que o modelo não sinta frio. 

 
Sem algumas dessas ações criminosas, não se pode fazer nada direito”.  (Carta de Freud a Oskar Pfister, 1910). 

 
Raskólnikov, personagem da grande obra do mestre Dostoyévski, Crime e Castigo (2001), vaga pelas ruas de São Petersburgo.

 
Num lapso de olhar ele vê fugidiamente os passantes das ruas. Cotidianamente ele nem se dá conta de que passa por ruas onde há passantes que vão para cá, para aqui, para acolá...

 
Mergulhado em seu “ensimesmamento”  tenso e inquieto, Raskólnikov conversa consigo mesmo – mas como assim?

 
Desejoso de sofrer, ele se entrega, folga em gozar de sua dor.
Sem escapatória, insistentemente ele se pergunta:

Serei eu o culpado?
Perdido em seus solilóquios, oscila, pensa, hesita, quase sem consciência; enquanto isso, os passantes passam...

 Sua única possibilidade é essa: conversar consigo mesmo.

Mas de que se trata?  
Freud nos legou uma linguagem que articula tais pensamentos desgarrados.

 

Pedaços de sentimentos que não encontram uma palavra para se dizer, nem para si próprio, se “Isso” houvesse, quanto mais para um outro qualquer.

 Falar consigo é quase como uma voz que fala dentro de mim, mas como assim?

Quem se dirige a mim?

Meu pensamento conversa comigo?

Quem escuta sou eu ou esse Outro que me habita criando monstruosidades e estranheza dentro de mim?

 Uma perturbação toma conta do meu pensamento, um Outro fala, me acusa, parece íntimo; familiar e estranho, me julga...

 Isso é tão antigo quanto a humanidade e foi tratado no decorrer dos tempos através de diversos recursos.

A  tragédia grega é um deles: a psicanálise também!

 Mas... o que o alvorecer do século XXI nos apresenta é uma sociedade que nega sua condição trágica, mergulha na festa da mídia, na “geléia geral brasileira” (Torquato, 2003, p. 63), em que a exclusão comanda o espetáculo.


O que vale então é estar incluído no mercado de capitais, ter cartões de crédito na bolsa com limites a se perderem de vista e mais ainda, a ilusão, é claro, de que em breve, em tempo de ainda estarmos vivos, a tecnologia aliada à ciência vai dar um jeito de acabar com a morte.

 
As células tronco estão aí a prometer...

Ao revés dessa corrente, naquilo que se chama sociedade depressiva neo-liberal, a melancolia como uma peste se espalha pelo cotidiano dos lares.
 

As moedas no bolso não pagam as moedas de carne que a depressão exige e denuncia; a impossibilidade de todos se incluírem nessa sociedade: levantar, ir para o trabalho, voltar para casa com “a boca cheia de dentes esperando a morte chegar...” (Seixas, s/d faixa 3).

 
O corpo do deprimido pesa.
 

Ele não consegue, nem como Raskólnikov, vagar pelas ruas.
Ele fica suspenso dentro de seu vazio, em que a angústia o contagia. Ele não consegue se levantar, sequer trabalhar.

 

Ele é a prova de que alguma coisa na rede social se esburaca: não funciona!

 Mas...não tem problema, as drogas nos salvarão, curarão nossa alma e poderemos seguir adiante, evitando os conflitos, acreditando numa pretensa harmonia e em que esse é o único método eficaz nestes tempos “pós pós”...

 

A indústria farmacêutica tem vários méritos.

Entre eles, o de diminuir o sofrimento psíquico.

 

Mas ela não tem recursos para revelar, articular aquilo que de dentro comanda o espetáculo da neurose.

 

O pensamento não se reduz a um neurônio, nem o desejo é feito de um líquor químico.

 
A repetição é o fermento principal para que a neurose cresça e apareça, nos fazendo escorregar por um tobogã no qual continuamente deslizamos por incessantes equívocos, jogando a força de vontade para um campo onde ela, anêmica, não tem potência para lidar com um fracasso que não sabemos de onde vem, com um mal estar que nos consome.

 
Escorregamos nas horas mais inadequadas, escolhendo, em vez de atalhos, vias enviesadas. Mas ora, ora...
Existem vários bálsamos que a realidade nos oferece: distrair-se, fazer aquela viagem - sabe qual? - sair do stress, fazer caminhadas e tantas outras coisas...

 Nada disso serve para aquele que está tomado pela melancolia.

 A paralisia o toma, no sentido literal do termo, mal consegue se pôr de pé, por exemplo...

E “Isso” num tempo “pós pós”, em que os recursos se ampliaram; em que a tecnologia caminhou no sentido de facilitar nossa vida, suprir nossos desejos; afinal, a realidade virtual existe e pode nos oferecer um mundo sensacional, ao gosto de cada um.

 
Mas então por que a psicopatologia do cotidiano revela um índice crescente de depressão?

