sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Despertador está Tocando - por Dr. Roberto Shinyashiki - Psiquiatra e Escritor

 

 

"O Despertador está Tocando" 

 Dr. Roberto Shinyashiki - Psiquiatra e Escritor

 
 Na Índia, os mestres sempre dizem:
os problemas são despertadores que tentam
acordar as pessoas para a vida.
 
Aproveite para acordar logo, antes 
que o próximo despertador faça mais barulho.
 
Pense nisso: o que essa
      dificuldade está querendo mostrar a você?
 
      Problemas são avisos que a vida nos envia
para corrigir algo que não estamos fazendo bem.
 
Problemas e doenças são sinais de emergência
para que possamos transformar nossas vidas.
 
Aliás, problemas e doenças guardam muita semelhança entre si.
Infelizmente, a maioria das pessoas,
quando fica doente, cai num lamentável estado de prostração
ou simplesmente toma
      remédio para tratar os sintomas em vez de fazer uma pausa para refletir
sobre os avisos que essa doença está enviando.
 
São poucos os que se perguntam:
"Por que meu organismo ficou enfraquecido e permitiu que a
      doença o atacasse?" 

      Uma doença é sempre um aviso, embora muita gente não preste atenção nele.
Assim como os problemas, os sintomas vão piorando na tentativa
de fazer com que você entenda o recado.
No começo pode ser uma leve dor de cabeça, 
um recado para que você pare e analise
o que está faltando em sua vida.
 
Mas você não tem tempo, toma um analgésico
e nem percebe direito que a dor
      está aumentando.
 
      Então, a dor piora,
mas você vai à acupuntura para aliviá-la e não presta atenção
quando o médico diz que o tratamento é paliativo
e que você precisa mudar seu estilo de vida para eliminar as causas da doença.
 
      As doenças são recados que precisamos levar a sério,
principalmente as doenças que se repetem. Dores de cabeça,
alergias de pele, má digestão, todos esses distúrbios querem nos mostrar algo.
 
Saber procurar e achar as causas deles é uma atitude muito sábia.
      Nossos inimigos, da mesma forma que os problemas e as doenças,
são gritos de alerta para cuidarmos de algo que
não está certo em nossa vida.
 
Quando os ouvimos com atenção, nossos inimigos podem se transformar em
      maravilhosas alavancas de crescimento pessoal.
 
      Assim como as doenças e os inimigos,
os problemas nos enviam avisos que precisamos aprender a decodificar.
Se você tem um problema que está se repetindo em sua vida,
é chegada a hora de fazer uma análise do seu
      significado para poder superá-lo.
E tenha muito claro que, no momento em que
 supera um problema que o acompanha
 por algum tempo, uma nova pessoa
      nasce dentro de você.
 
***
 


 
 
 

Hoje é Tempo de Ser Feliz

Hoje é Tempo de Ser Feliz!
 
Pe. Fábio de Melo - é Psicólogo
 
 A vida é fruto da decisão
de cada momento.
Talvez seja por isso, que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver.
Viver é plantar.
 É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de
 nossa existência as mais diversas formas de sementes.
Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos.
 Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós,
 será plantação que poderá ser vista de longe...

Hoje, neste tempo que é seu,
o futuro está sendo plantado.
As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça,
os amores que você ama,
tudo será determinante para a colheita futura.

Felicidade talvez seja isso:
alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradáveis aos olhos! Infelicidade,
 talvez seja o contrário.
O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo.
Sempre é tempo de lançar sementes.
 Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo.
Sementes de ontem, frutos de hoje.
Sementes de hoje, frutos de amanhã!
Não tenha medo de
se olhar no espelho.
É nessa cara que você tem,
que Deus resolveu expressar
mais uma vez,
o amor que Ele tem pelo mundo.

Não desanime de você,
ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz.
Ainda há muito o que fazer,
ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida.

Ao invés de ficar parado no que você fez de errado,
olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito...
A vida ainda não terminou.
E já dizia o poeta "que os sonhos não envelhecem..."
***
 

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O Prazer é Meio baiano

HEDONISMO

("O Prazer é Meio Baiano")

Hedonismo

(Dicionário Houaiss):

"doutrina filosófica que encara o prazer e a
felicidade como bem supremo.

Dedicação ao prazer como estilo de vida."


Eu li em um dos livros do Ruy Castro que,

ainda mais legal do que unir o útil ao agradável,

é unir o agradável ao agradável.

A exaltação do desfrute.

Há tempos venho ruminando sobre isso.

Conheço muitas pessoas que vão ao cinema, a boates e

restaurantes e parecem eternamente insatisfeitas.

Até que li uma matéria com a escritora Chantal Thomas na revista

República e ela elucidou minhas indagações internas com a seguinte frase:

"Na sociedade moderna há muito lazer e pouco prazer".

Lazer e prazer são palavras que

rimam e se assemelham no significado,

 mas não se substituem.

É muito mais fácil conquistar o lazer do que o prazer. Lazer é assistir a um show,

cuidar de um jardim, ouvir um disco, namorar, bater papo.

Lazer é tudo o que não é dever. É uma desopilação.

Automaticamente, associamos isso com o prazer:

se não estamos trabalhando, estamos nos divertindo.

Simplista demais.

Em primeiro lugar, podemos ter muito prazer trabalhando,

é só redefinir o que é prazer.

O prazer não está em dedicar um tempo programado para o ócio.

 O prazer é residente.

Está dentro de nós, na maneira

como a gente se relaciona com o mundo.

 

Chantal Thomas aborda a idéia de que o turismo, hoje,

tem sido mais uma imposição cultural do que um prazer.

As pessoas aglomeram-se em filas de museus e fazem reservas com

meses de antecedência para ir comer no lugar da moda, pouco desfrutando disso tudo.

Como ela diz, temos solicitações culturais em demasia.

 É quase uma obrigação você consumir o que está em evidência.

E se é uma obrigação, ainda

que ligeiramente inconsciente, não é um prazer.

 

Complemento dizendo que as pessoas estão fazendo

turismo inclusive pelos sentimentos,

 passando rápido demais pelas
experiências amorosas, entre elas o casamento. Queremos provar

um pouquinho de tudo, queremos ser felizes mediante uma novidade.

O ritmo é determinado pelas tendências de comportamento,

que exigem uma apreensão veloz do universo. Calma.

O prazer é mais baiano.

O prazer não está em ler uma revista,

mas na sensação de estar aprendendo algo.

Não está em ver o filme que ganhou o Oscar,

mas na emoção que ele pode lhe trazer.

Não está em faturar uma garota,

 mas no encontro das almas.


Está em tudo o que fazemos sem estar

atendendo a pedidos.

Está no silêncio, no espírito,

está menos na mão única e mais na contramão.

 O prazer está em sentir. Uma obviedade que merece

ser resgatada antes que a gente

comece a unir o útil com o útil,

 deixando o agradável pra lá.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Repasse: Importante Parecer Médico sobre a Gripe Suina

 Sobre a gripe suina-verdades apocalipticas ou histeria?


  Não existe pior ameaça que possa se abater sobre nos do que aquela que se refere a micróbios fora de controle.
 
Nada provoca mais sensações de terror dentro de nos do que a vulnerabiidade a uma epidemia.
 
A insegurança toma seu lugar e toda a admiração pelos avanços da Ciência ficam em segundo plano.

Viroses se apresentam como "aliens" que podem fazer o que quiserem nos nossos corpos indefesos. Com uma impercepttivel mutação genética, a Natureza conduz o fenômeno de tal forma que nos deixa convencidos de sua imponência sobre nos, humanos.
 
Entretanto, se existe uma coisa bem estúpida e irracional que podemos fazer, cientistas e pessoas comuns como nos, é disseminar a histeria a respeito de uma epidemia cruel e avassaladora.
 
A Organização Mundial de Saúde esta prevendo que SETE MILHÕES E QUATROCENTAS mil pessoas no mundo (eu disse NO MUNDO) serão vítimas desta gripe suína.
 
Vamos procurar entender um pouco melhor: quais são as bases para se chegar a este número?

Como exercício mental, vejamos que o governo dos Estados Unidos destinou enorme soma em dólares para a produção de VINTE MILHÕES de doses de TAMIFLU, um dos quatro antiviroticos ANTIGRIPE existentes no mundo.
 
Mesmo assim, os Estados Unidos também sabem que esse movimento e em vão pois o Centro de Controle de Doenças (CDC), em Atlanta, declarou taxativamente que não existe um único medicamento capaz de combater o vírus H5N1, ate este momento.
 
Os lideres mundiais, na carona da epidemia histérica, nos induzem a tomar medicamentos e vacinas ineficazes com o intuito de manter o "monstro" causador da doença longe de nos.

Durante muitos anos ouvimos falar de serias epidemias que foram preditas como catastróficas para a espécie humana tais como a gripe aviaria, a meningite C e a asiática, dos anos 60,dentre muitas outras.
 
Todas as previsões foram alarmes falsos que levaram muitos pais a vacinarem os filhos e os colocarem sob sérios riscos de efeitos colaterais das medicações tal como ocorreu no Japão, onde 8 mortes por vacina contra gripe aviaria aconteceram e na Grã Bretanha, onde crianças após tomarem vacinas ineficientes, tiveram paralisias como seqüelas, danos orgânicos e algumas mortes, sem se falar na polemica ascenção dos casos de autismo após vacinações.

Os governantes e cientistas tendem a colocar o problema como ameaça direta da capacidade exterminadora dos micróbios.
 
Por outro lado, não se dão conta que as condições ambientais desfavoráveis e a péssima nutrição humana neste mundo industrializado fazem com que as defesas orgânicas se esvaiam dando lugar a doenças e mortes que podem ser evitadas se nossas capacidades de defesa do organismo forem mais robustecidas.

Em nenhum momento posso desprezar a gravidade no caso de aparecimento de viroses que nos amedrontem mas também não posso me calar quando percebo a insensibilidade de autoridades que disseminam pânico em populações apavoradas que passam a não dormir se um filho espirrar durante o dia.
 
Não tenho qualquer duvida ao afirmar que devemos nos proteger de resfriados e gripes assim como de tudo o que for possível fazer mas não podemos nos deixar levar por interesses daqueles que querem produzir mais remédios e vacinas para combaterem doenças que, na maioria das vezes, são vencidas pela própria natureza das defesas orgânicas.

As viroses nos cercam diariamente e durante toda nossa vida e,certamente, NUNCA seremos competentes para criar algum medicamento capaz de elimina-las por completo.
 
A única forma de vencer o "fantasma" dos vírus é parar de fazer deles os seres apocalípticos da humanidade.
(maio de 2009)
Dr. Sergio Vaisman (Médico)
 

sábado, 2 de maio de 2009

“A Gripe Suína sob um Outro Olhar.”

Enquanto explode na mídia e na TV a divulgação da Gripe Suína

Que parece tirar nossa distração alegria e nos distraí de preocupações diárias

Essa coisa nos faz focar quase só na gripe.

Muitos ficam agora atentos aos vizinhos ou colegas de trabalho; Se ouvem algum espirro, tosse, engasgo.

Um lombinho de porco bem passado

Então nem pensar em nosso almoço ou jantar.

Ouvir alguém com sotaque espanhol é um terror.

Em plena Crise Mundial; isso vai aquecer muito a venda de Medicação,

Venda de máscaras, fora as inúmeras internações essa é a época que mais.

As indústrias dos exames vão faturar nessa Crise.

A divulgação e o “Falatório” de alguns através dos meios da imprensa

Da tanta vida e ênfase a essa “gripe” que parece que somos seres muito fracos

Sem imunidade e defesa natural alguma.

A TV e a mídia parecem dar uma força e vida

Criando uma Alma Pavorosa e Poderosa para essa gripe.

Essa “Gripe” sempre existiu na história da Civilização,

Devia estar guardada em algum vidro e escapou

Da vigilância...

Pois é Gripe meus caros leitores

Gripes e Resfriados

Sempre surgem mesmo nas crises humanas

Não tenho nada contra a medicina moderna e seus recursos,

Embora ache uma indecência humana essa hipocondria.

E é sem vergonha quem abusa da histeria quase que coletiva

e Mundial, para assolar esse nosso Mundo;

Já meio conturbado em constante mudança.

Agora qualquer espirro ou resfriado dentro de um ônibus lotado ou dentro do Metrô, com seus vidros todos fechados já parece um bom motivo de pânico.

E se tiver alguém presente nesse ambiente com sotaque Espanhol que seja suspeito de ser Mexicano corre risco de muita discriminação e isolamento

O que sei que os suínos não estão nem aí para nós humanos,

Sempre viraram nossa comida mesmo.

Inclusive o

Essa “Gripe” deveria se chamar “Gripe” de se cuidar melhor do outro,

Do nosso semelhante e do nosso mundo e meio ambiente.

Fico aqui a pensar algumas coisas;

Que coisa essa Gripe e Suína.

O Mundo já passou por tantas pestes e misérias.

Mas ainda creio que a pior Miséria ainda é da Alma Humana

Sem luz, sem amor!

Ainda tenho um suculento pedaço de toucinho e Pernil na minha geladeira

E fico imaginado que esse suíno está tão “congelado” que deve estar

Com um resfriado sem medida. Mas imagino que ao ser cozido;

Temperado e frito qualquer possibilidade de gripe ou resfriado vá embora

E assim posso saborear esse toucinho e esse pedaço de pernil à la carte

Com um cálice de aguardente de Minas artesanal e adocicado

ou um bom vinho tinto português.

E espero não entrar em crise e nem adoecer.

A pior pandemia e doença incurável já estão instaladas em nossa Sociedade no nosso Mundo, essa pandemia já existe e muitas vezes estão a poucos metros de nós. Já contaminou a quase todos nós humanos.

A pandemia da indiferença ao olhar o outro.

A pandemia da falta cuidado para com o semelhante, falta de solidariedade, falta de amor, Falta de comida, falta de abrigo,

falta de inclusão social, falta de ocupação, falta de pais e filhos.

E diante de tantas faltas morais, cívicas e Espirituais para um mundo mais igualitário, justo e perfeito. Desejo a todos Vocês uma ótima reflexão e Saúde para todos. Muitos ainda possuem muita saúde e imunidade praticando o bem.

A Cura sempre vêm em silêncio, e faz muito.

Menos barulho que os piores vírus da humanidade.

Respeitando ao próximo, a natureza e.

acreditando em sua imunidade e potencialidades

Interiores estarão sempre melhor.

*

D - A importância do suíno em Medicina Humana

Ao contrário da opinião popular, o suíno além de não ser perigoso e nem de fazer mal para a saúde, ele é considerado o melhor aliado do homem, no controle de uma série de enfermidades. Sabe-se hoje, que por sua semelhança com o homem, várias partes do organismo dos suínos podem ser utilizadas em medicina humana. Desde o fornecimento de substâncias vitais à vida do homem, até a doação de órgãos, os suínos são a grande opção da medicina para aumentar a sobrevivência das pessoas. No passado, os Macacos foram considerados a grande opção nesta área, mas acabaram perdendo sua importância, devido à sua lenta capacidade de multiplicação e pela probabilidade de transmissão de doenças. Só para se ter uma idéia da importância que os suínos podem assumir na área de doação de órgãos para o homem, estatísticas nos EUA mostram que no ano 2000, havia 67.000 pacientes esperando transplantes naquele país (44.000 para Fígado, 4.000 para coração e 3.600 para pulmões). Infelizmente, só 20 mil transplantes foram realizados.

A pesquisa mostrou que mais de 100.000 pessoas, nem entraram nesta "fila de espera" e que milhares morrem todos os dias por falta de doadores. Hoje, nos EUA, existem apenas 7.000 doadores humanos potenciais por ano e a demanda por transplantes cresce na assustadora proporção de 15% ao ano. Diante deste quadro dramático, que nem relacionou as pessoas que necessitam um novo Rim, a busca de soluções no campo de xenotransplantes (transplantes de órgãos de uma espécie para outra) tem assumido uma importância inestimável. Lutando contra conceitos e preconceitos, a técnica continua sua evolução irreversível, buscando soluções mais eficientes e definitivas, para as pessoas que não encontram mais nenhuma esperança nos métodos tradicionais de cura.

D 1 - Estágio atual do transplante de órgãos dos suínos para o homem

Para se realizar este tipo de xenotransplante (transplante de uma espécie para outra), são necessárias duas etapas fundamentais: a produção de suínos transgênicos e sua posterior clonagem. Suínos transgênicos são suínos que tiveram a sua carga genética alterada, através da introdução de genes de outra espécie animal, ou do próprio homem. Na prática, a técnica consiste em se selecionar um determinado gen humano que se quer copiar, e introduzi-lo no núcleo de um óvulo fecundado de suíno. Com isso, o suíno gerado a partir deste óvulo alterado geneticamente, nascerá com um gen humano, que produzirá substancias compatíveis com o homem. Os primeiros suínos transgênicos foram produzidos na década passada: em 1991, cientistas ingleses da empresa Imutran, injetaram DNA humano num embrião de suíno, e nasce Astrid, a primeira porca transgênica do mundo. Neste mesmo ano, pesquisadores da empresa DNX, de New Jersey, EUA, copiam dois genes que controlam a produção de hemoglobina no homem e os injetam em embriões de suínos. Ao nascer, os leitões apresentaram 15% de suas hemoglobinas iguais ao do homem.

Elas puderam ser separadas das hemoglobinas dos suínos, devido às suas cargas elétricas diferentes, e puderam ser utilizadas como uma solução alternativa à falta de sangue para transfusões no homem. A próxima etapa, após a produção dos suínos transgênicos, é a técnica da clonagem, que consiste em se realizar cópias idênticas de um mesmo indivíduo. Dessa forma, poderemos ter inúmeros suínos transgênicos, permitindo a produção em grande quantidade de uma determinada substancia, medicamento ou até mesmo de órgãos. A clonagem é uma técnica antiga, que ocorre naturalmente no caso de gêmeos univitelinicos e que já era efetuada artificialmente em sapos, ratos e coelhos. Ultimamente, depois da famosa experiência com a ovelha Dolly, a técnica ganhou um grande impulso e abriu uma nova era na geração de várias cópias de um mesmo indivíduo. Os 5 primeiros suínos clonados nasceram em Março do ano 2000 e foram produzidos pela empresa PPL Therapeutics da Escócia. Foram chamados de Millie, Cristha, Aléxis, Carrel e Dotcom, em homenagem à chegada do novo milênio, a Christian Barnard (Médico que realizou o primeiro transplante cardíaco), a Aléxis Carrel (prêmio Nobel da medicina) e à nova era da Internet, respectivamente. Poucos dias depois, ainda em Março de 2000, pesquisadores do Instituto Nacional da Industria Animal, do Japão, anunciam o nascimento de uma leitoa clonada de forma assexuada, a partir de células fetais de suíno. Recebeu o nome de Xena, e foi a única sobrevivente de 110 embriões clonados. O mesmo já ocorrera em 1996, quando a ovelha Dolly havia sido a única sobrevivente de 270 embriões clonados. Isso mostra, que esta técnica, apesar de promissora, ainda está nos seus primeiros passos e precisa ser aperfeiçoada, pois seu índice de sucesso na obtenção de clones, continua muito pequeno.

D 2 - O suíno como fonte atual de Medicamentos

A técnica da clonagem de suínos transgênicos, apesar de altamente promissora, ainda está no início; porem, o uso de uma série de substancias do organismo dos suínos já passou pela fase de comprovação, e vem sendo adotado de forma rotineira na pratica da medicina humana. Os principais medicamentos originados do organismo dos suínos são:

1- Insulina: O pâncreas dos suínos é um órgão do qual se obtém Insulina, um hormônio essencial para os diabéticos. Ele é encarregado de permitir a entrada de açúcar nas células e de diminuir a sua taxa no sangue, evitando dessa forma que atinja níveis mortais para o homem. Atualmente, a insulina é também produzida por engenharia genética, através da multiplicação bacteriana, porém a um custo mais caro.

2- ACTH: Da glândula pituitária do suíno pode-se obter o ACTH, que é um hormônio usado em medicina humana para o tratamento de artrites e doenças inflamatórias.

3- A Tireóide do suíno é utilizada para obter medicamentos que serão usados por pessoas que possuem glândulas tireóides pouco ativas.

4- Heparina: A mucosa intestinal dos suínos é usada para a obtenção de uma substância chamada Heparina, que tem propriedades anticoagulantes e é aplicada em medicina humana nos casos de tromboses.

5- Hemoglobina: Suínos modificados geneticamente podem produzir Hemoglobina humana (pigmento do sangue que leva oxigênio às células do corpo), como já comentamos anteriormente. Este produto pode ser estocado por meses, ao contrário do sangue normal, que se conserva apenas por semanas.

6- Surfactante: Do pulmão dos suínos, pode ser retirada uma substância chamada surfactante, que é indispensável ao tratamento de bebês nascidos com a síndrome da imaturidade pulmonar. Sem essa substância, que serve como um lubrificante, os bebês correm um sério risco de morrer por asfixia.

D 3 - O suíno como fonte atual de Células e Órgãos

O uso de xenotransplantes do suíno para o homem começou nos últimos dez anos, onde varias experiências foram realizadas com sucessos animadores. Apesar de estar em seus primeiros passos, os resultados mostram uma alentadora esperança, para todos aqueles que padecem de enfermidades, até este momento, intratáveis. Os melhores exemplos desta evolução na medicina humana estão relacionados a seguir:

- Pele: a pele dos suínos pode ser usada em transplantes temporários no homem, nos casos de queimaduras de terceiro grau, que causam grandes descontinuidades de sua pele. Ela não serve para transplantes definitivos, devido à sua rejeição.

- Válvulas Cardíacas: O coração dos suínos é usado para fornecer válvulas cardíacas que serão transplantadas para o homem e as crianças. Os suínos usados para fornecer essas válvulas, pesam de 16 a 25 kg. Estas válvulas são retiradas do coração e conservadas num preparado químico, podendo ser preservadas por 5 anos. As válvulas cardíacas do homem podem ser substituídas por válvulas mecânicas feitas com materiais artificiais. As válvulas dos suínos, porém, têm vantagens sobre essas mecânicas, pois são menos rejeitadas pelo organismo, têm a mesma estrutura e resistem mais às infeções.

- Diabetes: Uma utilidade do Pâncreas dos suínos para o homem é a de fornecer ilhotas pancreáticas (ilhotas de Langherans) para implantes em pessoas diabéticas que não as possuem. Estes implantes trouxeram novas esperanças para os 140 milhões de diabéticos que há no mundo, pois dessa forma eles poderão ficar livres de injeções de insulina no futuro. Um dos trabalhos pioneiros nesta área foi realizado no México, onde 4 crianças receberam este tipo de xenotransplante, na Faculdade de Medicina da UNAM, e reduziram em 65 % sua dependência por Insulina. Isso ao custo de 2000 dólares, enquanto que um transplante (se houvesse doador) custaria 100.000 dólares.

- Recuperação de impulsos nervosos: Estatísticas nos EUA mostram que há mais de 200 mil pacientes com lesões irreversíveis na coluna vertebral e que a cada ano ocorrem 8 mil novos casos. Cientistas da Universidade de Yale (EUA) conseguiram restaurar a transmissão de impulsos nervosos na medula da espinha dorsal danificada de ratos, através do transplante de células de suínos, responsáveis pelos impulsos olfatórios ao cérebro. Este trabalho é a mais recente evidência de que os suínos poderão ser a mais promissora fonte de células para a recuperação de lesões na medula espinal, pois eles estimularam a formação de novas ligações nervosas e alguma produção de nova mielina.

- Transplantes de Fígado: No ano 2000, havia 44 mil pacientes na lista de espera para transplantes de fígado, nos EUA. Xenotransplantes de fígado de suíno para o Homem, já haviam sido feitos anteriormente. Já em 1992, na Universidade de Padova, Itália, uma mulher de 33 anos recebeu o primeiro transplante de um fígado artificial, produzido à base de células modificadas de suíno. Afetada por uma hepatite fulminante, com o transplante conseguiu sobreviver por 4 dias, até que fosse encontrado um fígado humano para o transplante definitivo.

- Mal de Parkinson: Esta doença neurológica crônica afeta a mobilidade das pessoas e é causada pela perda de células produtoras de Dopamina, no cérebro. Em experiência realizada no Boston Medical Center, EUA, a equipe do Dr. Samuel Ellias implantou células de embriões de suínos no cérebro de 12 pessoas, em estado avançado da doença, na tentativa de aumentar a produção de Dopamina. Dez desses pacientes registraram uma melhora de até 19 % na sua mobilidade, abrindo uma nova esperança no combate desta enfermidade.

- Epilepsia: Outro resultado animador foi verificado no controle da Epilepsia: no ano de 1999, células de fetos de suínos que continham substâncias inibidoras de convulsões foram implantadas no cérebro de pacientes epilépticos com convulsões intratáveis, na Universidade de Harvard (EUA). Após o transplante, houve uma redução de 40% na freqüência do problema, segundo o relato animador da equipe do Dr. S. Schachter, do Departamento de Neurologia dessa renomada instituição.

- Reconstrução de tecidos danificados: Pesquisadores da Universidade de Purdue, EUA, isolaram um material retirado de uma parte do intestino dos suínos, constituído de colágeno, proteínas e fatores de crescimento. Aprovado pelo FDA (órgão do governo americano que regulamenta o uso de medicamentos) para uso em humanos, este material possui uma poderosa ação de reconstituir tecidos danificados. Até o momento chegou-se à conclusão que ele tem eficácia contra ferimentos crônicos e incontinência urinária. Embora ainda não se saiba exatamente como estas substâncias atuam, tem-se como certo que aceleram o processo de cura.

D 4 - A importância do consumo de carne suína em enfermidades humanas

1 - Hipertensão Arterial: Certamente, a Carne Suína não é o único remédio, nem a única solução para as pessoas que sofrem de Hipertensão Arterial. Mas, é certo também, que ela pode ser um excelente aliado para o controle desta enfermidade, em virtude de sua característica de ter menos Sódio e mais Potássio em sua composição. Uma das causas da Hipertensão Arterial é a ingestão de alimentos com alto teor de Sódio. Quando uma pessoa come muito sal (Cloreto de Sódio), ocorre um aumento da quantidade de água nos líquidos extra celulares (sangue e tecido entre as células) e um aumento da pressão arterial. A conseqüência é uma maior entrada de água nas células, por um fenômeno chamado Osmose. Se não houver um sistema para remover esta água, a célula irá inchando progressivamente, até estourar (provocando sua morte). O mecanismo fisiológico para a retirada desta água, é a chamada "Bomba Na:K". A bomba Na:K é um sistema de transporte de íons Sódio (Na) para fora da célula e de íons Potássio (K) para dentro da mesma. A maioria do Sódio sai da célula através de um sistema de "transporte ativo", onde a presença do Potássio e o uso de energia são essenciais.

