terça-feira, 9 de outubro de 2012

Quero uma Rede sem Conexão


A humanidade que antes parecia ser seu próprio meio para Existir. 
Hoje nos aparenta ser seu próprio fim. 
Vivemos tempos de distanciamento do desejo, distanciamento do amor e distanciamento do "Outro". Porque assim meu "EU" "sujeita-me" a um viver neuroticamente consumista, somatizado e angustiado. Isso parece que é mais fácil. 
Se abrigar no mundo virtual porque lá sou quem "imagino" arrumo milhares de seguidores e não preciso provar nada para ninguém.  
"Inclusive para mim mesmo". Embora não sou o que de realmente desejo ser nas redes virtuais e sociais digitais.
E para "me re-encontrar ou "surgir-se" num novo nascer ou re-nascer de um "novo sujeito" ou um resgate de minha gênese edipiana, mas isso para desafio para os fortes e não fracos.
E mesmo que nesse "nascer, renascer; 
Que eu  seja usuário de vez em quando das redes virtuais. 
Mas imune, imunizado dessa viciante dependência de consultar, palpitar  meus recados e o diz que diz.....das redes sociais virtuais.
Tenho que abandonar as redes sociais "virtuais", e meus seguidores virtuais. 
Para poder assumir-me no Real de mim mesmo. Preciso lançar-me nas "Redes Humanizadas" de contatos, De abraços, de calor humano. 
Preciso mesmo de uma rede sem conexão onde  deitado vejo e escuto; As músicas, As falas, As risadas, As piadas, os Contos e causus, estórias de famílias, pescarias e viagens. 
E nessa rede tenho as pessoas de fato que "amo" presentes na minha no meu meio com quem partilhar posso brindar e partilhar a felicidade sem perigo de cair a conexão ou necessitar de conexão virtual.  
Escute a poesia psicanalítica da música:
 "Preciso apenas de uma "Rede Preguiçosa" onde meus pensamentos se transformam em viagem.......dentro de mim......meu eu desconhecido.....se prepara para Voltar.
Aprecie o Poesia da Simbolização da letra: http://www.youtube.com/watch?v=oGVb3qSv5FY