quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Os Benefícios da Análise Psicanalítica

Os Benefícios da análise Psicanalítica 

A motivação na busca da Psicanálise pode surgir quando a pessoa percebe que está diante de alguns acontecimentos e fatos da sua vida que parece estar causando um "desprazer" significativo que o leva a um considerável sofrimento aparentemente inorgânico.

Quando parece que a vida não tem mais sentido ou não existe mais gozo, prazer que satisfaça sem a necessidade de sofrimento.

Fazer análise pode ser bom para o nos re-encontrarmos a nós mesmos como sujeito que pode re-elaborar e re-editar sua vida a qualquer tempo.

Embora não exista anestésico ou mágica alguma em fazer análise, é importante sua persistência nas sessões pois é uma empreitada do "conhecer-se a si mesmo".

Em algumas situações mesmo que tudo pareça estar normal e sob controle, ainda que se tenha família, amigos e sucesso no trabalho; muitas pessoas sentem esse "vazio" tristeza   isso cria uma série de limitações na sua vida.

Seja pelos sentimentos de ansiedade, depressão, solidão, ou um quadro de diversas doenças e alergias que podem ter como pano de fundo  um quadro sintomático  psicossomático "emocional" na psicanálise se entra pelo sintoma para a cura inorgânica.

Na maioria das vezes a necessidade de recomendar ao analisando que faça exames clínicos e procure seu médico de confiança periodicamente conforme for recomendado, investindo assim em prevenção e qualidade de vida da sua saúde orgânica.

A Psicanálise jamais vai substituir exames médicos ou clínicos.

Algumas pessoas apresentam sintomas como, medos irracionais, baixa auto-estima, pensamentos repetitivos e rituais (próprios seus) e acabam virando escravos disso; seja em casa, no trabalho ou nas suas relações familiares e sociais.

A análise psicanalítica consegue levar a pessoa ao mergulho e elucidação dos conteúdos do seu inconsciente,  e lá pode ser encontrado grandes tesouros ou também grandes fantasmas, e nem sempre reconhecer isso é "Curar-se" se não se reposicionarmos e tomarmos novas posturas diante da vida

Fazer "análise" é a travessia para mergulhar-se no conteúdo submerso e quase que infinito do seu inconsciente, o oposto disso pode ser qualquer outra coisa menos  Psicanálise.

É no inconsciente que pode existir um quadro de repreensões, desejos reprimidos, recalques, traumas com algumas penalizações extensivas até os dias atuais sem se darmos conta que nos "auto-punimos" inconscientemente.

Há pessoas que podem apresentar dores ou sintomas físicos sem que uma causa orgânica ou patológica clínica venha justificar esses sintomas.

Há ainda os que vivem em desânimo, são solitários com dificuldades para trabalhar, ou que experimentam repetidos fracassos profissionais ou até mesmo em suas relações afetivas.

Muitos vivem numa tensão permanente nas relações pessoais/afetivas, a desconfiança é quase que constante com respeito às demais pessoas, a incapacidade para manter relações amorosas mais duradouras e ainda as dificuldades na área da sua sexualidade; tudo isso são sinais de alguma neurose que pode ser tratada e conseqüentemente re-editada pela analise.

Nem sempre esses distúrbios surgem como sintomas conscientes e racionais no tempo e em sua forma de viver o dia-dia de cada um que chega ao consultório do Psicanalista.

Pois a própria queixa inicial do analisado pode ser um "mecanismo de defesa" que só é superado após a fidelização da parceria psicanalítica.

O psicanalista poderá observar se há também certos traços peculiares na maneira de ser da pessoa.

O que o leva a repetir padrões de comportamento que limitam suas potencialidades e a capacidade de usufruir e gozar a vida com mais harmonia, equilíbrio e domínio de si mesmo.

Uma vez formado o "par analítico" , após algumas sessões, qualquer uma dessas situações de conflito emocional-psíquico do analisado pode-se ir se elucidando gradativamente.

Já que não existe prazo de validade e de garantia na análise, mesmo que durem meses ou  anos; o analisado só vai mudar aquilo que ele mesmo julgar "conveniente" "per-si" ou que se "permitir".

Visto que  o livre arbítrio do analisado deve ser respeitado.