Deixando essa pergunta no ar, sigo em frente, posto que é preciso falar mais disso que é o psíquico e dos recursos que a psicanálise vem criando desde o séc. XIX.

 A Psicanálise restaura o princípio de que o homem pode se liberar por sua fala: não pode se curar, porque a condição humana é sem cura, mas pode, inaugurando uma estética do duplo, saber que seu sujeito padece da linguagem.

 
Outras forças advindas do campo do inconsciente o surpreendem a cada dia.

 
Atravessado por atos falhos, ele diz “resisto ao desejo”, em vez de dizer o que pensava querer dizer, “registro o desejo”.

 A Psicanálise vem construindo um saber que não tem estatuto de ciência, um saber que vai atrás de rastros quase imperceptíveis, tropeços, sonhos; material desprezado aos olhos de hoje e mais; ainda por cima, a Psicanálise não acompanha a hiper velocidade atual.
 

Ela tem o tempo de uma escavação, o tempo em que um arqueólogo precisa para achar os primeiros traços rupestres daquele sujeito, como lá em São Raimundo Nonato, no Piauí.

 Voltando ao início, o sujeito pode continuar a falar consigo mesmo, só que em voz alta e na presença de um analista que flutuantemente o escuta.
 
Só existe uma regra: falar tudo que pensa, sem deixar escapar aqueles flashes que atravessam o pensamento, uma espécie de cometa que presentifica o inconsciente e que tem sua própria lógica, um nonsense que num só depois alcança um sentido.

 

Parece ridículo em tempos de provas tão contundentes e consistentes, conforme a ciência oferece através de suas máquinas - tomografias, ressonâncias magnéticas e outras coisas mais -, que a regra de tudo falar tenha alguma consistência.

 Entretanto... as mazelas da alma, infelizmente, não se revelam por essas imagens.

 O analisando é convidado a falar o mais livre possível.

 Permissão para que o seu lado sombrio, ou canalha, se manifeste.

A moral não nos interessa, nosso lume é a ética do desejo que não se preocupa com os bens.

O analisando é convidado a não reter nenhum pensamento, mesmo que ele seja desagradável – “eu vi a cara da morte e ela estava viva” (Cazuza, 2001, p.169), mesmo que o julgue sem sentido, mesmo que ele o considere desimportante. A regra é: pensou, falou.

 
Da centelha que atravessa o seu pensamento, o sujeito pode construir um Outro sentido.

 
Ele, que sempre pensou que papai e mamãe não o amavam, portanto teria sido melhor nascer de um ovo, começa a se dar conta da sua conta, da sua contribuição na inflação desmesurada que a sua neurose lhe cobra.

 Diante disso, que aparentemente parece tão pouco, sua vida pode tomar um outro rumo: o menininho já crescido pode ver por exemplo que queria que os seus irmãos não viessem ao mundo para ele continuar a ser sua majestade, o bebê.

 Desejos fratricidas só para ele reinar sozinho no coração de mamãe nos dando a certeza de que a idade adulta não passa de um projeto inacabado, ao qual tentamos nos agarrar.

 
Nesse novo enquadre, ele não passa de um menininho renitente que bate o pé diante das perdas e exigências que a vida apresenta. Ou melhor, alguma coisa que estava recalcada, guardada numa gaveta antiga e empoeirada surgiu aos seus olhos.

 Mas... para que esse novo enquadre promova efeitos de deslocamento simbólico, é preciso que ele tenha valor de ato, ou seja, que o sujeito apareça, onde o eu adormece.

 Então, nessa nova cena uma Outra pessoa que ele desconhecia aparece.

 Mas quem?

 Seu sujeito, é claro, aquele que o neoliberalismo juntamente com a moda atual quer ver desaparecer, porque o sujeito é amalgamado pela particularidade e esta pode não estar nos enquadres das exigências atuais.

 À Psicanálise não correspondem as adaptações do mercado, esse ser invisível que comanda o espetáculo.

 Pelo contrário, ela está mais afeita ao que nunca se viu, ao que não se sabe, material recalcado que retorna apresentando o sujeito do desejo que não necessariamente passa a ver o pior de si; aquela moça feia que sempre se viu sem atrativos pode ver através da estética do duplo – do seu sujeito dividido

 
– Uma Outra mulher que “passa com graça, fazendo pirraça, fingindo inocente, tirando o sossego da gente”...(Barroso, 1994, faixa 02).

 

Elisabeth Bittencourt é Psicanalista

 


 

Bibliografia:

Cazuza. Preciso dizer que te amo. Texto e edição: Regina Echeverria. São Paulo: Globo, 2001.

Dostoiévski, F. Crime e Castigo. Tradução de Paulo Bezerra. São Paulo: Editora 34, 2001.

Neto, Torquato. TORQUAtália (DO LADO de dentro). Rio de Janeiro: Rocco, 2003

Seixas, Raul. “Ouro de Tolo”. Minha história. Remasterizado. São Paulo: Polygram, s/d.

