segunda-feira, 19 de maio de 2008

"Trecho do Tao Te King Livro escrito há 2.500 anos"

"Um trecho do Tao Te King,

um livro escrito há 2.500 anos Antes de Cristo"

Nos fala do caminho perfeito:

"Os raios convergem para o centro da roda,
mas é o espaço vazio entre eles
que permite o veículo andar.
O oleiro modela o barro para fazer um copo,
mas é o espaço vazio no centro

que faz com que um copo seja útil.
Uma casa é construída de madeira sólida e dura,
mas é o espaço vazio dentro dela que nos permite habitá-la".

King Tse comenta este trecho:

"Deus não julgará o copo, mas o que colocamos lá dentro.

Não julgará as paredes da casa, mas a harmonia

que colocamos em seu interior".

quinta-feira, 8 de maio de 2008

"Sobre o Coração" - Escritor francês Antoine de St. Exupéry

 
 

O CORAÇÃO TEM RAZÔES

VOCÊ SE LEMBRA DAQUELA TOCANTE HISTÓRIA
 DO LIVRO O
PEQUENO PRINCÍPE?
Bom, existe uma história mais tocante ainda que aconteceu de
 fato com o criador do Pequeno Príncipe,
o escritor francês Antoine de St. Exupéry.
Poucas pessoas sabem que ele lutou na Guerra Civil Espanhola, quando foi capturado
 pelo inimigo e levado ao cárcere para ser executado no dia seguinte.
Nervoso, ele procurou em sua bolsa um cigarro, e achou um,
mas suas mãos estavam tremendo tanto
que ele não podia nem mesmo levá-lo à boca. Procurou fósforos, mas não tinha,
porque os soldados haviam tirado todos os fósforos de sua bolsa.
Ele olhou então para o carcereiro e disse: "Por favor, usted tiene fósforo?
". O carcereiro olhou para ele e chegou perto para acender seu cigarro.
Naquela fração de segundo, seus olhos se encontraram,
 e St. Exupéry sorriu.

Depois ele disse que não sabia por que sorriu, mas pode ser que quando
se chega perto de outro ser humano seja difícil não sorrir.
Naquele instante, uma chama pulou no espaço entre o coração
dos dois homens e gerou um sorriso no rosto do carcereiro também.
Ele acendeu o cigarro de St. Exupéry e ficou perto,
olhando diretamente em seus olhos,
e continuou sorrindo. St. Exupéry também continuou sorrindo para ele,
vendo-o agora como pessoa, e não como carcereiro.

Parece que o carcereiro também começou a olhar St. Exupéry como pessoa,
porque lhe perguntou: "Você tem filhos?".
"Sim", St. Exupéry respondeu, e tirou da bolsa fotos de seus filhos.
O carcereiro mostrou fotos de seus filhos também,
e contou todos os seus planos e esperanças para o futuro deles.
Os olhos de St. Exupéry se encheram de lágrimas quando disse que não tinha
mais planos, porque ele jamais os veria de novo.
Os olhos do carcereiro
se encheram de lágrimas também.
 E de repente, sem nenhuma palavra, ele abriu a cela e guiou St. Exupéry para fora do cárcere,
através das sinuosas ruas, para fora da cidade, e o libertou.
 Sem nenhuma palavra, o carcereiro deu meia-volta e retornou por onde veio. St. Exupéry disse:
"Minha vida foi salva por um sorriso do coração".

O que foi aquela "chama" que pulou entre o coração desses dois homens?
Isso tem sido tema de intensa pesquisa atualmente, na medida em que
os cientistas estão se dando conta de que o coração não é meramente
 uma bomba mecânica, mas um sofisticado sistema para receber e processar informações.
De fato, o coração envia mais mensagens ao cérebro que o cérebro envia ao coração!
Como disse o filósofo francês Blaise Pascal:
 "O coração tem razões que a própria razão desconhece".

Estados emocionais negativos,
como raiva ou frustração,
geram ondas eletromagnéticas totalmente caóticas do coração,
como se estivéssemos pisando no acelerador e no breque simultaneamente.
Esse estado de batimentos desordenados é chamado de "incoerência cardíaca"
 e está ligado a doença cardíaca, envelhecimento precoce, câncer e morte prematura.