A função da psicanálise é levar o analisado conhecer-se a si mesmo; é levá-lo ao auto conhecimento, onde se permite se reposicionar e se re-editar para algumas culpas, medos e auto-sabotagens que tenha feito consigo mesmo ao longo vida em família, trabalho e sociedade.  

Não existe nenhuma restrição médica ou clínica para a pessoa não ser psicanalisada; desde que possua a capacidade de pensar, falar e raciocinar livremente suas idéias (entre a inteligência e imaginação) e estando em sua normalidade mental, não há restrições ou contra-indicações em fazer "análise".

A Psicanálise não possui efeitos colaterais ou indesejados à saúde física e mental; ela não prescreve medicação alguma, apenas lida com o conteúdo submerso no inconsciente humano, no intento de re-orientar o ser humano. Os sintomas durante o processo de "análise" não é o adoecimento mas a manifestação psicossomáticas onde se rompem fronteiras para novos horizontes e re-edição de vida.

Descobrindo suas neuroses e com liberdade de pensamento e verbalização das emoções e dos desejos reprimidos; a pessoa estará habilitada a re-editar sua vida para se re-organizar e re-orientar a sua vida com mais felicidade, saúde e menos medo e culpabilidade.

A persistência e freqüência nas sessões é  um fator decisivo para essa re-edição.

Psicanálise só não é indicada para quem não quer mudar nada e que não queira conhecer-se a sim mesmo para depois conhecer melhor nosso "outro".

Fazer análise é ter coragem para fazer uma travessia de ida e volta do  "Céu" ou ao nosso "inferno" sem querer aqui dar uma conotação religiosa aos termos, mas sim filosófica.

Fazer análise nos ensina como melhor lidar com as nossas "próprias" neuroses e aflições humanas de cada dia.

Na análise há a verdadeira possibilidade da libertação do "humano mais humano" que reside dentro de cada um de nós.

O trabalho de "cura psicanalítica", consiste em tornar possível o advento da palavra no lugar do sintoma; o ser humano fisicamente é um mamífero e psiquicamente, é um ser de filiação lingüística.

O Psicanalista trabalha com o ouvir sem julgo, sem preconceito, sem castigo, punições (sejam elas culturais ou religiosas) que morem no inconsciente humano ou faça parte do seu cotidiano.

O Psicanalista é o maior de todos os ouvidos. Ele ouve flutuante mente o inconsciente humano; ele ouve "o que ninguém mais quase sabe ou aprendeu a ouvir" ele vê o que a pessoa comum é ensinada a não ver.

A máxima de Freud é a associação livre das idéias e é nisso que o analisado vai elaborando com o seu Psicanalista uma travessia de confiança e libertação das seu sofrimento, neuroses e infelicidade duradoura.

O "divã" um verdadeiro altar imaculado e sagrado para o Psicanalista com formação respeitável e confiável, embora na psicanálise não tratamos de assuntos morais em posicionamento.

A psicanálise não é imoral mas é amoral em sentido bem amplo do cultural e religioso.  

Ninguém pode ser Psicanalista sem antes ter sido paciente e analisado.

Aqueles que optarem por serem "analistas"  devem realizar sua análise didática com psicanalista experiente e da sua confiabilidade.

Aqueles que apenas sejam "paciente" de análise ou de Psicanalista devem averiguar a formação do profissional que vai lhe atender, referências, cursos e entidades que o mesmo está vinculado.

Não existe "Psicanalista" sem que o mesmo tenho feito por anos a sua própria "análise-pessoal" com outro Psicanalista" que o acompanhou na sua formação de seu percurso psicanalítico., e mesmo durante seus atendimentos deverá fazer "supervisões" de tempos em tempos.  

