"As forças naturais que se encontram dentro de nós são as que realmente curam nossas doenças."(Hipócrates)
domingo, 30 de agosto de 2015
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
A dor e a Cura da Alma...
“Numa análise as vezes a dor ou a doença pode
ser o ódio mascarado de amor e está inominado, ocultado para a mãe e a cura se sintomatiza
por causa do desejo oculto de incesto e interdito em nome ou na busca de um pai..edípico”
quinta-feira, 23 de julho de 2015
ADÃO E EVA ESTÃO DEFINITIVAMENTE EXPULSOS DO PARAÍSO...POR ISSO VAMOS AMAR O CÃO...
“Guarda de “Cão” é disputada na justiça do RJ por duas mulheres"
A disputa na "Justiça" no "real" (psicanalítico) não é pelo cão, mas pelo objeto fálico (simbólico) de pretenso amar e poder faltante que tamponava a ferida da sexualidade narcísica ligada a primeira infância inominada.
A ferida tamponada a qual esse animal “irracional representa no simbólico dessas pessoas (tidas como pessoas normais).
Essas (duas mulheres) disputam na justiça a guarda de um “animal” que é "irracional" como se fosse ou se estivesse num lugar (simbólico) de uma “criança ou bebê” que é desejante de reconhecimento de (amar e amor) ou desejante de pais ou suas figuras faltosas na primeira infância; infelizmente essa é minha amarga opinião psicanalítica.
Essas (duas mulheres) disputam na justiça a guarda de um “animal” que é "irracional" como se fosse ou se estivesse num lugar (simbólico) de uma “criança ou bebê” que é desejante de reconhecimento de (amar e amor) ou desejante de pais ou suas figuras faltosas na primeira infância; infelizmente essa é minha amarga opinião psicanalítica.
Nós humanos, estamos aos poucos destruindo todos nossos valores, “nortes” e sentidos pela sanidade (de amar e amor) onde se na criação ou gênese do mundo um “cão” era simplesmente um animal irracional, “domesticável e que serviria para vigiar a entrada da caverna de “Adão e Eva” a noite.
Hoje esse “cão” já expulsou “Adão e Eva” do paraíso, da caverna e está se transformando em “gente”, possui redes sociais, está conectado acima dos humanos ou seria ele ( o cão) um mero objeto de tamponamento de amor de uma ferida narcísica muito exigente.
Pois é e tem gente que fala, dorme e trata animal como "gente" tudo muito normal.
E onde é o norte onde norteio meu destino e sanidade mesmo ?
Essa é uma pergunta para todos refletirem, amargarem seu "pensar" (seus amores e desejos) e lembrarem porque parece que todos nós "fomos" expulsos do paraíso e estamos tentando voltar (a amar e ser amados) nem que seja pelo "cão"...
E onde é o norte onde norteio meu destino e sanidade mesmo ?
Essa é uma pergunta para todos refletirem, amargarem seu "pensar" (seus amores e desejos) e lembrarem porque parece que todos nós "fomos" expulsos do paraíso e estamos tentando voltar (a amar e ser amados) nem que seja pelo "cão"...
É o fim da "picada" como se dizia antigamente na roça e no interior, bem depois de Adão e Eva, serem expulsos pelo cão em forma de serpente.
Eu me pergunto e o cão "falaria" em juízo e sanidade com qual "mulher" ele quer ficar ou ser "objeto" de amor.
Eu me pergunto e o cão "falaria" em juízo e sanidade com qual "mulher" ele quer ficar ou ser "objeto" de amor.
Um viva para Lacan:
“Amar é dar o que não se tem a quem não o quer”
Veja a reportagem:
(motivo da minha opinião acima)
(motivo da minha opinião acima)
quinta-feira, 16 de julho de 2015
AGRESSÕES VERBAIS E CAMUFLADAS ( AO FINAL DO TEXTO MEU PONTO DE VISTA PSICANÁLISE )
Agressões Verbais
Aprenda a se defender das
agressões verbais camufladas
Você ficou sem
entender bem o que aconteceu - conversou com uma pessoa que o tratou de maneira
amável, simpática e muito gentil, mas, ao invés de se sentir feliz e
estimulado, não via a hora de encerrar aquele encontro e voltar para casa.
Pois é. Aparentemente, você foi tratado de maneira cordial, mas, se não conseguiu ficar à vontade e se sentiu desconfortável, é provável que tenha sido vítima de uma agressão verbal camuflada.
E o pior é que, nessas situações, além de sermos agredidos, ainda por cima nos sentimos culpados. Afinal, se fomos tratados com tanta consideração, que direito teríamos de nos sentir inferiorizados, incompetentes ou fracassados?!
Não, você não
está ficando paranóico não.
A agressão verbal camuflada
é mais comum do que se possa imaginar e a todo instante estamos sujeitos a ela
nas circunstâncias mais imprevisíveis, em nossa casa, no relacionamento com
amigos ou no ambiente de trabalho.
Somos insultados, desrespeitados, humilhados, desconsiderados, mas a agressão, de maneira geral, é feita com tal sutileza que não a percebemos conscientemente, e por isso nos abatemos como se tivéssemos agido mal.
Quando alguém nos agride de forma
explícita, conseguimos entender no momento o que está ocorrendo e podemos
decidir se devemos ou não nos defender.