Barroso, Ary. “Mulata assanhada”. Elis Regina no fino da bossa. São Paulo: Vela, 1994.
 
 
DIVULGANDO E REPASSANDO: www.drluiz.com

domingo, 26 de janeiro de 2014

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

"O Universo, mascarado e Invisível do Inconsciente Humano....."

"Neuróticos Amam e Odeiam com Medo e Culpa."

"Psicóticos Desconhecem o Amor, mas podem odiar sem sentir, não conseguem fazer simbolização no ego."

"Psicopatas não amam e não odeiam não sentem nada na maioria da vezes têm o ego todo crivado" 




domingo, 15 de dezembro de 2013

A Verdade toca o real sem Palavras....( Lacan )

Digo sempre a verdadeNão toda... poisdizê-la todanão se consegue... . 

Dizê-la toda é impossívelmaterialmente... faltam as palavras

É justamente por esse impossível... que a verdade toca o Real.”.  

Lacan (1973)

Ho....Ho...Ho....estou indo revisitar o édipo parental.....mas volto logo....

Estou indo revisitar o meu Édipo parental, mas volto logo... 

Claro não sou Louco de ficar por La... HO...HO....HO.....

Quero agradecer especialmente a você; nessa travessia de engrandecimento humano do ano de 2013 e toda essa caminhada psicanalítica e de amizade e expansão do pensamento da psicanálise que muito têm nos feito amadurecer e enxergar a Alma humana, compreender suas aflições para busca de alívio e estabilidade afetiva e viver bem.

Espero que em 2014 estejamos juntos na travessia cada vez mais descobrindo que Freud explícita e Lacan implícita, essas muitas verdades da Alma e psique humana, doa a quem doer.

Mas a “dor” na psicanálise depois de algum tempo é anestésico para viver o dia a dia;  e enfrentar muitos “venenos” seja no ambiente de trabalho, na família e em nossas relações sociais, afetivas e parentais.

Durante todo processo de se sujeitar-se a fazer a “análise” dói em mim (analisado) depois de algum tempo da sua “análise”,  você já poderá afirmar que doa em quem doer, mas dói mais no outro. (Lacan).

Já no psicanalista que acolhe a escuta do “doa a quem doer ou dói em mim”. O analista acolhe todas as dores, mas não habita nelas para não entrar em colapso. 

E falando em Alma e dor, coisa de “analista”.

“Recentemente fui lavar umas “louças” na cozinha de casa, e não pude deixar de observar que a “medida que lavava” as louças” minha coluna vertebral travava e ficava inflexível e dolorida, de repente sem nenhuma doença ou lesão.

Claro eram apenas “algumas louças” para lavar para esposa “gestante”.

Mas vejo que sempre que me aproximo de uma “pia” com “louças para lavar” minha coluna vertebral têm uma reação “histérica” conversiva, que me arremete a “muitas louças e panelas” da infância que algumas vezes eram lavadas distantes de casa, num riacho, coisa de quem morou em roça, sítio.

Podia ser até divertido, levar, lavar e trazer a louça de volta; mas o ato da “repetição” como se nunca fossemos chegarmos ao tempo de água encanada na torneira de casa e hoje a geração da máquina de lavar louça, isso fez com que minha coluna vertebral “travasse” e essa conversão é o aviso de alerta e resistência a “ameaça de voltar a lavar louças e panelas no riacho” que antes era perto e hoje é longe. 

(O inconsciente não apaga nada, mas é sendo neurótico que a gente “negocia” com essas lembranças na psicanálise).

E minha coluna vertebral dolorida  “me avisa” olha o riacho e as panelas lá gente ti esperando... HO....HO.....HO.....

Que droga no meu “imaginário” papai Noel ainda ri de minha lembrança.

E ao final de um ano de trabalho qual a coluna que não dói um pouco.
Por isso é bom ser de certa forma ser meio “neurótico”

Neurótico lembra e volta. Já o  psicótico não lembra ele mora na lembrança, além de ficar lá lavando louças e panelas para sempre ficaria o tempo todo ouvindo papai Noel HO....HO...Ho.....

 O riacho e as louças podem estar lá no inconsciente, meu inconsciente me leva e trás de lá a cada aproximação de uma pia de louças ou do Ho...Ho...Ho...

 Pior seria um surto “psicótico” ir ao riacho e ficar lá sempre lavando as louças e panelas para sempre. 

Na psicose talvez eu estaria  esperando o pai ou a mãe “faltante, ausente ou o outro ou tantos outros” para me buscar e me salvar.

O inconsciente deve ser a “Alma” ou têm uma Alma própria porque as nossas lembranças, sejam elas felizes, dolorosas ou traumatizantes estão lá.

A Psicanálise é a formação “diplomática” para livrar a gente dessas demandas da mente humana.

A histeria “conversiva” ou somática serve para dar um sinal de “alerta”: - Olha você está “lavando muitas louças e panelas” no riacho de novo, hora de se afastar do riacho e dessas louças e panelas... panelas pesadas de ferro...