 

Dr. Luiz Mariano

Doutor e Mestre em Psicanálise pela EPCRJ-RJ

American Word University  U.S.A. / UK Psychoanalytical Society-London

Procurador do IBF vinculado ao Ministério da Justiça – MJ

www.drluiz.com

 

"O Avarento guarda o seu Tesouro como se fosse seu; Mas teme Servir-se dele como se na Realidade pertencesse a Outrém."
 (Bion)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Porque é Importante fazer Análise


“Porque Fazer Análise
Somos seres falantes e por esta razão contamos com o simbólico, mas também sofremos as conseqüências disto.
A linguagem tanto pode libertar um sujeito quanto aprisioná-lo, e o aprisionamento é o que testemunhamos nos dias de hoje, principalmente porque a palavra está tão vazia de sentido e valendo pouco para a grande maioria.
Ouvimos as pessoas falarem e não cumprirem com o que dizem, dizerem e afirmarem que falaram por falar, que se enganaram, esqueceram ou que não tem importância o que disseram.
Poucos contam com a linguagem para saber o que estão dizendo e em que discurso estão inscritos.Hoje em dia procura-se a causa de muitas doenças até no fio do cabelo, existe desde o mapeamento cerebral, medular, hormonal à investigação do DNA. Mas, o que muitos não fazem, é a investigação no discurso para descobrir as causas do adoecer, e em que momento isto aconteceu, ao invés, de oferecer-se à ciência, fazendo do corpo apenas um objeto de estudo e pesquisa biológica.Não se pode contestar que a ciência tem feito descobertas muito importantes para a humanidade, descobertas essa, que podem salvar vidas, porém não param por aí: tratam o corpo veterinariamente, fazem nascer crianças sem que para isso tenha havido uma relação sexual e até as-piram construir uma pessoa (clonagem).Mas, e quanto ás mazelas e sintomas que cada um faz para suportar a dor de existir? O que se tem feito?Que discurso existe para as doenças da “alma”, essas que não saram com medicamentos?Para estes sujeitos que não se reduzem á serem corpos biológicos e a serem estudados e cortados, nem a se drogarem com medicamentos, que no final das contas são prescritos para muitos males, a psicanálise oferece um lugar para que descubram o que fazem e a qual discurso respondem.
“A análise é árdua e faz sofrer. Mas quando se está desmoronando sob o peso das palavras recalcadas, das condutas obrigatórias, das aparências a serem salvas, quando a imagem que se tem de si mesmo torna-se insuportável, o remédio é esse. Pelo menos, eu o experimentei e guardo por Jacques Lacan uma gratidão infinita (…)
Não mais sentir vergonha de si mesmo é a realização da liberdade (…).
Isso é o que uma psicanálise bem conduzida ensina aos que lhe pedem socorro”.Françoise Giroud. Le Nouvel Observateur nº 1610, Setembro de 1995.
Este depoimento muito bem definido mostra um pouco o trabalho que uma análise possibilita.Quando o sujeito resolve descobrir o porquê do que lhe acontece, depara-se com o valor e a importância de ser falante.
No início da análise é comum que as queixas refiram-se à mãe, ao namorado (a), chefe, ao destino etc.Esses sujeitos chegam em posição de objetos, acreditando-se vítimas, onde diz que nada tem a ver com o que lhes acontece e que nada podem fazer a respeito dessa desordem na qual se encontram, porque acreditam que “foram colocados” neste lugar. Isto é o que acreditam primeiramente.
O trabalho de análise é mostrar ao paciente sua implicação no sintoma e também o que ele pode fazer para sair desta desordem.
Foi com Freud que descobrimos que um sintoma sempre diz algo, seja ele qual for: depressão, stress, dificuldade para ganhar dinheiro, dificuldade nos relacionamentos amorosos, dependência de drogas, dificuldades escolares, etc, - mesmo que seja em forma de enigma.
E a análise possibilita para o sujeito, descobrir o texto enigmático desse discurso que ele repete tantas vezes sem saber exatamente o que diz.
A felicidade ou a infelicidade não está inscrita nos genes nem nos neurônios, cada sujeito tem uma história singular, por isso cada caso é um caso particular, e o trabalho analítico é escutar o discurso do sujeito que está sofrendo para que ele descubra qual a causa, quais implicações inconscientes estão dirigindo sua vida.E esta descoberta o colocará em outra posição.Os pacientes descrevem a experiência de análise como algo que deu sentido à sua vida, aliviando suas dores e significando sua história, onde conseguem desfazer os nós sintomáticos que são resultados de sua historia familiar, herdados até de outra geração através do discurso.
Uma mulher, mãe de dois filhos, disse “Agora eu sei o que significa o que digo!
Deveria ter vindo antes de ter meus filhos, mas á partir de agora sei que posso transmitir algo diferente para eles”.Essa analisanda estava falando de uma outra herança, a discursiva.Pois sabemos que a herança pode ser de uma patologia, de sintomas, que podem perdurar durante várias gerações.
É durante a fala em análise que o paciente descobre o que está recalcando e porque repete experiências em sua vida, que na maioria das vezes lhe causam transtornos e danos, reatualizando para ele experiências vividas anteriormente.
O sujeito descobre o que causa seus sintomas e saberá que o seu destino não está escrito, ele é o responsável e assim poderá escrever sua história.
A psicanálise possibilita que o sujeito que está no escuro possa acender uma luz ou abrir uma janela e assim, saberá o que está fazendo e poderá se movimentar melhor no mundo.
Dra. Andreneide Dantas
Psicanalista


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Procrastinação na ótica da Psicologia

 

“Procrastinação na ótica da Psicologia”

 

“Dez coisas para Saber”

 

Há muitas maneiras de evitar o sucesso na vida, mas o mais certo pode ser Procrastinação.

 

Os procrastinadores se sabotam.

 

Eles colocaram obstáculos em seu próprio caminho. 

 

Eles realmente escolhem caminhos que prejudicam seu desempenho.

Por que as pessoas fazem isso? 

Falei com dois dos principais especialistas do mundo sobre a procrastinação:

Joseph Ferrari, Ph. D., Professor associado de Psicologia na De Paul University, em Chicago, e Timothy Pychyl, Ph.D., Professor associado de Psicologia na Carleton University, em Ottawa, Canadá. 

Nenhum deles é um procrastinador, e ambos responderam às minhas perguntas muitas imediatamente.

  1. Vinte por cento das pessoas identificam-se como procrastinadores crônicos. Para eles, a procrastinação é um estilo de vida, embora um mal-adaptativo. E ele atravessa todos os domínios da sua vida. Eles não pagam contas em dia. Eles perdem oportunidades para comprar bilhetes para concertos. Eles Alguns apresentam declarações de imposto de renda em atraso. Eles deixam suas compras de Natal até véspera de Natal.

 

  1. Não é trivial, mas como uma cultura que não levam a sério como um problema. Ela representa um problema profundo de auto-regulaçãoE pode haver mais do que em os EUA do que em outros países, porque somos tão bom, nós não chamamos as pessoas em suas desculpas ("minha avó morreu na semana passada"), mesmo quando não acreditamos que eles.

 

  1. A procrastinação não é um problema de gestão do tempo ou de planejamento. Os procrastinadores não são diferentes na sua capacidade de estimar o tempo, embora sejam mais otimistas do que os outros. "Dizer a alguém que procrastina para comprar um planejador semanal é como dizer a alguém com depressão crônica apenas alegrar-se", insiste o Dr. Ferrari.

 

  1. Os procrastinadores são feitos não nascido. Procrastinação é aprendida no meio familiar, mas não diretamente. É uma resposta a um autoritário parentalidade estilo. Ter um pai, severo controle mantém as crianças desenvolvam a capacidade de se auto-regular, de internalizar suas próprias intenções e, em seguida, aprender a agir sobre eles. A procrastinação pode até ser uma forma de rebelião, uma das poucas formas disponíveis em tais circunstâncias. Além disso, nessas condições domésticas, procrastinadores virar mais para os amigos do que aos pais de apoio, e seus amigos podem reforçar a procrastinação porque tendem a ser tolerantes de suas desculpas.

 

  1. Procrastinação prediz níveis mais elevados de consumo de álcool entre aquelas pessoas que bebem. Os procrastinadores bebem mais do que pretende, uma manifestação de problemas generalizados na auto-regulação. Ou seja, para além do efeito de esquiva estilos de enfrentamento que estão subjacentes a procrastinação e levar à retirada via abuso de substâncias.

 

  1. Os procrastinadores mentem para si mesmos. Tais como, "eu vou me sentir mais como fazer isso amanhã." Ou "eu trabalho melhor sob pressão." Mas, na verdade eles não ficam à vontade no dia seguinte ou funcionam melhor sob pressão. Além disso, elas protegem o seu sentido de auto dizendo "isso não é importante."Outra grande mentira procrastinadores entrar é que a pressão do tempo torna mais criativa. Infelizmente, eles não vir a ser mais criativo, pois eles só se sentem assim. Eles desperdiçam seus recursos.

 

  1. Os procrastinadores procuram ativamente distrações, particularmente os que não levam muito empenho da parte deles.Verificação de e-mail é quase perfeito para este fim. Eles se distraem como uma maneira de regular suas emoções tais com medo do fracasso.

 

  1. Há mais de um sabor de procrastinação. As pessoas procrastinam por razões diferentes. Dr. Ferrari identifica três tipos básicos de procrastinadores:
    • Tipos de excitação, ou aventureiros, que esperam até o último minuto para a corrida eufórica.
    • Evitam, que podem estar evitando o medo do fracasso ou até mesmo medo do sucesso, mas em ambos os casos estão muito preocupados com o que os outros pensam deles, pois eles preferem que os outros pensem que eles não têm capacidade de esforço.
    • Procrastinadores decisionais, que não pode tomar uma decisão. Não tomar uma decisão absolve procrastinadores da responsabilidade para o resultado dos eventos.

 

  1. Existem grandes custos para a procrastinação. Saúde é uma delas. Apenas ao longo de um único termo acadêmico, os estudantes universitários procrastinando tinha provas de sistemas imunológicos comprometidos como os resfriados e gripes mais, problemas gastrointestinais mais. E eles tinham insônia . Além disso, a procrastinação tem um custo elevado para os outros como a si mesmo, que transfere a carga de responsabilidades para os outros, que se tornam ressentidos. Procrastinação destrói o trabalho em equipe no local de trabalho e relações privadas.

 

  1. Os procrastinadores podem mudar seu comportamento, mas isso consome muita energia psíquica. E isso não significa necessariamente que a pessoa se sente transformado internamente. Isso pode ser feito com bastante estruturada terapia cognitivo-comportamental .

 

Dr. Joseph Ferrari,

Ph.D., Professor associado de Psicologia

Paul University, em Chicago,

Dr. Timothy Pychyl

Ph.D., Professor associado de Psicologia

 Carleton University, em Ottawa, Canadá.

Fonte Consultada tradução:

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en%7Cpt&u=http://www.psychologytoday.com/articles/200308/procrastination-ten-things-know