Entretanto, se
a agressão é velada, apenas nos sentimos ofendidos e ficamos impotentes, ou por
não percebermos o fato de maneira consciente, ou por notarmos a intenção da
outra pessoa, cuja sutileza não nos permite nenhum meio de reagir.
Agressão verbal camuflada não intencional
Talvez essa seja a pior de todas as
situações, porque a pessoa não tem intenção de agredir, ao contrário, pode até
estar querendo elogiar, mas nos sentimos, se não ofendidos, pelo menos
diminuídos ou desconsiderados.
O meu saudoso
amigo e um dos responsáveis pelo sucesso do primeiro livro que publiquei, Como
falar corretamente e sem inibições - pois foi quem fez o prefácio -, Blota
Júnior, certa vez, ao ser convidado para participar de um programa de
televisão, foi vítima de uma agressão verbal camuflada não intencional e deu um
excelente exemplo de como sair desta verdadeira cilada da comunicação.
Depois de ter permanecido algum tempo no programa, a apresentadora o presenteou com uma caneta de ouro muito bonita e gentilmente disse que desejava que, com ela, ele pudesse dar a nós, telespectadores, um presente: aquela lembrança que ele estava recebendo, deveria servir para ele assinar um contrato com a televisão, pois a televisão brasileira não podia ficar sem a participação de um profissional com a competência do Blota Júnior.
E complementou
comentando que não importava qual seria a emissora, pois poderia ser no SBT, na
Bandeirantes, na Globo, na Cultura...
Enfim, o
importante era que ele usasse a caneta para assinar um contrato com a
televisão, qualquer que fosse a emissora.
Observe como foi delicada essa situação.
A
apresentadora estava elogiando Blota Júnior de forma sincera, amável e
verdadeira, mas, nas entrelinhas, sem perceber, dizia, na verdade, que ele
estava desempregado e que a televisão não tinha interesse em seu trabalho.
De um lado, como é que ele poderia recusar um elogio simpático e amigo como aquele?
Por outro,
estava se sentindo diminuído com o comentário recebido e precisaria dar a sua
versão para revelar que não concordava com a informação.
Veja com que habilidade o grande orador, o melhor que tive a felicidade de conhecer, usou a comunicação para contornar de maneira vitoriosa a posição difícil em que se encontrava:
'Se eu tivesse a capacidade de
resistir à emoção, mas acho que já não a tenho, poderia dizer que você, com
esse coração tão grande, tão alto, tão generoso, está sempre procurando ajudar
os seus semelhantes.
Eu a conheço
há muitos anos, desde que começou a trabalhar na televisão e nos tornamos
grandes amigos.'
Depois desses elogios iniciais, em que demonstrou a amizade e a admiração pela apresentadora, deu sua resposta genial:
'Eu diria um pouco poeticamente que, no momento em que estou, a televisão brasileira já não tem tanto interesse na minha participação.
O fato é que,
com a minha idade, já penetrei no que chamo as doces penumbras de outono.
Estou naquele
momento em que, no outono, no crepúsculo, as árvores vão perdendo um pouco das
suas flores, das suas folhas, mas adormecem muito tranquilamente, certas de que
já cumpriram toda a sua finalidade. Já hospedaram pássaros que nelas fizeram
seus ninhos, já floriram e já enfeitaram as paisagens, já deram frutos e,
portanto, alimentaram apetites.
Enfim,
cumpriram dignamente essa missão.
As suas raízes
estão fundadas.
Elas pertencem
a essa paisagem e não precisam necessariamente retornar à atividade do passado
para se sentirem certas de que um dia na vida puderam e souberam cumprir a sua
missão.'
Assim, sutil, com inteligência e diplomacia, Blota Júnior conseguiu discordar, sem demonstrar nenhuma contrariedade.
Em circunstâncias semelhantes essa é a melhor atitude: retribuir o elogio e, com simpatia, sem demonstrar que se sentiu agredido, dar a versão do fato para poder preservar e elevar sua imagem.
Agressão verbal indireta
Esse tipo de agressão é percebido até com bastante facilidade, mas quase sempre dificulta a defesa pelo fato de ser transmitido por uma pessoa que não é a autora da crítica.
Por exemplo:
um conhecido que chega dizendo que está chateado com o que tem ouvido a seu
respeito e aproveita para acrescentar outras informações, como se ainda fossem
de terceiros, usando o tom de voz para carregar um pouco mais nas cores...
Como foram outros que criticaram, você
não tem muito o que fazer, além de se sentir magoado. A pior atitude nessa circunstância é
a de revelar a contrariedade e passar a se defender da agressão de um anônimo,
que talvez nem exista, e que, se existir, provavelmente não tem a fisionomia do
demônio que acaba de ser pintado.
Antes de atirar para todos os lados, pergunte de maneira firme, mas calma, quem fez o comentário e em que circunstância ele ocorreu. Ao obter a resposta, procure atenuar o fato, ou pelo autor da crítica ou pela circunstância em que ela foi feita.
Sobre o autor da crítica,
poderá dizer, por exemplo, que ele tem passado por momentos difíceis, pois
perdeu o emprego, não conseguiu a promoção que desejava, foi abandonado pela
esposa, ou qualquer outra informação que seja do conhecimento público.
A respeito da
circunstância, seria possível argumentar que, em momentos como aquele, uma
pessoa acaba agindo de forma impensada, sem ter muita consciência do que está
dizendo.