Se não houver um bom fornecimento de Potássio, a bomba Na:K, não funcionará corretamente, levando às conseqüências mencionadas. É por isso, que para as pessoas hipertensas, são desejáveis os alimentos com menos Sódio e mais Potássio. Quando comparada às carnes bovina e de frango, a carne suína mostra um menor teor de Sódio e como vantagem adicional, um nível mais elevado de Potássio. Dada a importância da relação destes minerais, um alimento é avaliado pela relação Sódio: Potássio (relação Na:K).
Quanto menor a relação, melhor é o alimento, pois isto indica que ele é mais rico em Potássio (mineral desejável para os pacientes de Hipertensão Arterial) e contém menos Sódio (mineral indesejável). A carne suína, e em especial o lombo (que é um dos cortes preferidos pelos consumidores), tem a menor relação Na:K, quando comparada à carne de frango e à bovina. Por estes motivos, é a carne mais indicada para pessoas que apresentam problemas de Hipertensão Arterial.

2 - Anemia Ferropriva: A anemia causada por uma deficiência de ferro, é muito comum nas mulheres, devido às menstruações e perdas de sangue pós-parto. Por isso, recomenda-se o consumo de alimentos com maior teor de ferro. Em relação ao fornecimento desse mineral, as carnes são mais eficientes que os vegetais, pois a forma da sua molécula de ferro é muito melhor absorvida (5 a 10 vezes mais). Dentre as carnes brancas, quando comparamos a carne suína com a carne de frango, a primeira contém o dobro de ferro (1,2% contra 0,6%), sendo portanto, a mais indicada para consumo pelas mulheres. Por todos os argumentos apresentados, e comprovados, temos a certeza que o suíno não é merecedor do conceito errôneo de que "faz mal à saúde". Ao contrário, acreditamos ser correto para se reparar esta injustiça, que se passe a considerar o suíno atual, como "o melhor amigo da saúde do homem".

E - Segunda objeção dos consumidores: "tem muita gordura e colesterol"

Apontado por 55% das pessoas entrevistadas, o mito de que a carne suína "tem muita gordura e muito colesterol", carece de atualização. Se isso era verdadeiro 30 anos atrás, na época do "porco tipo banha", hoje isso não passa de história do passado. Este capítulo pretende atualizar os conceitos a respeito do Colesterol, Gorduras Saturadas e Calorias, para mostrar à nossa população, que ela está mal informada a respeito dos avanços técnicos obtidos pelo criador de suínos. Como se trata de um assunto limitante ao incremento do consumo da carne suína, todos os esforços devem ser concentrados no sentido de levar a verdade ao conhecimento público. E a verdade, é que estes conceitos já foram esclarecidos e alterados pela pesquisa científica mundial nos últimos anos, como mostraremos a seguir.

E 1 - O colesterol e as enfermidades cardíacas no homem

As doenças cardiovasculares são consideradas a causa mais freqüente de mortes na população humana. Nos EUA é estimado que estas doenças são responsáveis pela metade das mortes que ocorrem na população (Heart Information Network). Começam geralmente sob a forma de uma arteriosclerose, que é uma condição na qual depósitos de gordura, contendo colesterol, desenvolvem-se em forma de "placas" no interior das artérias. Estes depósitos vão se avolumando, prejudicando o fluxo de sangue, e chegam até ao bloqueio total. O bloqueio de artéria que fornece sangue ao coração é a causa do chamado "ataque cardíaco". Para evitar esses depósitos de gordura, tem sido recomendado a redução no consumo de gorduras saturadas e de colesterol.

Como os produtos de origem animal contêm estas duas substâncias, eles têm sido alvo de inúmeras campanhas negativas, que visam denegrir sua verdadeira imagem e valor nutritivo. A redução no consumo de produtos de origem animal visando a redução do colesterol e gorduras reduz, também, o consumo de proteínas de alto valor biológico, cálcio, vitamina B12 e outras vitaminas, ferro biologicamente disponível e outros micro minerais importantes. Em alguns casos, tem ocorrido uma verdadeira "colesterol fobia epidêmica", levando o público ao pânico, sem uma base científica que comprove o fato adequadamente. Porém, como as doenças cardiovasculares são as que mais matam no mundo, toda atenção deve ser dada ao assunto, evitando excessos de qualquer um dos lados que tente provar a veracidade de seus conceitos.

E 2 - A importância do colesterol

O colesterol é um esterol (álcool policíclico), de origem quase que exclusivamente animal, e é um componente vital para todas as células do organismo. Ele é essencial à vida, pois é a matéria prima para a síntese de diversos hormônios (estrogênio e testosterona), sais biliares, vitaminas (principalmente a Vit. D) e membranas das células. A quantidade de colesterol no organismo de uma pessoa é originada da síntese orgânica e da absorção dietética.

Síntese orgânica: É responsável por 2/3 do colesterol do corpo. Ele é produzido em quase todos os tecidos, mas o principal é o fígado. Normalmente, o corpo humano produz 1000 mg de colesterol, por dia. O organismo controla a síntese, aumentando-a se o consumo pela dieta for baixo, ou diminuindo-a em caso contrário. Se for necessário, o organismo é capaz de produzir todo o colesterol que necessita. Algumas pessoas não conseguem regular a síntese, produzem colesterol em excesso e devem seguir o regime e as recomendações médicas. Uma em cada 500 pessoas, apresenta este distúrbio orgânico. As pessoas sadias mantêm um baixo nível de colesterol, mesmo quando consomem dietas contendo altos níveis do mesmo.

Absorção dietética: É responsável por 1/3 do colesterol do corpo. Ele é proveniente dos alimentos e é absorvido no intestino, após sofrer a ação da bile. Para deslocar-se no organismo, usa a corrente sangüínea, onde encontra-se ligado às chamadas lipoproteínas, já que não dissolve-se no sangue. As lipoproteínas são complexos formados por proteínas, fosfolipídios e triglicerídios. Existem cinco lipoproteínas (quilomicrons, VLDL, IDL, LDL e HDL) das quais devem ser destacadas as de alta densidade (HDL, high density lipoproteins), que possuem mais proteína do que gordura, e as de baixa densidade (LDL, low density lipoproteins), que possuem mais gordura do que proteína. As HDL são chamadas de "bom colesterol", pois elas o retiram da circulação sangüínea e o levam para ser metabolizado no fígado. Pessoas que possuem mais HDL têm menor incidência de doenças cardíacas. As LDL são chamadas de "mau colesterol", porque elas retiram o colesterol produzido no fígado e o despejam no sangue. Junto com outras substâncias, pode formar placas nas paredes das artérias, que podem evoluir até sua total obstrução.

A maior porção do colesterol é encontrado junto às LDL e somente cerca de 25 a 30% junto às HDL. É sabido que o colesterol sangüíneo vai aumentando com a idade da pessoa, estabilizando-se por volta dos 60 anos. Níveis de até 200 mg de colesterol por 100 mililitros de sangue (ml) são considerados ideais para o homem. Dosagens muito abaixo de 200 mg podem ressecar as veias e as artérias , pois o colesterol é essencial para a lubrificação das mesmas. Dosagens entre 200 a 240 mg/ dL estão dentro do limite máximo permitido. Níveis acima de 240 mg/dL já constituem-se em risco de ataques cardíacos. Em relação aos níveis de LDL e HDL o ideal é que o LDL seja menor que 130 mg/dL e o HDL maior que 50 mg/dl.

E 3 - Efeito da dieta sobre o colesterol no organismo do homem

É importante não confundir colesterol dos alimentos com colesterol sangüíneo. Os níveis sangüíneos são pouco alterados no homem. Com o uso de dietas ricas em colesterol, o organismo diminui a síntese e reduz a absorção intestinal. Estudos com grandes populações não mostrará correlação entre o colesterol da dieta e o colesterol sangüíneo. O consumo excessivo de colesterol não aumenta a incidência de enfermidades cardíacas em pessoas normais, pois estas o metabolizam de forma eficiente para exercer suas funções essenciais e eliminam naturalmente os excessos do mesmo. Porém, algumas pessoas estão expostas a uma série de fatores de risco, que as predispõem ao acúmulo de colesterol nos vasos sangüíneos, podendo contribuir para as doenças cardiovasculares. Os principais fatores de risco são: Pessoas incapazes de controlar a síntese ou a excreção do colesterol. Dessa forma, ocorre o acúmulo do mesmo nos vasos sangüíneos, devido a um desequilíbrio no sistema que regula os níveis de produção e eliminação. As causas para este distúrbio são hereditárias. Pessoas que possuem maiores níveis LDL, que levam o colesterol produzido no fígado para o sangue. As causas podem ser genéticas ou não. Os níveis de HDL, o bom colesterol, podem ser aumentados como o exercício físico constante e moderado. A presença de fibras na dieta mantém o HDL e diminui o LDL. Pessoas com vida sedentária, sem exercícios físicos, obesos, fumantes, consumidores de álcool sob forma excessiva, diabéticos, com baixa atividade sexual ou com a predisposição hereditária, possuem maiores probabilidades de apresentar as doenças cardiovasculares. Pessoas que ingerem grandes quantidades de gorduras saturadas. Este item, pela sua importância, merece um capítulo especial, a seguir.

E 4 - A relação das gorduras saturadas com o colesterol

As gorduras são classificadas, de acordo com o seu índice de saturação, em saturadas, polinsaturadas e monoinsaturadas. A grande maioria dos alimentos contém estes três tipos de gorduras, em proporções diferentes.

De uma forma geral, as gorduras saturadas são mais duras na temperatura ambiente e aumentam o nível de LDL (o mau colesterol) no organismo humano. Elas têm as maiores quantidades de ácidos graxos e podem causar a obstrução dos vasos sangüíneos. Quando não são consumidas, o nível de colesterol sangüíneo tende a ser menor. As carnes, o leite e seus derivados possuem altos níveis de gorduras saturadas, bem como os óleos vegetais de coco e palma.

As gorduras polinsaturadas e monoinsaturadas são mais líquidas na temperatura ambiente e combinam com o oxigênio, rancificando com facilidade. Elas ajudam a manter baixo o nível de colesterol no sangue e a reduzir os depósitos nas paredes das artérias. As gorduras polinsaturadas são encontradas nos óleos vegetais (com exceção do de coco e palma), tais como milho, soja, e girassol. As monoinsaturadas, que possuem menos ácidos graxos insaturados, são encontradas nos óleos de canola, oliva e amendoim. As gorduras mono e polinsaturadas não aumentam o nível de colesterol no sangue e estão relacionadas a menores riscos de enfermidades cardíacas. A qualidade das gorduras ingeridas é definida pela relação entre as insaturadas e as saturadas. Quanto maior esta relação (maior quantidade de insaturadas), mais aconselhável é o seu consumo. Existe uma relação entre o consumo de gorduras saturadas e insaturadas e o teor de colesterol sangüíneo. Quanto maior o teor de gorduras saturadas na dieta, maior o nível de colesterol no sangue. Este efeito pode ser contornado com o maior consumo de gorduras insaturadas, que diminuem o colesterol sangüíneo devido à maior excreção de ácidos biliares e esteróis neutros do corpo. Uma das formas mais práticas para diminuir o consumo de gorduras saturadas, sem prejudicar o valor nutricional da dieta, é de eliminar o consumo de alimentos "extras", tais como biscoitos, batatas fritas, maioneses, etc. Estes alimentos são ricos em gorduras e relativamente pobres em outros nutrientes.

E 5 - Recomendações da American Heart Association em relação às calorias, ao colesterol e às gorduras.

Segundo a American Heart Association, a média do consumo diário de colesterol da população norte americana é de 360 mg para os homens e de 220 a 260 para as mulheres. Com este consumo, 51% dos americanos adultos (96,8 milhões) possuem níveis de colesterol acima de 200 mg/dL e cerca de 20% deles (37,7 milhões) têm níveis acima de 240 mg/dL.

As recomendações da American Heart Association para uma dieta saudável, são:

• As quantidades de calorias a serem ingeridas diariamente variam de acordo com o peso, a altura e a atividade física exercida. Uma mulher de estatura e peso normal, com vida muito sedentária, deve consumir no máximo 1600 kcal por dia. Homens sedentários e mulheres ativas necessitam consumir em média 2200 kcal por dia. Quando um homem tem muita atividade, suas necessidades aumentam para 2800 kcal por dia.
• O consumo de gordura não deve exceder 30% do total das calorias ingeridas diariamente.
• As gorduras saturadas consumidas não devem ser superiores a 8-10% do total das calorias ingeridas.
• O consumo de gorduras polinsaturadas deve ser de aproximadamente 10% do total das calorias ingeridas.
• O consumo de gorduras monoinsaturadas pode ser maior do que 15% do total das calorias ingeridas.
• A ingestão de colesterol deve ser menor do que 300 mg, por dia.
• A ingestão de sódio deve ser inferior a 2400 mg, por dia (1 a 1,4 colheres das de chá, de sal de cozinha, NaCl)
• O consumo de carbohidratos deve ser superior a 55-60% do total das calorias ingeridas diariamente.

E 6 - A carne suína atende às recomendações da American Heart Association?