 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012


Desistir ou Desejar
Porque desistimos ou não insistimos naquilo que iniciamos ou “desejamos”?
Você já se fez essa pergunta alguma vez?
Por que sempre desistimos das coisas que queremos tanto fazer ou mesmo que quero conhecer, cursar, trabalhar, viajar ou mesmo programar novas mudanças em minha vida.
E o que ainda é pior alguns quando estão a ponto de ter o seu “desejo” realizado simplesmente perdem o interesse, desistem e na maioria das vezes nem se preocupam com o tempo que “urge”.
Estamos refletindo aqui algo muito sério, como as pessoas chegam aos seus desejos ou desistem do mesmo como uma sinalização de “desconhecer-se a si mesmo”.
Psicanaliticamente dizendo grande parte de nós “desconhecemos” de fato nosso verdadeiro “Desejo” ou quando nos aproximamos do da meta do “desejo” disparamos algum “mecanismo de defesa e alguma instância de resistência que nos “afasta” do verdadeiro “meu” “Desejo”.
Isso tudo ocorre num plano inconsciente, onde enviamos um comando para não mudarmos nada, e muitos passam a viver uma vida de “desistências” e de “auto-sabotagens” a si mesmo.
Dependendo desta relação e de como nos “neurotizamos” nisso a nossa vida se torna um tormento ou mesmo prazer que explicita as nossas pulsões mesmo que seja de “tânatos” “morte” segundo Freud.
Desviar-se da rota, dos sonhos na maioria das vezes nem a própria pessoa “desistente” compreende ou entende por que disso.
A mesma faz tudo num processo quase que “automático sutil” onde nisso se auto - pune e se auto-sabota o tempo todo.
Alguns usam isso para obter algum ganho “secundário” e subliminar de afeto.
Exemplo o homem que se interessa por uma mulher e quando a tem ele já não sabe se ela é tão interessante assim como imaginava ser.
Muitos “Desejos” estão no mundo da “fantasia” e não no plano real de existência e de compromisso com meu afeto.
O Desejo é complexo, e quando “desejamos” na maioria das vezes idealizamos uma fantasia de mim “sujeito” desejante se realizando somente na presença de um “outro”.
E nem sempre minhas fantasias, “desejos” fazem parte do inconsciente e da individualidade desse “outro” e o pior esqueçamos esse “outro imaginário” também é um ser “desejante” e pode possuir individualidade e desejos também.
Quando se deseja ter um corpo mais saudável e achar que isso seria muito recompensador, mas você se vê fazendo tudo contra seu suposto “desejo”.
Uma moça que quer ter um relacionamento sério, mas se coloca para os homens de uma forma vulgar o que acaba atraindo tudo menos o tal compromisso que ela diz querer “desejar” tanto.
Por que o nosso desejo é tão almejado, e ao mesmo tempo temos atitudes que mal compreendemos que nos distanciam desse objeto desejo?
Será o medo de ser feliz? Ou submerso no “inconsciente” qual desconheço meus recalques, desconheço meu Édipo e por isso vivo uma vida de “desistências” e auto-sabotagens.
Queremos a felicidade, mas ela parece correr sempre na frente!
Ou mora num mundo invisível e inacessível.
Desejar não é tão simples assim, depende da estrutura da sua personalidade, da solução que dei ao meu Édipo.
Será que me conheço o suficiente para ser capaz de enfrentar desafios da vida sejam as perdas, “perdões” ou ganhos, de ordem emocional, familiar, social.
Ir ao encontro do que você diz querer tanto é importante. Faz-nos seres “gregários” mais humanizados, nos faz amadurecer e evoluir.
Porém só atingimos isso se nos “conhecemos a si mesmo”, ou melhor, dizemos se já mergulhamos em nossos conteúdos latentes “inconscientes”.
A estrutura “psíquica” de nossa personalidade que é “inconsciente” faz nós desistirmos dos “desejos” e usamos diversas estratégias para isso.
Na desistência inscrevo a “catexia” do afeto no corpo ou no comportamento.
Assim “adoeço-me” na medida em que me “permito” no adoecer.
Puno a mim e me auto-saboto, desisto de tudo.
O corpo adoece na catexia da emoção do afeto, da fala que não flui ou permite reelaborar a angustia, a aflição.
Seria mais ou menos assim!
- Ou você desiste no meio do caminho se distraindo com outras coisas de menos importância.
Ou faz pior quando tem a tal coisa desejada começa a desdenhá-la, porque talvez de fato não conheça e nem se situa como ser “desejante” que veio para a vida adulta como uma estrutura de personalidade bem resolvida em suas culpas, recalques e conflitos no Édipo.
A pessoa que nunca alcança o seu “Desejo” ou o desdenha quando o pega nas mãos se sente sempre infeliz, têm a sensação é que falta sempre algo.
Há uma sensação de enorme vazio.
E como nós “Humanos” temos dificuldade para lidar com os “vazios” e com a solidão, nos punimos, deprimimos, adoecemos até para ir se mortificando para novas experiências, novo amor, nova casa, novos relacionamentos etc.
Esse assunto por mais que se tente simplificá-lo é extenso e digno de estudo e análise fielmente continuada.
A pergunta é se isso acontece isso com você com qual freqüência?
Continue indo ou vá ao analista, evidente que não existe garantia de felicidade para sempre em lugar algum do mundo, seja em família, religião ou trabalho, mas a psicanálise é uma via segura de nos conhecer e descobrir que somos muitos mais fortes que “fracos e oprimidos”.
Não há lugar algum do mundo no qual poderemos ser mais feliz ou menos infeliz, se a instância da felicidade não vier de dentro de cada um.
A psicanálise é um caminho para nos conhecemos “Melhor” e quando nos conhecemos melhor, conseguimos transitar com mais liberdade, saúde e sanidade emocional nas relações entre o meu “eu” e o “outro” ou tantos “outros”.
Respeitar as diferenças com tolerância, respeitar a individualidade sem querer mudar o “outro”. Primeiro me reposicionar é somente assim, conseguiremos realizar nossos sonhos e transitar pela busca realização da perpetuidade do nosso constante “Desejo”.
Dr. Luiz Mariano
Doutor e Mestre em Psicanálise pela EPCRJ-RJ
American Word UniversityU.S.A. / UK Psychoanalytical Society-London
Procurador do IBF vinculado ao Ministério da Justiça – MJ