Esse procedimento deixará desnorteada e sem ação a pessoa que o está agredindo com o uso de palavras de terceiros, pois ela começará a perceber que seu objetivo está fracassando.
Se, entretanto, a pessoa não souber dizer quem fez a crítica, ou por alegar que não o conhece, ou porque ele na verdade não existe, e usa as palavras de terceiros apenas com o objetivo de agredi-lo, a melhor reação é dizer, com a
maior
sinceridade que puder demonstrar, que esse tipo de comentário não o incomoda e
que, se alguém perde tempo para fazer fofoca pelas costas, é porque deve estar atacado pela inveja ou
atormentado por uma crise de auto-estima.
Diante dessa atitude, a pessoa verá o tiro sair pela culatra e será obrigada a receber seu ataque sem reagir, pois você não a está censurando diretamente, mas sim censurando aquele que ela disse ter feito a crítica.
Touche!
Uma outra modalidade dessa agressão verbal indireta ocorre quando a pessoa se vale de uma afirmação feita por outro, quase sempre por uma autoridade no assunto, quando, na verdade, ela mesma é quem deseja fazer a crítica.
Assim, se ela
deseja criticar a estante que você acabou de comprar para a sala de visitas,
diz que o renomado arquiteto Fernandinho Abelhudo comentou, na última palestra
que fez sobre a arte e o bom gosto na decoração de interiores, que as estantes
deveriam ficar longe das salas de visita.
Ora, essa é
uma opinião dele e provavelmente o arquiteto jamais tenha tocado nesse tema.
Apenas usa o nome da autoridade para
dar peso a sua opinião e esconder o fato de estar pessoalmente fazendo a
crítica.
Se perceber que o jogo é esse, apenas desconverse, dizendo, por exemplo, que esses profissionais não entram mesmo em acordo e que cada um possui opinião diferente dos outros.
Agressão verbal com voz suave
A pessoa fala com aquela vozinha meiga, doce e ingênua.
Aos poucos, entretanto, vai
destilando o veneno que demora a ser sentido.
Sem que
possamos perceber, já estamos contaminados e nos sentindo agredidos.
Às vezes a agressão é tão sutil que só
conseguimos percebê-la depois de muito tempo, longe da pessoa que nos atacou.
O primeiro sintoma é o de um
desconforto que vai se transformando em sentimentos que nos deixam
atormentados, como a ideia de fracasso, impotência e insegurança.
A pior reação ao perceber que estamos sendo agredidos seria a de revidar ao ataque de maneira veemente, pois perderíamos o papel de vítimas e passaríamos a ser os agressores.
A pessoa que agride com fala
mansa e voz suave, de forma geral não altera seu comportamento e se delicia ao
verificar que conseguiu irritar e tirar o equilíbrio do outro.
Finja não ter percebido a agressão e converse normalmente, como se nada estranho estivesse ocorrendo.
Ao notar que não está conseguindo seu
intento, a pessoa poderá ficar desmotivada a continuar.
Quando um casal briga, os filhos e as outras pessoas da família tendem a apoiar o cônjuge que se comportou de maneira mais suave e equilibrada e a condenar aquele que gritou e agiu com atitude destemperada.
Ocorre que
aquele que falou mais alto e esbravejou talvez estivesse apenas revidando aos
ataques que recebeu a partir de agressões que foram feitas com sutileza, de
maneira suave e aparentemente gentil.
Assim, a vitima dos ataques acabou se transformando em agressora.
Por isso
perdeu a razão e a solidariedade dos outros.
Agressão verbal com expressões sutis
Algumas expressões sutis, inseridas de maneira estratégica ao longo de um comentário, podem funcionar como agressão que atinge a vítima como se fosse uma bomba.
Vamos supor que o gerente de desenvolvimento da empresa, depois de se
dedicar
semanas à elaboração de um projeto de mudança da linha de produção, fosse
apresentá-lo para a apreciação de um diretor que, pela função que exerce,
tivesse a obrigação de receber o trabalho e discutir com os demais membros da
diretoria a possibilidade de implantá-lo.
E vamos imaginar também que ele não
desejasse a sua aprovação.
Um comentário aparentemente ingênuo e não intencional poderia destruir as possibilidades de sucesso da nova ideia.
Se ele
dissesse, por exemplo, que o projeto tinha demandado grande esforço de muitos
profissionais e que teoricamente poderia dar resultado, estaria usando de
maneira sutil uma expressão com chances de funcionar como objeção ao plano
apresentado.
A expressão 'teoricamente', em circunstâncias
como essa que exemplificamos, possui sentido pejorativo e pode induzir as
pessoas a concluírem que, se é teórico, talvez na prática não funcione.
Há algum tempo estava assistindo a um programa de televisão e percebi que dois profissionais sutilmente trocavam farpas, embora a aparência fosse de perfeita cordialidade.
Em determinado momento, após um deles fazer brilhante explanação de um tema comportamental, o entrevistador perguntou ao outro profissional o que ele achava daquele assunto.
Antes de dar
sua opinião sobre a questão, fez um comentário sobre a exposição do colega
dizendo que, em parte, estava de acordo com o que tinha acabado de ouvir.
Observe que, ao dizer que concordava 'em parte', de maneira sutil demonstrava que não comungava das ideias do colega.
E o pior de
tudo é que, em seguida, ao dar sua opinião com outras palavras, disse
exatamente o que já tinha sido exposto pelo outro entrevistado.
Fique sempre
muito atento a essas expressões sutis, pois, dependendo da maneira como são
usadas e da inflexão de voz como são pronunciadas, poderão funcionar como
verdadeiro veneno para o sucesso da sua causa.
Nessas circunstâncias, a melhor saída
é demonstrar que ficamos felizes com o comentário e complementar dizendo que
tínhamos certeza de que uma pessoa bem preparada e inteligente como ele iria
mesmo concordar com este ponto de vista, eliminando, assim, a força daquela
expressão sutil.
Cuidado, entretanto, para não começar a ver fantasmas em todas as situações, imaginando sempre que alguém está querendo agredi-lo. Use o bom senso e aprenda a identificar bem seus sentimentos - eles, mais do que ninguém, saberão orientá-lo sobre o que está realmente ocorrendo.
Prof. Reinaldo Polito
Mestre Ciências da
Comunicação
Fonte consultada:
Revista Vencer nº 24 Imagens: Internet
Esses e outros conceitos são
desenvolvidos no curso de expressão verbal ministrado pelo Professor Reinaldo
Polito. Reinaldo
Polito é mestre em Ciências da Comunicação, palestrante, professor de Expressão
Verbal e autor de 20 livros.
Meu Ponto de Vista
Comentário p/
Reflexão com efeitos colaterais:
Na psicanálise
“agressões” verbais pode ser a maldita “transferência selvagem” ou seja, aquela
que normalmente é tolerada aceita no ambiente de estudo, trabalho e familiar,
porém (não e nunca foi terapeutizada por isso tolerada).
Essas "agressões" são resquício de conflitos edípicos não resolvidos
é a queixa de um amor inominado que foi falho e faltante na primeira infância, e
em muitos casos a ferida narcísica é que agride ou grita com as pessoas, e não
sabe por que agride verbalmente ou grita.
Na Psicologia a
“agressão” verbal pode ser de modelos familiares ou seus ambientes onde se é (repetido) é aprendido com adultos (avós,
pais, Padres, Pastores e Educadores) todos que gritem ou fale alto demais são
exemplos às crianças para se comunicar ou resolver tudo na base da (agressão
verbal ou gritos).
Crianças com excesso de
tarefas, horários rígidos e obrigações também agridem verbalmente, como um pedido (ics) de socorro. L. M.
terça-feira, 2 de junho de 2015
Breve Introdução a Interpretação Sonhos ( Freud )
NOTAS
DE AULA
INTRODUÇÃO A INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS
TEMPO: - Somente
depois de algum tempo de iniciado a terapia (psicanalítica) ou as sessões de
análise, que será comum o paciente (de
análise) começar a se lembrar / recordar dos seus “sonhos” antes esquecidos ou
sem importância. O relato desses sonhos podem fazer parte da análise e travessia
do sujeito em sua terapia e auto-conhecimento do ( ics).
LEMBRAR
/ RECORDAR: - o Lembrar ou recordar os sonhos se dará com o período
da fidelização da “parceria psicanalítica” é quando o psicanalista é o cara que
acolhe o saber inominado do analisado (de forma imparcial e amoral) e passa a
fazer parte do seu sintoma. (Se
estabelece vínculos de confiança e passa fazer parte do discurso do sintoma
(ics) )
-
REPETIÇÃO / PESADELO: o Sonho (repetitivo) ou similar / ou mesmo
pesadelo terríveis que incomoda. Está revelando algo muito importante e
complexo na nossa vida fetal ou pós uterina. Também eventos traumáticos (não
bem recalcados) pode vir em pesadelos.
-
DESLOCAMENTO: - Sonho de “deslocamento” de órgãos de
partes do (corpo) têm grande importância
na terapia psicanalítica (sonhos) e no tratamento
sintomático psíquico, discurso de órgãos que se deslocam ou mudam de lugar no
corpo têm uma simbolização específica e não universal.
-
OBJETIVO E OBJETO: - O objetivo do sonho é a manutenção do
sono e principalmente da manutenção da sanidade que é (objeto) inorgânico do
sujeito (neurótico) para se sentir (ego/Eu) renovado para o dia seguinte.
-
NEUROSE E PSICOSE: - Somente neuróticos “sonham” psicóticos
não sonham eles (alucinam) a qualquer hora.
-
ALIVIO AFLIÇÕES: O Sonho para nós “neuróticos” é uma
tentativa de resolver no (plano simbólico) pendências afetivas, traumáticas, sexuais ou
tentar reorganizar nossa sanidade, nós passamos a vida sonhando e repassando o nosso
Édipo em revista, realizando desejos e carimbando e recarimbando os recalques
ao longo da vida. (Jung)
-
LASTRO E TRATAMENTO DOS SONHOS: Esse tratamento será a partir do discurso simbólico (contido) nos sonhos por
seu sonhador relatados nas (Sessões de Psicanálise) a interpretação pode se
iniciar entre mínimo de quatro meses a
dois anos de terapia analítica o sonho passa a ter valor na terapia e isso
inclusive respalda da (lastro) da “Psicanálise” de (Freud).
-
RESISTÊNCIA: - O Sonho “montado” em “análise” pode virar
uma resistência: Tanto o lembrar, o esquecer como o não contar diante disso ele
passa a não ter valia efetiva momentânea, mas só na temporalidade que durar o tratamento.
(as sessões de análise)
- ESQUECIMENTO: Sonhos são esquecidos: Motivos: Censura Onírica,
baixa oxigenação cerebral, acordar bruscamente, resistência, erotização
inominada de um banquete sexual inaceitável para a realidade do sujeito na
razão etc..
-
AUTO-INTERPRETAÇÃO: Durante o processo de “Analise” o analisado
pode sim, desenvolver a capacidade de Interpretar seus próprios sonhos (à
medida que diminui a sua resistência e mecanismos de defesas), mas isso sempre
dever ser “supervisionado” de tempos em tempos pelo Psicanalista.
-
A ANÁLISE DO SONHO NÃO É UNIVERSAL: - O Sonho em “análise” não
é universal pertence a história e a anamnesse
do analisado, por isso a interpretação de autoconhecimento de si e seus
significantes pessoais e íntimos.
-
INFLUÊNCIAS: - O Conteúdo onírico: sofre influencias: Resquícios
do Dia, Comilança noturna, barulhos externos, necessidades fisiológicas ou
efeito de medicação ((uso de bebida alcoólica, medicação psiquiátrica ou
drogas).
-
SIMBOLOGIA: - Existem símbolos universais, símbolos
regionais, símbolos e culturais em cada sonho isso pode variar na interpretação
de pessoa para pessoa. Ou seja de (Sonhador
para sonhador)
-CASO
CLÍNICO PESADELO COM SERPENTE: - Relato e a interpretação
da simbologia (sonhos ou pesadelos repetitivos): Paciente 29 anos quadro de
(depressão e TOC) sonha desde 12 anos
que uma (serpente) muito fina tenta sufocá-lo ou matá-lo. Descoberto na
entrevista com a (mãe tentou aborto) e o bebezinho nasceu com o cordão
umbilical todo (enrolado) no pescoço como se estivesse se extrangulando ou
tentando se suicidar no (útero) para atender ao desejo da mãe. Na vida adulta
esse bebezinho virou um rapaz aterrorizado pelo pesadelo da serpente.
Baseado
em minha experiência de clínica de psicanálise chamo um (evento desse) de trauma
de (memória inconsciente neuro-fetal)
pode acontecer a partir do 4º mês
gestação envolve a mãe, pai e ambiente do acolhimento da gestante.
-
SUPORTAR/SUPORTE PSIQUICO: - No sonho eu posso rejeitar aquilo
que (suporto e acato na razão / diurna) (pulsão) de forma simbólica e aceita isso é uma espécie
de (ética da sanidade)
-
SEXUALIDADE: (IMAGINÁRIO) No Sonho as simbolizações de conteúdo
de sexualidade ou sexuais, órgãos (sexuais) não necessariamente representam o
(ato objetal sexual) em sim. Mas sim uma demanda simbólica da psique de cada um
de nós. Coisas e lugares ou bizarros também
serve de substitutivo (simbólico) a essa visão psíquica da sexualidade (são
opositoras em seus significados e produzem significantes) de cada sujeito mas
não tem valia universal a todos.
Complementação:
- Lembrando
que somente os “Neuróticos” sonham organicamente é saudável sonhar.
- O “sonho é o guardião do sono” é a
necessidade de “repousar, restabelecer-se organicamente para revitalizar-se
física e emocionalmente para o novo dia ” L.M.
O Sonho: Pode receber
influências (externas) tais como: excesso alimentar ou fome, frio ou calor,
barulhos de chuva, carros, avião, sons, ruídos naturais, desconforto de
acomodação e doenças graves.
-
Os psicóticos em sua maioria alucinam e têm delírios. (Psicose) não sonham.
- (Freud) Sonho é a
realização de um desejo inconsciente.
- Que pode revelar parte o
real do Sujeito e sua linguagem. (Lacan)
- O Sonho realiza algum
desejo (inconsciente) como uma forma dar “solução, saída, simbolização da
demanda do desejo. (solução de conflito)
-
Os Sonhos podem ser (Bons, Maus, de Amor e ódio, Luz e trevas,
negação, punição, pecado, vivência do Édipo não resolvido ou fechado).
-
Em Pesadelos: É o sonho de censura: necessidade de
punição, também pode ter origens traumáticas, rejeição, emoções fortes,
afetividade e relacionamentos conturbados, culpabilidade, traumas sexuais
(violência psicológica, moral ou sexual).
- A censura onírica pode alterar a forma e a simbolização do sonho
para o (Consciente) ou mesmo para “terapia analítica”.
- O sonho em (psicanálise) não têm fórmula e nem deve ter “interpretação”
de dimensão moral ou religiosa, disciplinadora; porém a estrutura psíquica
“superego e id” de cada individuo pode influenciar na forma dos sonhos.
- A interpretação do Sonho em análise somente a “Psicanálise” é o que
pode dar acesso ao inacessível e insabido do sujeito real dentro de cada um de
nos.
Recomendação
Importante: Não se de deve tentar “interpretar” o sonho
de quem está fora do contexto
terapêutico psicanalítico, os efeitos podem ser “negativos” e somáticos e
induzir a pessoa a “mais repetição a
erros e resistências”. O sonho é material terapêutico da psique do sujeito
(único) e nele está seus traumas, Édipo e tudo que foi reprimido, esquecido e
inominado.
SOBRE AS IMAGENS DOS SONHOS
- As “imagens dos sonhos” não são reais (razão / racionais) (são
representações e algumas opositoras do que não “deu certo ou não se realizou na
(razão) elas são a linguagem simbólica do inconsciente e seus são conteúdos
hermeticamente selados / e ou recalcados / traumas e desejos inclusive
proibidos estão no universo do sonho que pertencem
ao “sonhador”.
-
Na terapia psicanalítica “O sonho” pertence exclusivamente ao “sonhador” e na
análise quanto mais imparcial, amoral e isolada for à interpretação mais o
“analisado” vai colher novas idéias, significações e insights para seus
conflitos ou busca de conhecer a si mesmo.
Sonhos:
Trazem solução de muitos conflitos internos (Jung)
Sonhos
Espirituais: De sensitivos ou de alguns líderes religiosos mostrarem
algum caminho a seus que seus seguidores ou o que estes devem seguir. (não objeto da nossa análise).
Sonhos
eróticos: Serve para amenizar o sofrimento a angustia do
proibido, do pecado e da interdição da e definição da vida sexual, serve para não se expor a “vergonha ou
juízo na razão” e serve para solucionar conflitos de intensa “libido” recalcada
e edipiana.
Sonhos
(variam de cultura para Cultura).
Cada
um de nós tem seus motivos e mecanismos para o aparente esquecimento ou não
lembranças dos nosso sonhos que vão desde: Baixa oxigenação do
cérebro, levantar muito rápido, o esquecimento (é um mecanismo de defesa / ou resistência).
Sonhos
repetitivos: (conflitos afetivos, emocionais pendentes e
não solucionados por muito tempo, ou repetidos ações e atitudes “padrões” de tempos em tempos.
É muito importante e comum
se observar que as pessoas (pacientes) de análise ou aspirantes estudantes
candidatos ao lugar de “Psicanalista” que façam e se submetam a “análise”
comecem a lembrar dos seus sonhos e aprenderem inclusive a “interpretá-los”.
Na
laicidade da psicanálise tratar e interpretar os “Sonhos” é como se abrisse uma
“porta” do Céu desconhecida até então a possibilidade de um “saber” da nossa verdadeira
aspiração e desejo para melhor encarar a temporalidade da vida com mais sanidade,
felicidade, paz e saúde por si mesmo.
Prof.
Luiz Mariano
Referências:
FREUD,
S. A
interpretação dos Sonhos, Edição C.100 anos,Imago-RJ.1999. FREUD, S. Obras psicológicas Completas versão
2.0-Vol.VII-O quadro clínico, o primeiro sonho, o segundo sonho,
posfácio.
FREUD,
S. Esboço
de psicanálise. Rio de Janeiro: Imago;1975.Links. Fisher, S. Greenberg R.P. Freud scientifically reappraised: testing
the theories and therapy. New York: John Wiley & Sons, Inc.; 1996. Links.
Azevedo
AMA. Validação do processo clínico psicanalítico: o papel dos sonhos. Rev.
Bras. Psicanálise. 1994;28:775-96. Links. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul. Vol. 28 nº2 Porto Alegre
May/Aug.2006. Artigos de Revisão. Freud,
S. Esboço de
psicanálise. Rio de Janeiro: Imago; 1975. Andrade VM. Sonho
e inconsciente original (não-reprimido): a conduta analítica em face de
representações inacessíveis à consciência por método interpretativo. Boletim
Científico da SPRJ. 2004;2:7-16. Doin C. A psicanálise e as neurociências: os
sonhos. Rev Bras Psicanal. 2001;35(3):687-716. Cruz JG. A injeção
de Irma, cem anos depois: algumas considerações sobre a função dos sonhos. Rev
Psicanal. 1996;III:93-109.
terça-feira, 12 de maio de 2015
Quem Julga não pode Amar
“Na psicanálise o lastro
do amor não existirá e não suporta o
juízo e julgamento do “outro” pois quem é esse outro?. E se assim fosse a
justiça absolveria a réus e inocentes o tempo todo, porque conheceria e saberia de todos os “Outros”
de cada um de nós. O amor não faz juízo e não deveria ou pode julgar. Não pode Amar e nem
conhecer o Amor quem julga ou faz juízo dentro de uma relação com os seus Outros”.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
O Latrocínio das Paixões em nome do Amor
“Em vinte anos da clínica de
psicanálise, vejo que ainda existe muitos relacionamentos que são verdadeiros
latrocínios da Alma, da liberdade, da saúde do “outro” e da singularidade do desejo.
São
relacionamentos de dependência afetiva, dependência material, relacionamentos
patológicos de transferências edipianas extremamente agressivas e doentias,
tudo isso destrói qualquer chance de
compartilhar ou sentir Amor.
As “paixões” e declarações “apaixonadas” estão
afincadas suas raízes no “Édipo” não resolvido da primeira infância de cada um
de nós e a Mulher tem sido a "presa" disso por centenas de anos.
São paixões patológicas que afetam a todos do clã familiar.
Como numa
neurose moderna onde o respeito só se inscreve na “provisão” do que o outro
pode “ofertar-me” como “provedor” e diante disso não há auto-estima ou beleza que resista vai tudo para
um abismo chamado adoecimento”.
E ainda "escuto" que a culpa é sempre das Sogras...
sexta-feira, 17 de abril de 2015
O PENSAMENTO NA PSICANÁLISE E O SINTOMA
"O Pensamento
psicanalítico vai muito mais além que a teoria ou a prática clínica ele se
oferece como um instrumento para repensar o Mundo e o repensar em nós mesmo no antes
e depois de tudo. O pensamento Psicanalítico tem grande utilidade, pois quebra
o nosso narcisismo do Pensar, e isso nos auxilia no “Connhece-te a ti Mesmo"
O
Sintoma em Psicanálise
A
ortodoxia serve para aprendermos a teoria e a leitura psicanalítica para novos
pensares e “pesares”.
Mas na prática a ortodoxia pode
ser meio esterilizante para uma psicanálise pós moderna*, hoje precisamos mais
de acolhimento a ética do desejo que de diagnóstico.
A leitura e estudos dos ensinamentos
de Freud que fez Lacan foram "essa liberdade de tratar um autor até recriá-lo
diante da possibilidade de novos pensares e pesares".
·
Meus
comentários *
·
Comentário do autor: (Nasio) aborda neste (livro) os grande s temas lacanianos.
Para Lacan os verdadeiros
pilares da teoria psicanalítica de Jacque s Lacan:
"O
inconsciente é estruturado como u ma linguagem"
- “O inconsciente do
sujeito analisável revela quem ele é para o Outro e não para Si”
Nesse livro enigmáticos em
sua formulação axiomática, tais princípios fornecem a Nasio o ponto de partida
par a o esclarecimento da tríade sintoma, saber, gozo, básica na teoria
lacaniana.
Sempre
interligando a trama teórica pelo fio fecundo da experiência clínica.
Nasio consegue reproduzir
neste livro o mesmo estilo que consagrou seu Lições sobre os 7 conceitos
cruciais
Que
é para nós (Psicanalistas) é um sintoma?
O sintoma é, propriamente
falando, um evento na análise, uma das
imagens através das quais a experiência se apresenta.
Nem
todas as experiências analíticas são sintomas, mas todo sintoma
que se manifesta no correr da análise constitui
uma experiência analítica.
A experiência é um fenômeno
pontual, um momento singularmente privilegiado que marca e baliza o percurso de
uma análise.
A
experiência é uma série de momentos esperados pelo psicanalista, momentos
fugazes e, além disso, ideais, tão ideais quanto os pontos na
geometria. No entanto, a experiência não é somente um ponto geométrico abstrato
A face empírica, eu diria
até sensível, uma face perceptível pelos sentidos, que se apresenta como o instante em que o paciente diz e não sabe o
que diz.
É
o momento do balbucio, ali onde o paciente gagueja, o instante em que ele
hesita e sua fala se subtrai.
Dizem que os psicanalistas
interessam se pela linguagem, e eles são erroneamente assemelhados aos
lingüistas.
Erroneamente,
porque os psicanalistas não são lingüistas.
Os
psicanalistas certamente se interessam pela linguagem (inconsciente),
mas se interessam unicamente no limite
em que a linguagem tropeça.
Ficamos
atentos aos momentos em que a linguagem se equivoca e a fala derrapa.
Exemplos
(paciente relata seu sono ao analista):
Tomemos um sonho, por
exemplo: atribuímos mais importância à maneira como o sonho é contado do que ao
sonho em si; e não apenas à maneira como é contado, mas, principalmente, ao
ponto exato do relato em que o paciente duvida
e diz: "Não sei... não me lembro mais... talvez... provavelmente..."*
(Mecanismo de censura onírica uma espécie de defesa do real) inadmissível.
É
a esse ponto que chamamos experiência, a face perceptível da experiência: um
balbucio, uma dúvida, uma palavra que nos escapa. (Lapsos de memória, Chiste,
Atos falhos e esquecimentos (Freud).
A
teoria analítica postula, efetivamente, que, no momento em que o paciente é
ultrapassado por seu dito, surge o gozo*.
Por quê? Que é o gozo?
Deixemos momentaneamente de lado essa pergunta, para voltar a ela quando
abordarmos o segundo princípio, sobre a inexistência da relação sexual.
Vamos
trabalhar, por enquanto, o conceito de sintoma, e
enveredemos pelo caminho do primeiro princípio, que, como veremos, afirma que o
inconsciente é um saber estruturado como uma linguagem. O inconsciente.
Formulemos
novamente a pergunta:
Que
é um sintoma?
Sabemos,
comumente, que o sintoma é um distúrbio que causa sofrimento e remete a um
estado doentio do qual constitui a expressão.
Mas,
em psicanálise, o sintoma nos surge de maneira diferente de um distúrbio que
causa sofrimento: ele é, acima de tudo, um mal estar que se impõe a nós, além
de nós, e nos interpela.
Um mal estar que descrevemos com palavras
singulares e metáforas inesperadas.
Mas, quer seja um sofrimento
quer uma palavra singular para dizer o sofrimento, o sintoma é antes de tudo, um
ato involuntário, produzido além de qualquer intencionalidade e de qualquer
saber consciente. É um ato que menos remete a um estado doentio do que a um
processo chamado inconsciente. O sintoma é, para nós, uma manifestação do
inconsciente
Sintoma
reveste se de três características
1). A primeira é a maneira como o paciente enuncia seu do sintoma
sofrimento, os detalhes inesperados de seu relato e, em particular, suas
palavras ditas de improviso.
Penso, por exemplo, numa analisada
que me comunicou sua angústia ao atravessar pontes e disse: "É muito
difícil eu ir, não consigo, a menos que esteja acompanhada...
As vezes, consigo atravessar
sozinha, quando vejo do outro lado da ponte a silhueta de um policial ou de um
guarda uniformizado..."
Pois
bem, nesse caso, é o detalhe do homem uniformizado que me interessa, mais do
que a angústia fóbica em si.
2º
A segunda característica do sintoma é a teoria formulada pelo
analisando para compreender seu mal estar, pois não há sofrimento na análise
sem que a pessoa se pergunte por que está sofrendo.
Assim
como Freud destacava a presença, nas crianças, de uma teoria sexual infantil,
constatamos que o paciente também constrói sua teoria inteiramente pessoal, sua
teoria de bolso, para tentar explicar seu sofrimento.
O
sintoma é um acontecimento doloroso, sempre acompanhado da interpretação, pelo
paciente, das causas de seu mal estar.
Ora, isto é fundamental.
Tão fundamental que quando, numa análise, nas
entrevistas preliminares, por exemplo, o sujeito não é espicaçado por seus
próprios questionamentos, quando não tem idéia da razão de seu sofrimento, cabe
Teoria
de Jacques Lacan Signo Significante (Si) «* SINTOMA Saber inconsciente (S2) • A
maneira de exprimir meu sofrimento • A teoria sobre a causa de meu sofrimento •
O analista faz parte de meu sintoma Gozo.
O inconsciente é estruturado como uma
linguagem Não existe relação sexual então
ao psicanalista favorecer o surgimento de uma "teoria", levando o
paciente a se interrogar sobre si mesmo.
Mas, à medida que, na
análise, o paciente interpreta e diz a si mesmo o porquê de seu sofrimento,
instala se um fenômeno essencial: o analista
se transforma, progressiva e imperceptivelmente, no destinatário do sintoma.
Quanto
mais explico a causa de meu sofrimento, mais aquele que me escuta torna se o
Outro de meu sintoma.
3º
Vocês têm aí a terceira característica do sintoma: o sintoma conclama e inclui
a presença do psicanalista.
Modifiquemos
os termos e formulemos isso de outra maneira: a característica principal do
sintoma, na análise, é que o psicanalista faz parte dele.
Numa análise já bem encaminhada, o sintoma fica tão ligado à presença
do clínico que um faz lembrar o outro: quando sofro, lembro me de meu analista; e,
quando penso nele, o que me volta é a lembrança de meu sofrimento.
O
psicanalista, portanto, faz parte do sintoma. É esse terceiro traço do sintoma que abre as portas
para o que chamamos transferência analítica e distingue a psicanálise de
qualquer psicoterapia.
Justamente, se vocês me
perguntassem o que é a transferência em psicanálise, uma das respostas
possíveis consistiria em defini-la como o momento
particular da relação analítica em que o analista participa do sintoma do
paciente.
(Na participação do sintoma haverá as transferências que podem ser
(positiva, negativas e eróticas).
*
Deixando esclarecido ao leitor e público em geral que tratar de “erotismo ou
sexualidade na “Psicanálise” não significa necessariamente o tratar de
envolvimento ou relação sexual objetal. (ou orgasmo).
Todo
“objeto” em sessões de “Psicanálise” são “imaginários e pertencem a neurose da
linguagem inconsciente de cada sujeito em sua análise*.
O
Terapeuta/Psicanalista gradativamente nas sessões vai ocupar o lugar do
(sujeito do suposto saber).
E
isso que Lacan denomina de sujeito suposto saber. A expressão sujeito suposto saber não
significa, unicamente, que o analisando suponha que seu analista seja detentor
de um saber a respeito dele.
Para
o paciente (analisado), não se trata tanto de supor que o analista sabe, mas de
supor, principalmente, que ele está na origem de seu sofrimento, ou de qualquer
acontecimento inesperado.
Quando
sofro, ou então, diante de um acontecimento que me surpreende, lembro me a tal
ponto de (conversa e escuta do meu analista), que não posso
evitar perguntar a mim mesmo se ele não é uma das causas disso.
Numa
análise em curso, por exemplo, determinado paciente declara: "Desde que
comecei a vir aqui, tenho a impressão de que tudo o que acontece comigo está
relacionado com o trabalho que estou fazendo com você."
Uma mulher grávida nos diz: "Eu engravidei, mas tenho certeza
de que minha gravidez está diretamente ligada à minha análise."
Mas,
que significado a Teoria de Jacques Lacan.
O
psicanalista é o “Outro” do sintoma fica
"diretamente ligada a minha análise"?
Significa que, de um certo
ponto de vista, o analista seria o pai espiritual da criança, a causa do
acontecimento. O fato de o analista
fazer parte do sintoma significa, pois, que ele está no lugar da causa do
sintoma.
Por isso, a expressão
lacaniana sujeito suposto saber significa que o analista assume, inicialmente, o lugar de destinatário do
sintoma * (passa em alguns casos a ser inclusive culpado), e depois, mais
adiante, o de causa dele.
DR. LUIZ
MARIANO
Fonte
de Consulta Referências:
Cinco
Lições Sobre a Teoria de Jacques Lacan
(J.D.Nasio) ZAHAR
Psicanálise
a Clínica do Real (Jorge Forbes) MANOLE
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