Antes de saber a resposta para esta pergunta, é importante que o leitor conheça um pouco da história dos suínos, para melhor entender o significado da mesma. Ao longo dos últimos 40 milhões de anos, os suínos sofreram grandes alterações na sua morfologia e fisiologia. Parte destas mudanças foram devidas às condições em que viveram, e parte em virtude das necessidades do homem para seu melhor aproveitamento. O porco selvagem, da antigüidade, possuía 70% de massa anterior e 30% de massa posterior. Vivia nas florestas e alimentava-se de pastos nativos, frutas e pequenos animais. Era muito veloz e possuía como principal arma os seus dentes longos e afiados. Seus membros dianteiros eram fortes e musculosos, para resistir aos impactos das lutas, enquanto que seus membros posteriores eram formados por fracas massas musculares. O porco tipo banha começou sua fase na época da domesticação, há 10 mil anos, o que perdurou até a metade do século 20. Com a domesticação, o porco não necessitaria mais procurar alimentos e nem fugir de seus inimigos.

Vivendo em baios recebia toda a alimentação que necessitava. Comendo mais e fazendo menos exercícios, começou a alterar sua composição corporal, passando a apresentar 50% de dianteiro e 50% de traseiro. O acúmulo de gordura fez com que passasse a ser considerado o animal ideal para o homem, já que lhe fornecia grande quantidade de banha (energia) e carne (proteína). É dessa época que advém os conceitos de animais criados na lama e com altos teores de gordura na carcaça. O suíno moderno começou a ser desenvolvido no início do século, através do melhoramento genético, com o cruzamento de raças puras.

Pressionados por uma melhor produtividade, para tornar a espécie economicamente mais viável, e pelas exigências da população, por um animal com menos gordura, devido à substituição da mesma pelas margarinas vegetais, os técnicos e os criadores passaram a desenvolver um suíno (e não mais o porco) com 30% de massa anterior e 70% de posterior. Os suínos começaram a apresentar menores teores de gorduras na sua carcaça e a desenvolver massas musculares proeminentes, especialmente nas suas carnes nobres, como o lombo e o pernil. Esta evolução foi muito forte e eficiente também nas áreas de sanidade, manejo e instalações. O suíno atual é exigente e é criado em instalações confinadas, sem acesso à terra, extremamente limpas e desinfetadas com rigor. Sua sanidade melhorou drasticamente, em virtude desses avanços nas instalações e manejo, existindo inclusive granjas livres de patógenos específicos (SPF). Infelizmente, como a evolução é um processo em que nem todas as pessoas se adaptam, a suinocultura moderna e eficiente ainda convive com o criador de porcos que não possui a mentalidade melhorista da modernidade e que serve para a manutenção dos tabus da era do porco tipo banha.

E 7 - A evolução na qualidade da carne dos suínos nos últimos anos.

Nos primeiros 50 anos do século 20, foi muito comum o uso das gorduras animais na alimentação humana. Naquele período, o porco atendeu as exigências do mercado consumidor e a banha passou a ser um produto tão importante quanto suas carnes nobres, o lombo e o pernil. Naquela época, o suíno apresentava 40 a 45% de carne magra na carcaça e espessuras de toucinho de 5 a 6 centímetros. Com o aparecimento das margarinas vegetais, as banhas deixaram de ser usadas, forçando o criador de suínos a buscar um novo modelo de animal, que melhor atendesse a um consumidor que estava mudando seu perfil nutricional, devido ao seu novo modo de vida.

O novo modelo que o suinocultor passou a desenvolver, foi o de um animal com menos gordura, mais carne e mais eficiência na conversão dos alimentos. Para obter aquele objetivo, mudou drasticamente os métodos de manejo e as instalações, e evoluiu de forma fantástica nas áreas de genética e nutrição. Os resultados desta verdadeira revolução traduziram-se num animal que mudou seu nome de porco para suíno, e que passou a apresentar de 58 a 62% de carne magra na sua carcaça e apenas 1,5 a 1 centímetro de espessura de toucinho. Vários estudos científicos demonstram esta evolução. Um dos mais conceituados é o do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que mostra que de 1963 a 1990 a quantidade de gordura de um lombo cozido de suíno, diminuiu 77% e o de calorias em 53%. Os dados desta evolução estão resumidos na Tabela 1, onde também estão incluídos dados de 1994, publicados pela Universidade de Moncton, Canadá. Isto permite entender melhor o que aconteceu nestes últimos 31 anos. Buege et al. (1997) mostraram que de 1989 a 1996 os suínos apresentaram uma redução de 2,3 para 1,4 mm na camada de gordura que reveste todos os cortes da carne; o rendimento de carne magra dos cortes melhorou de 75 para 81%; a quantidade de gordura contida nos cortes magros caiu de 5,2 para 4,8% e a quantidade de gorduras insaturadas permaneceu a mesma (58%).

E 8 - A carne suína atual tem muito colesterol?

Pelo que foi comentado até o momento, o colesterol da dieta não tem relação com a taxa de colesterol no sangue de pessoas consideradas normais. Porém, em virtude das pessoas situadas na faixa de risco, é importante que sejam divulgados os teores de colesterol dos vários alimentos, para que cada indivíduo possa elaborar uma dieta que não ultrapasse a quantidade recomendada de 300 mg por dia. Em relação às carnes dos animais, os teores de colesterol são semelhantes nos suínos, bovinos e aves. São maiores nas carnes cozidas do que nas cruas, pois o cozimento retira a água e concentra os demais componentes. Os teores de colesterol dos alimentos, estão expressos na Tabela 2, que resume o trabalho realizado por Bragagnolo (1997)), da Faculdade de Engenharia Agrícola, da UNICAMP. Os resultados obtidos em situações brasileiras por Bragagnolo (1997) são menores em relação aos obtidos por instituições dos Estados Unidos, o que pode ser justificado pela qualidade genética dos animais avaliados. Para melhor interpretar os dados disponíveis na literatura, na tabela 3 estão resumidos os resultados de 4 instituições de pesquisa. Pelo que está demonstrado, é possível concluir que a carne suína atual tem baixo nível de colesterol, comparável aos das carnes bovina e de frango sem pele. Ela também atende às exigências da American Heart Association, que estabelece um máximo de ingestão diária de 300 mg de colesterol por dia. Com o consumo de100 gramas de lombo assado ou cozido, o ser humano estará ingerindo 72,8 mg de colesterol, que é menos de 25% do máximo permitido.

E 9 - A carne suína atual tem muita gordura?

O suíno moderno tem bem menos gordura que antigamente. Popularmente diz-se que ""o porco fez regime e virou suíno"". Dados do National Pork Producers Council (NPPC) comprovam este ditado e mostram que de 1963 para 1990, a quantidade de gordura em 100 gramas de lombo cozido diminuiu de 34,8 para 8,1 gramas ( 76,7% de redução). Segundo informação oficial da USDA Human Nutrition Information Service, de 1983 a 1991 a carne suína reduziu em 33% sua gordura total, em 14% suas calorias e em 10% seu colesterol. Levando em consideração os grandes avanços genéticos verificados desde 1991, é possível concluir que esta redução é muito maior atualmente. Apesar disso, os problemas coronários e de diabete continuam em escala ascendente em todo o mundo. Um ponto importante a ser destacado em relação à gordura dos suínos é que 70% dela não está em sua carne, mas sim abaixo da pele ( toucinho ). Apenas 28% da gordura está entre os músculos e 2% está dentro deles, dando o sabor e a maciez. Tratando especificamente da gordura intramuscular, se a carne for bem manipulada, tirando todas as aparas de gordura que envolvem o músculo, ela apresentará teor de gordura semelhante ao da carne de frango, (1,1 a 2,4%). 4- Universidad Nacional de Nutrición, México, 1994 . A carne do suíno moderno atende às exigências da American Heart Association em relação aos teores de gordura? SIM, pois o ser humano ao consumir 100 gramas de lombo cozido, estará consumindo apenas 6,7 gramas de gordura . Esta quantidade representa menos de 10 % do máximo a ser ingerido por dia, como pode ser vista na tabela 6, que expressa as necessidades modernas para uma vida saudável e com menor risco de enfermidades cardíacas.

E 10 - A carne suína atual tem muita gordura saturada?

Quais são as quantidades de gordura saturada dos principais cortes de carne suína? Os valores estão apresentados na Tabela 7. Como pode ser visto, a carne do suíno moderno atende às exigências da American Heart Association em relação aos teores de gordura saturada pois, ao consumir 100 gramas de lombo cozido, o ser humano estará consumindo apenas 2,4 gramas de gordura saturada . Esta quantidade representa menos de 10 % do máximo a ser ingerido por dia, como já foi visto na Tabela 6. Além de atender de forma quantitativa às exigências da American Heart Association, a gordura da carne suína também atende na forma qualitativa. Ela contém menos gordura saturada (38 %) e mais gordura monoinsaturada (52 %) e polinsaturada (10 %). Inclusive esta é uma de suas vantagens em relação às carnes das outras espécies animais. Como foi dito anteriormente, a gordura saturada (composta pelos indesejáveis ácidos graxos mirístico, palmítico e láurico e pelo desejável esteárico)) aumenta o colesterol sangüíneo e aumenta as probabilidades de um ataque cardíaco. A gordura polinsaturada e monoinsaturada (compostas pelos desejáveis ácidos graxos linoleico e oleico) não aumentam o nível de colesterol no sangue e estão relacionadas a menores riscos de enfermidades cardíacas. A carne suína tem a vantagem de ter mais gordura desejáveis e ser rica em gorduras monoinsaturada. Além disto, a gordura da carne dos suínos é rica em ácido linoleico e esteárico, que são os ácidos graxos que não aumentam o colesterol do sangue. Segundo a American Meat Board, o ácido esteárico também atua na diminuição da pressão sangüínea e o ácido linoleico neutraliza de forma eficaz o efeito do temível ácido palmítico. A carne suína também tem a vantagem de um terço de sua gordura indesejável (saturada) ser o ácido esteárico.

E 11 - A carne suína atual tem muitas calorias?

A American Heart Association recomenda que o alimento ingerido diariamente tenha a seguinte composição calórica: 55% da energia fornecida pelos carbohidratos, 25% pelas gorduras e 20% pelas proteínas. Quais são as quantidades de calorias dos principais cortes da carne suína ? A carne do suíno moderno atende às exigências da American Heart Association em relação às calorias? SIM, pois ao consumir 100 gramas de lombo cozido, o ser humano estará consumindo apenas 188 kcal, (ou seja, menos de 9 % do máximo permitido, como foi mostrado na Tabela 6). Portanto, a carne suína não tem excesso de calorias e possui valores adequados às necessidades do homem moderno. Um exemplo simples, pode mostrar o equivoco que cometemos com o mito de que a carne suína tem muitas calorias: um hamburguer possui 600 kcal e o saquinho de batatas fritas que vem junto, tem mais 400 kcal ... ou seja, cinco vezes mais calorias que as 100 gramas de lombo cozido! Infelizmente, estes dados científicos elaborados por instituições oficiais com suínos de genética moderna, nem sempre são do conhecimento de profissionais de outras áreas, como por exemplo, médicos e nutricionistas. Estes profissionais, por não terem acesso a literatura atualizada do setor suinícola, acabam orientando-se por tabelas antigas, que se referiam ao porco tipo banha, e que não condizem com a realidade do suíno atual. Para exemplificar este ponto, na Tabela 10 estão apresentadas médias de trabalhos atualizados com os dados de uma revista de circulação nacional (""Conte as Calorias""), que possui uma grande circulação e influencia a opinião do consumidor.

E 12 - Quais as outras qualidades da carne suína?

A carne suína é macia e tem um sabor muito agradável, que é o motivo de sua grande aceitação. A Tabela 12 permite entender e comparar as qualidades dos principais cortes da carne suína, com as carnes dos frangos e bovinos. A Tabela foi formada através dos dados da USDA, Nutrient Database for Standard Reference, que é a tabela oficial do Depto de Agricultura dos EUA. A carne suína possui um adequado teor de proteína (19 a 20% na carne magra), com uma boa combinação de todos os amino ácidos essenciais, apresentados numa forma biologicamente disponível. Apesar de atrair pelo sabor, a carne suína também é excelente fonte de vitaminas do complexo B, principalmente de tiamina e riboflavina (B12). A tiamina é muito importante para o metabolismo das gorduras, carbohidratos e proteínas e a carne suína é uma das melhores fontes desse nutriente. A riboflavina é importante para a liberação da energia dos alimentos e é encontrada em tão grandes quantidades, apenas na carne suína e no leite. A carne suína destaca-se também pelo seu conteúdo de cálcio, fósforo, zinco, ferro e potássio. Ao consumir 85 gramas de carne suína uma pessoa atende aos seguintes percentuais de suas necessidades diárias de nutrientes : 53% da tiamina, 33% da vitamina B12, 22% do fósforo, 20% da niacina, 19% da riboflavina, 18 % da vitamina B6, 15% do zinco, 11% do potássio, 7% do ferro e 6% do magnésio.

F - Conclusão

Como podemos concluir, a carne suína disponível atualmente para o consumidor não é merecedora dos errôneos conceitos de que é gordurosa e faz mal à saúde. Ao contrário, trata-se de um alimento nutritivo e saboroso, muito equilibrado em sua composição e que pela sua riqueza em vitaminas e minerais deveria ocupar um maior espaço na mesa do consumidor. Pelas suas características, deveria ser mais utilizada nas merendas escolares. Os tabus que inibem o seu consumo deveriam ser desfeitos e esclarecidos, para não privar a nossa população de um alimento tão gostoso e saudável.

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Fonte Consultada: http://www.suinos.com.br/mostra_noticia.php?id=1786&comunidade=Curiosidade