Bom com esse relato confesso que o lado extremamente bom da “psicanálise” é ter essa capacitação de “acolhimento” de si, dessa diplomacia analítica.

Somente com essa capacitação do acolhimento de “si mesmo” de suas demandas e lembranças é que de fato poderemos ajudar e auxiliar qualquer um que venha para o nosso acolhimento na psicanálise, seja para buscar alivio, compreensão do seu mal estar, do seu vazio ou infelicidade seja ela com inúmeros sintomas neuróticos, sejam somáticos conversivos ou dissociativos.

Freud dizia que a psicanálise torna a pessoa muito forte e apta para amar de verdade.  (1856/1939)

Boas festas e até 2014.
Dr. Luiz Mariano

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A Psicanálise Liberta as Crianças Daquilo que Elas Ouvem de Pais e Educadores

A Psicanálise liberta as crianças daquilo que elas ouvem

Quando atendemos crianças em psicanálise podemos libertá-las através das palavras daquilo que elas ouviram e ouvem dos seus pais e familiares, como bem nos lembrou, Françoise Dolto, psicanalista francesa.

Palavras que podem ter sido enunciadas em momentos de raiva, sofrimento ou quando suas mães não “sabiam” que aquilo que elas diziam, afetariam negativamente seus filhos.

Pois á maioria das vezes as pessoas dizem brincando algo que faz muito mal.

Lembro-me de uma mãe que chamava seu filho de “porcaria” e acreditava que era algo carinhoso, uma outra quando queria fazer um carinho no filho dava  “palmadinhas” nele, “de forma leve para não doer”, ela dizia.

Na verdade tanto em um exemplo quanto no outro, os filhos foram marcados em seu corpo por esses atos e os repetiam na vida adulta, e isso os atrapalhavam.

Pois acreditar que se é uma porcaria ou que palmadas são carinhos, não pode trazer nenhum benefício.

Na análise com crianças temos a possibilidade de desfazer esses equívocos enquanto eles estão acontecendo, diferente da análise com adultos onde alguns ditos na infância já tiveram um longo tempo de fertilização e consequências negativas.

Com crianças, o jogo, o desenho, a encenação tem lugar.

Ela fala, joga, desenha. À vezes faz um, ás vezes faz os dois: joga e fala ou desenha e fala, ou até encena em silêncio.

Os pais se surpreendem, pois não entendem como que seus filhos tão pequenos têm o que dizer, e acreditem: eles falam.

Contam sobre o que lhes acontecem, falam sobre os desejos que têm, sobre as angústias que sentem, sobre seus medos, seus sonhos com bruxas e monstros, sobre o que seus pais disseram e fizeram, etc. (esses sonhos representam angústia de castração).

Através dos desenhos eles representam o que está em seu psíquico, e os convidamos a falarem sobre sua produção.  

Com eles, nos indicam como está o entendimento delas em relação ao seu meio: á sua família, sua escola, seus amigos, irmãos e também mostram como respondem em relação ao que o outro quer deles.

Vão mostrando através do jogo, como se posicionam em relação aos seus semelhantes.

Ás  vezes convidam-nos para que joguemos juntos, outras vezes querem jogar sozinho, intentam burlar as regras dos jogos ou querem deixar que o analista ganhe o jogo.

E o mais importante de tudo isso é o fato de que todos os jogos têm suas regras, que determinam o que pode ou não ser feito, e isso nos dá a oportunidade para mostrar para a criança que vivemos em uma sociedade que também têm leis e que é muito importante que nós as respeitemos.  

E não são raras á vezes em que nos deparamos com o fato de que essas crianças não estão tendo em casa o estabelecimento das regras e dos limites, pois seus pais acreditam que não o podem!

E acreditam nisso por não se autorizarem a ocupar o lugar de autoridade.
Com o jogo mostramos também que não é possível ganhar sempre, que na vida temos perdas e ganhos.

Com a encenação de uma brincadeira a criança coloca em cena um real que muitas vezes é ameaçador ou que trouxe sofrimento, ou algo que viveu e que foi angustiante e que finalmente conseguem colocar em palavras.

Colocam no simbólico algo que foi vivido e sentido no real de seu corpo. Pois a criança geralmente entende os desejos da mãe como uma ordem que ela têm que cumprir.

Outras vezes escutam algo que não entendem direito e tomam como se fosse algo verdadeiro e passam a agir de acordo com aquilo que elas acham que seus pais querem para elas.

E como elas dependem dos adultos tanto para que eles a ajudem a realizar as necessidades quanto os desejos, não resta outra alternativa para elas.

Portanto, em análise as crianças podem falar e mostrar o que elas entenderam em relação aos desejos de seus pais e através das encenações, dos desenhos e dos jogos, podem elaborar sentimentos que não lhes fizeram bem.

Aprendem na experiência analítica, que elas podem dizer “tudo” o que se passa em sua cabeça, que sentem em seu coração e em seu corpo, para que assim possam se livrar de sofrimentos que as impedem de avançar psíquica e fisicamente.

Mas, não podem fazer tudo o que elas querem, e que isso é uma condição para todo ser humano. 

Andreneide Dantas
 Psicanalista



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Os Efeitos Colaterais se a Infância do Adulto Morrer....

Quero Meu Balão Mágico de Volta


Não deixe sua Infância Morrer.
Tenho observado o quanto mudou a infância nos últimos tempos e na data comemorativa que foi o dia das crianças. Isso me levou a essa breve reflexão pela simples escuta e olhar psicanalítico. 
Passando por algumas lojas vi “pais”, tias e avós a se balançar como se a dançar-se “disfarçadamente dentro das lojas com musiquinhas “infantis” e ao mesmo tempo vi algumas crianças apáticas que nem tinham noção de que a música era aquela que tocava e a remetia a lugar nenhum”. 
Inclusive o interessante é que vi algumas “crianças” olharem para seus pais, tios ou avós com um olhar de reprovação ou indiferença na dancinha sutil daquelas músicas infantis.
Mas quando as músicas mais antigas e infantis paravam, e ouvia-se uma espécie de batida funk com letras “mais” agressivas e de revolta, aí nisso vi algumas crianças se sintonizarem ao ritmo dessas músicas e se voltarem com um olhar meio que “perverso” para seus pais e cuidadores naquele momento de presentes.
Isso deve ser coisa de Psicanalista mesmo ver e ouvir o que quase ninguém percebe. 
É estamos vivendo um tempo em que o abandono de valores e de coisas simples da nossa educação infantil familiar e isso vai nos arremetendo direto a um “vazio” sem ressignificação para nosso “Ego”. 
O “Ego” sem ressignificação e simbolização de boas referências e valores disciplinares parentais pode talvez levar-nos sim a alguma forma de “psicose ou psicopatia” sublimada em algum momento de confronto, de falta, de luto ou de perda em nossa vivência. 
“Observei que o quanto uma nova batida musical seja eletrônica ou funk pode levar a criança a sublimar sua “revolta e a revelar” sua insustentabilidade afetiva” das aparentes e boas relações familiares e afetivas entre a infância e o mundo dos adultos. 
Hoje temos uma geração de “crianças” alienadas a jogos virtuais e tendo livre acesso a perfis e redes sociais, locais que na maioria das vezes nem pais e educadores não possuem acesso e nem a senha.
Pergunto aos pais e educadores vocês conhecem os contatos e amigos das Redes Sociais de seus filhos?
Hoje temos crianças que abandonam sua infância para se vestirem ou se travestirem de jogadores famosos ou para dançarem e cantarem como modelo ideal de adultos famosos que passam a imagem de (felizes) e isso tudo com consentimento e cumplicidade dos pais.
Vivemos uma “era” de Crianças que não imitam mais os seus pais e familiares como referência de educação, disciplina e respeito, mas de “crianças” que imitam a artistas “imaginários” porque no real até o ser “artista” é apenas uma mera representação e não o real do sujeito que se veste de artista. 
Parece que a “fama e o status” vêm para suplantar aos próprios pais e educadores, são poucas as crianças que “querem” se vestir e se parecer com seus pais. 
A grande maioria prefere se “vestir” como artistas, jogadores ou cantores (as), preferem se vestir de forma “totêmica” para se identificar com algumas tribos “urbanas”. 
Esse tipo de comportamento e outras coisas mais bizarras é que permite essa infiltração nas lacunas e vazios deixados desocupados pela educação e presença dos pais ou seus representantes simbólicos na criação dessas crianças ou filhos (as). 
O abandono da infância parece algo irrevogável e bem aceitável sem questionamentos por pais, educadores, religiosos e familiares.
E me pergunto se teremos um mundo mais justo, humanizado, menos violento e com mais sanidade; Se nossas “crianças” estão sendo criadas dentro dessa geração da falta de acolhimento e da indiferença ao sentimento do “outro”.
“No real ninguém e quase mais ninguém se importa com ninguém, porque o mundo virtual me remete a preguiça para não repensar nada do que sinto.”
Nossa infância está conectada ao “virtual” imaginário das redes sociais e jogos a maioria dessas crianças estão sem a presença da mediação dos seus pais e educadores. 
Hoje são muitas as crianças conectadas ao mundo através das redes sociais onde nem pais, educadores e a justiça têm acesso a seus conteúdos e nem suas senhas. 
É preciso aos pais, educadores e juristas repensar essa permissividade de conexão ao mundo virtual de nossas crianças, onde a maioria dos pais e educadores não tem acesso às essas redes sociais e aos jogos virtuais. 

São raros e poucos os pais que sabem que está na rede de amigos virtuais de seus filhos.
E por conta dessa “ausência” de pais como mediadores nestas redes virtuais; são inúmeros os casos de abusos, crimes e pedofilias facilitados pelas redes sociais. 
É preciso repensar até onde é saudável na construção do “Ego” infantil do sujeito pode se permitir a entrada em territórios sem a mediação e a presença de pais, educadores e religiosos.
As crianças estão “preenchendo” vazios e lacunas deixados pelos seus pais e educadores. 

Esses “espaços” são facilmente preenchidos por letras musicais, por vestimentas, e por redes virtuais onde na rede social posso pensar e me expressar sem a mínima possibilidade de não repensar nada.
Na vida só vai existir o “repensar” se houver alguém para fazer essa ponte de mediação com um olhar imparcial de cuidado, para dar as crianças esse ponto de referência. 
As crianças que não necessariamente vão para análise para resolver as neuroses de adultos.
Mas as mesmas são até vítimas das “neuroses” de adultos do próprio clã familiar ou parental.
É preciso se fazer “presente” nessa mediação dentro do clã familiar para que nossas crianças aprendam que têm que aprender a pontuar interpretar e confrontar cada necessidade, pedido e desejo para se sentir inserido no mundo moderno. 
“Na educação onde há disciplina e mediação haverá sanidade para construção do “Ego” infantil saudável mesmo que sendo neurótico, somente assim haverá possibilidade de Amor e Respeito ao próximo”.
“Mas onde não houver nada disso haverá a grande probabilidade de psicoses e psicopatias” para todo tipo de desordem humana. 
Prof. Luiz Mariano M.D.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A Angustia e a Resistência para o Saber e Amar"


“A Angustia e a Resistência para o Saber e Amar”

Embora na psicanálise quase nada seja “objetivo” racional ou consciente neste artigo oportunizo-me escrever-lhes uma reflexão de nossas vidas e acho que muito de nossa angustia  “inconsciente”  é também uma forma de resistência ao amar e ao saber; Saber de um novo caminho; aonde vamos descortinando à medida que nos permitimos ler e “pensar” a vasta literatura psicanalítica freudiana e lacaniana que nos leva a repensar nossa própria vida.

Para muitos de nós mudanças como: uma casa nova, trocar de carro, trocar de amor, mudar escola, mudar para outra empresa, mudanças de regras e normas no ambiente de trabalho ou religioso geram angustia e resistência.

Mesmo a mudança de cargo ou às vezes mudança para outra cidade ou até país tudo isso nos envolve num processo de angustia e resistência.

Na psicanálise até mesmo simples eventos pode nos fazer entrar em processo de sofrimento neurótico e devido à resistência.

Para nós “neuróticos” que pretensamente achamos que somos bem normais o fato de abraçar o novo implica; em abandonar algumas idéias, se envolver com novos paradigmas, às vezes é preciso esfacelar preconceitos morais e religiosos.

E esse é um momento humano de muita crítica, inércia e nós somos na maioria das vezes muito críticos quando nos defrontamos com possibilidades de sairmos da nossa inércia para novos paradigmas do pensamento humano.

Qualquer mudança na rotina confortável passa ideia ao nosso inconsciente que temos que sair da nossa inércia do “Pensar” repetitivo, das nossas expectativas emocionais “repetitivas” e usuais diárias, isso por si já gera angustia e resistência.

Não é muito fácil lidar com o universo dos pensamentos e emoções humanas, e quando nos dispomos a lançar-se nessa nova empreitada a expectativa de mudanças gera onda de angustia e resistência. Isso nos dá uma sensação de ir para o encontro com o desconhecido e com isso ficamos se sentindo incapacitados,  insatisfeitos, infelizes e resistentes.

Isso vale também para a receita dos que buscam o saber  coloquial da psicanálise. Quem não se angustiar e não tiver resistências por enfrentar em sua análise não pode se autorizar nunca psicanalista.

A angustia acompanha a humanidade desde os tempos adâmicos e pré-históricos ela é a responsável por nos colocar em movimento, para o progresso e desenvolve da nossa criatividade como humanos.

Mas quando nossa “angustia” não nos coloca em movimento, ela nos estaciona na inércia mental do pensar criando inúmeras possibilidades de adoecermos em nossos sintomas.

É normal e comum que alguns candidatos ao percurso de psicanálise tenham essa “angustia”, alguns pacientes de “análise” também podem oportunizar que sua  “angustia” no processo analítico poderá ser pontuada, interpretada e confrontada para permitir o sujeito em “análise” faça uma ressignificação do seu viver e do seu pensar.

No coletivo, muitos de nós agimos de forma imprudente e às vezes quando somos críticos e negativos podemos liquidar a nossa raposa. Fazendo aqui a referência lenda da raposa e o lenhador que foi apresentado em módulo do curso de psicanálise.

Agimos de forma extremista para com o sujeito que nos leva para uma luz de algo desconhecido de nossa Alma,  que desnude o real do nosso desejo desconhecido ou tamponado.

Descobrimos na psicanálise, que nem sempre “desejo” é desejo de amar; e que muito de nosso desejo pode ser desejo de vingança, ódio e de falta edipiana.

A Psicanálise é a ciência “arte” de repensar tudo que já foi pensado do “sujeito” que se “sujeitar” a análise.

A Psicanálise é algo que tira-nos nosso “aparente sossego”. Ela tira-nos do nosso habitáculo (resistente e protegido) do comum e do diário.

Com isso nos coloca em movimento de encontro a nossa própria Alma sem nos vincular a alguma religião, a psicanálise desloca  nossos “pensamentos” do inconsciente para a fala.

A psicanálise nos põe a repensar e ressignificar nossos ódios e nossos amores.

A Psicanálise é uma entrada “solitária” em nossa “Alma” não num sentido religioso ou místico. Mas ao fazer “análise” o sujeito cria um caminho para descobrir onde residem suas “verdades que nem sempre são tão verdades” porque elas podem ser ressignificadas.

O sujeito em análise aprende a simbolizar seus sintomas pela fala e falando é que vai oportunizar ao seu inconsciente revelar-se sem a necessidade da posteridade da culpa, punição ou a justificativa que somos fruto do pecado por isso necessitamos de salvação.

Lacan fala que para irmos a “análise” é necessário que o nosso “sujeito” se desconstrua. E em análise, isso acontecerá gradativamente nas sessões, mas exige tempo muita coragem, dedicação.

Nós temos muito medo daquilo que nos encaminhe para encarar a nossa faltar ou oque falta-nos, esse é o medo de muitos o medo do “insabido” do mim mesmo.

A Psicanálise é uma travessia onde descubro quem sou eu, e para isso a priori temos que vencer a nossa resistência e a nossos afetos de questões parentais e do Édipo.

A psicanálise é um caminho incerto, subjetivo e desafiador da verdade “insabida e improvável” de cada um de nós.

Ela nos leva, a saber, que cada um de nós é responsável por seu próprio destino e verdade.

Nesse “percurso” psicanalítico será permitido a escutadores degustar o saber do sabor do pós angustia.

A Psicanálise não é uma nova religião e nem uma filosofia, porém ela pode-nos da uma nova chance para nosso “pensar e sentir” criando possibilidade de mudanças para sua vida ressignificando nosso pensar e nosso amar e ser amado (a).

Evidente nem sempre haverá tanta clareza e racionalidade no percurso da análise, a “análise” é sempre complexa e subjetiva.

Alguns às vezes preferem se afastar, estar cegos  pontos de “recusar-se” a vivenciar uma espécie de maldição desconhecida que a literatura da Psicanálise parece nos lançar sobre nosso sujeito que estava “estático suposto saber do Outro”.

O processo de análise pode ser sim dolorido e desconfortável mas só no  mundo do nosso pensamento.

Não é nada fácil saber que tenho que reparar mais em minhas ações, meus pensamentos, em minhas emoções, afetos que até então pareciam estar todos certos (de sua razão) em sua rota de ódios certeiros e amores errados.

A análise leva o “sujeito” a descortinar que saber de “eu” nem é tão doce e nem tão azedo que não possa ser suportado e ressiginificado.

Com isso olhar e meu julgar severo para com o “Outro” é errante.

Porque errante?

Porque na “Psicanálise Lacaniana” quem é o “Outro” o outro sou “Eu” mesmo que sou refratário do meu sujeito em “carência e falta” responsabilizo a imagem do “Outro” pela minha falta, pela minha relutância em não admitir a mim mesmo que não posso ser o julgador do mundo, julgador do Mestre, julgador das religiões, julgador das escolas, julgador das pessoas.

Julgar o “Outro” é oportunizar afastar-me do meu julgamento que me condena não pelo “Outro”, mas por mim em minha falta edipiana.  

Se afastar do saber psicanalítico, vai nos dar a sensação de se afastamos de algum tipo de maldição prévia em nossa vida.

O saber do coloquial de Psicanálise é esse saber que sugere fazer muitas mudanças e a maioria de nós não gosta de mudanças reais, mas sim de mudanças de máscaras, mudanças de salas e sempre falando do outro e não do meu real do sujeito.

A maioria de nós não gosta ou temos suficiente força para efetivar mudanças de que cada um de nós precisa.

Na psicanálise em todo seu percurso as mudanças mais significativas e sensatas, quase nunca viram pela lei do menor esforço, do menor preço e do caminho mais curto. 

E ao afastar-me de “Mudanças em Mim” na psicanálise isso é resistência e é rejeitar-me para um novo saber do meu “Eu”.

Um novo saber que não me agrade, como descobrir que posso não agradar a sempre meus (Pais) ou como eles me agradariam ou criticariam meus “outros” na minha Infância. 

Quem cresce sob. O olhar da crítica negativa bloqueará sua mente a qualquer novo saber pelo gozo da crítica dos “Outros” seja esse outros: O mestre, o professor, o Juiz, a Lei ou até a Presidenta da República.

A crítica negativa na maioria das vezes não esclarece nada e não nos leva a lugar nenhum que não ao recalque do sujeito.

Esse lugar do sujeito em “análise” é um lugar do vazio e da “falta” na estrutura psíquica de cada um de nós.
Na psicanálise lacaniana o sujeito é desconstruído para aprender a lidar com o bem e o mal.

Na psicanálise freudiana o sujeito se defrontará com suas neuroses para aprender a viver de forma em que suas representações neuróticas não derivem em sintomas que desgastem a sua sanidade, saúde e prazer.

Falta sempre algo para cada um de nós.

E para justificar essa falta, me utilizo da crítica negativa para chamar a atenção, e buscar inclusive aliados que representaram a “minha falta” para mim (Édipo).

 A travessia da psicanálise serve para me tirar da mesmice da rotina e me por a andar entre desconhecidos e estranhos do meu próprio inconsciente.

Não é à toa que pessoas diferentes têm respostas diversas e diferentes a gama e possibilidade de mudanças.

Reconhecer o valor do ambiente e saber se ele tornou-se familiar é extremamente pessoal. Depende da sua história particular naquele contexto, das suas experiências, das suas memórias formadas ali, enfim, do valor associado ao que se está deixando.

Para uns, deixar para trás uma escola onde se era oprimido pode ser um alívio; para outros, que conviviam bem, pode ser um abandono forçado do que foi a segunda casa.

Se as lembranças despertarão saudade ou, ao contrário, a sensação de “já vai tarde”, é simplesmente reflexo das experiências pessoais de cada um. (Recalque x Édipo).

Mas a resposta ao novo também depende do que temos como bagagem de nossa infância e berço, também é dessa instância que vêm nossas resistências insabidas.

Freud mudou o pensamento humano quando inventou a que há possibilidade do inconsciente (existir) e que sua estrutura id, ego e superego têm muita influência na vida de cada um de nós. Freud se utilizou de lendas e mitos para justificar a dinâmica do inconsciente humano através das histórias, lendas e seres mitológicos.
“A mitologia na psicanálise é uma forma de sublimar de dizer a “verdade” humana com menos azedo” de modo que a mesma não pode ser encarada de forma nua e crua, porque não aceitaríamos e não compreenderíamos muitas verdades em nossa civilização se não fossem os mitos, os símbolos e as parábolas.

Lacan diz que somos seres simbólicos que nos inscrevemos através da fala, e Lacan nos oportuniza a possibilidade de pensar e filosofar a psicanálise descortinando os complexos familiares.

Um dos requisitos para conhecer essa “Verdade que pode libertar-nos de nossos; medos exagerados, nossas culpas e livrarmo-nos das constantes auto-sabotagens é acolher os pensamentos e sentimentos “esquecidos e recalcados” em “análise”.

Assim vamos descobrir o quanto somos fortes e nos permitimos ser enfraquecidos pelo medo, pela culpa e nos punimos no desamor.

Permita apenas que a “análise” seja seu momento de associação livre que o leve ao reencontro consigo mesmo.

E se a porta da “angustia” bater, abra não para alimentar o adoecimento, ou a inércia do penar para os sintomas, mas coloque-se em movimento e ponha seus sintomas para falar e repensar.

A angústia (em análise) é para dar asas necessárias para “neurótico” saber que seu inconsciente pode permitir-lhe voar em liberdade, sem medo, sem culpa para a possibilidade da felicidade.
Com o passar do tempo verá que a maturidade do pensar abrirá novos caminhos e esperança para seu ser emocional amar melhor e ser saudável para uma vida feliz.  

O neurótico necessita da “angustia” para amar e busca a simbolização do seu “Amor” no seu imaginário, nisso ele sofre, adoece e faz seus sintomas para sobreviver para seu “amor ou ser amado”.

“O psicótico não busca seu “amar ou amor” porque não o têm em sanidade infantil parental e lhe falta o imaginário do “neurótico”, para o psicótico fica faltante os símbolos do neurótico dos “objetos” para o amor e “amar” por isso ele aparenta não necessitar de ser amado” e isso o remete direto a um “Real” na sua psicose.

O Psicopata não é objeto de “análise” terapêutica e provavelmente ele nunca poderá amar porque só pode amar quem sente angustia, culpa e remorso.  

Prof. Dr. Luiz Mariano
M.D. Psicanálise Clínica



Fonte de Consulta e bibliografia recomendada:

“Freud Conflito e Cultura”  – Michael S. Roth - Editora Zahar

“Estilos do Xadrez Psicanalítico”  – Editora: Imago

“Os Complexos Familiares”  – Lacan – Editora Zahar

LACAN, Jacques. O Seminário – Livro 3 – As psicoses. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 1985.


PSICOTERAPIAS BREVES - 2001

TRABALHO APRESENTADO EM 2001  PSICOTERAPIAS BREVES          Este trabalho terá   como objetivo mostrar a economia em se ter como práti...