Em estados de amor ou gratidão, nosso batimento cardíaco torna-se "coerente".
Isso diminui a secreção dos hormônios do estresse, reduz a depressão,
hipertensão e insônia, melhora o sistema imune e aumenta a clareza mental.
Essa é uma das razões pelas quais tem sido provado que as emoções positivas
estão associadas à boa saúde física e mental - e à longevidade.
Essa irradiação coerente do coração - essa "chama" de genuína afeição
 - pode afetar pessoas a uma distância de até 5 metros! Logo,
na próxima vez em que você estiver numa situação difícil,
 respire profundamente, lembre-se de St. Exupéry e do
 Pequeno Príncipe e irradie a energia de seu coração. Como o
Pequeno Príncipe nos lembrou,
 
"Somente com o Coração Podemos Ver com Clareza".

 
SUSAN ANDREWS
Colunista da revista Época
 





quinta-feira, 1 de maio de 2008

É preciso Amar para garantir boa Saúde

"É preciso amar para garantir boa saúde"

O amor tem estado mais presente nos receituários médicos do que muitos imaginam.

É que, cada vez mais, estudos demonstram que ele faz muito bem à saúde.

Recentemente, uma pesquisa divulgada pela World Heart Federation - cuja sede fica em Genebra, na Suíça - revelou que o ato de amar é particularmente bom para o coração.

Isso acontece porque, de acordo com os pesquisadores, o amor libera no organismo substâncias que proporcionam sensação de bem-estar, prazer e alegria.

Uma atmosfera amorosa - seja ela gerada por amigos, familiares ou por um parceiro - reduz o estresse, a depressão e a ansiedade, fatores reconhecidos como riscos psicológicos para as doenças cardíacas.

Ao conversar com diversos profissionais de saúde, é unânime a opinião: quem ama e é amado vive mais e melhor.

O geriatra Dr. Renato Maia é um dos defensores da tese de que a solidão é a principal inimiga da longevidade.

"A pessoa que tem amigos, que compartilha alegrias e tristezas, envelhece melhor do que aquela que adota um estilo de vida adequado, mas vive só.

Chegar à velhice rico e solitário revelou-se um péssimo negócio. Além de poupança e previdência privada, é fundamental investir nas relações", enfatiza o atual presidente da Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria.

Segundo o cardiologista Daniel França, o papel do amor, ou da sua falta, na saúde das pessoas é bem conhecido.

"Todo mundo sabe contar uma história de alguém que perdeu um ente querido e entrou em depressão ou foi diagnosticado com uma doença grave muitas vezes incurável. Por outro lado, há casos de pessoas que permaneceram em coma por anos, mas que receberam os cuidados de familiares, despertando de repente, como de um sono profundo", exemplifica o médico.

Na UNB Universidade de Brasília, uma pesquisa comprovou que a recuperação de pacientes
graves sofria influência das preces de pessoas desconhecidas. Também foi demonstrado que a energia eletromagnética emitida pelo coração é muito superior ao cérebro com bilhões de células em sinapses.

Mais que isso, as batidas do coração influenciam, de alguma forma, os registros da atividade elétrica do cérebro. "Quando duas pessoas afetivamente ligadas estão próximas, as batidas do coração de uma interferem nos registros cerebrais da outra. Assim, é bom saber que todo ato de pensar e falar é capaz de gerar uma energia que, de alguma forma, atua sobre aqueles com os quais nos relacionamos", afirma Dr. Daniel.

De acordo com o clínico geral Gustavo Paiva, pessoas que estão de bem com a vida são menos propensas a infecções.

O fato é que a presença do afeto em nossas vidas colabora para a manutenção de uma atitude mental positiva, o que gera um impacto sobre o sistema imunológico e também sobre o coração.

E o presidente da World Heart Federation, Dr.Mario Maranhão, é enfático ao lembrar que um em cada três indivíduos sofrerá de doenças cardiovasculares. "Adotar um estilo de vida adequado, com a presença de relações saudáveis, faz uma grande diferença", complementa Dr. Maranhão.

Convencido de que amar vale a pena?

Então vai uma dica final da psicóloga goiana Dra.Jackeline Costa Ferreira. "Para que esse sentimento se desenvolva em nossas vidas, é necessário ter amor próprio.”

“Os indivíduos com elevada auto-estima sentem-se mais seguros em suas relações sociais".

Mas, como bem lembrou Dr. Renato Maia, não podemos falar de amor sem convocar o poeta.

Então, por sugestão do geriatra, fiquemos com Vinícius de Moraes:

"A maior solidão é a do ser que não ama.”

A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana".