domingo, 15 de julho de 2018

FERIDAS DO AMOR ADULTO OU DO MAL SABER AMAR....




As feridas do Amor adulto...?

Viriam da primeira infância (recalcada) sem linguagem
do sujeito/criança do passado esquecido

Desta maneira podemos induzir o paciente a regredir a todas as primitivas fases do amor passivo, quando, justamente como uma verdadeira criança a ponto de dormir, ele murmurará coisas que nos darão 'insight' do seu mundo de sonhos". (Ferenczi, 1931. p. 137).

Em outro artigo Ferenczi continua a desenvolver o seu pensamento nesta mesma direção:

"O paciente, entrando em transe, é uma criança mesmo, a qual não reage mais a explanações intelectuais; talvez responda somente ao afeto materno; faltando este afeto o paciente sente-se sozinho e abandonado na sua maior necessidade, e, portanto na mesma situação intolerável que o levou uma vez a uma divisão de sua mente e eventualmente à sua doença; assim, não é de admirar que o paciente não possa mais que repetir no agora da situação analítica, exatamente a mesma formação de sintoma que surgiu no momento do inicio de sua doença".

(Ferenczi, 1933, p. 160).


quinta-feira, 14 de junho de 2018

A Felicidade é o Acaso, mas não é uma Prisão Afetiva




Fazer o outro (a) feliz é uma prisão e a gente vira presa de qualquer carrasco que nos liberte dessa prisão, e nos leve para outra prisão.

A Felicidade é o acaso e não mais uma obrigação ou dívida para com o outro.

A felicidade é a troca gratuita de sermos seres humanos do bem e livres, no sentido do outro (a) compartilhar seu tempo, diga sempre a sua compania me faz bem, mas sua ausência não me aprisiona nunca, ninguém é feliz ou amado (a) numa prisão afetiva.

Dr. Luiz  

segunda-feira, 5 de março de 2018

A ARTE DE AMAR...



“ O amor não resolve tudo.

Muito pelo contrário põe tudo a prova.

Achar que basta amar

E que tudo vai se resolver  é um engano.

O amor vai por o sujeito a Prova,

A saber o quanto somos fracos,

mesquinhos e desumanos

Egoistas, narcisicos na Arte

Amar sempre aguardando

algo em troca de Amor.”


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O MEDO DA FELICIDADE...

O Medo da Felicidade
Venho tratando desse tema desde o final dos anos 1970 e ele surgiu em minha mente de uma forma estranha e surpreendente: de repente percebi que as pessoas, ao se apaixonarem, passavam a viver em estado de alarme, muitas vezes em pânico, como se algo de terrível estivesse para lhes acontecer.
Dormiam mal, perdiam o apetite, viviam obcecadas, pensando compulsivamente no que estava lhes acontecendo, querendo saber o tempo todo do amado e se ele ainda estava lá pronto para dar continuidade ao relacionamento.

Isso, em princípio, não fazia o menor sentido, pois afinal de contas se apaixonar era o anseio máximo daquelas pessoas que, depois, por motivos duvidosos, acabavam por se afastar de seus amados como que para se livrar desse estado de espírito próprio de quem vive num campo de batalha e pode ser alcançado por uma bomba a qualquer momento.
Percebi depois que a sensação de iminência de tragédia também se manifesta quando uma pessoa obtém um resultado excepcional em seu trabalho, em suas atividades esportivas, em seus ganhos financeiros… Ou seja, sempre que acontece alguma coisa muito boa, as pessoas passam a se sentir ameaçadas, como se elas aumentassem as chances do acontecimento de alguma desgraça.
Bem mais tarde constatei que esse mesmo tipo de sensação está na raiz de todo ritual supersticioso, presente em quase todos nós e tão antigo quanto as mais antigas civilizações: quando questionadas acerca de como estão indo as coisas, respondem que estão indo bem e imediatamente batem na madeira, como que se protegendo contra a inveja dos humanos e a ira dos deuses.
O medo da inveja, do “olho gordo”, estava presente no Egito antigo, em que as mulheres estéreis eram proibidas de olhar o ventre das que estavam grávidas, porque isso seria nocivo ao feto.
O medo da felicidade tem uma correlação direta com nossas tendências destrutivas: ao nos depararmos com a aflição que o sucesso provoca, tendemos a estragar uma parte do que conquistamos com a finalidade de preservar o principal: tendemos a raspar o paralama do carro novo para, com isso, diminuir a felicidade por ter podido adquiri-lo!
Muitos dos que tomam uma porção de pinga num bar despejam uma pequena parte – “para o santo” – e isso parece ser uma espécie de pagamento feito à divindade para que possam se deliciar com aquele prazer e bem-estar.
Freud, para tentar explicar nossas tendências agressivas e autodestrutivas acabou por formular a hipótese de que existe em nós uma “pulsão de morte”, um impulso permanente e definitivo que opera contra nós.
Penso que os mecanismos que sabotam nosso bem-estar são indiscutíveis, mas não concordo com a ideia de que possuímos uma força que nos impulsiona na direção da morte.
Tenho pensado cada vez mais no nascimento como um evento marcante e extremamente traumático, seguindo os passos de um psicanalista, discípulo e depois dissidente de Freud, que foi O. Rank.
Para ele, o nascer é uma transição para pior, a “expulsão do paraíso” que correspondia à simbiose materno-fetal.
A ruptura dramática dessa condição de harmonia é vivenciada como um estado de pânico, manifesto claramente no rosto do que acaba de nascer. Assim, nosso primeiro registro cerebral é o da harmonia e o seguinte corresponde à dor da ruptura e o surgimento da sensação de desamparo que, de alguma forma, irá nos acompanhar por toda a vida.
Prefiro atribuir a essa vivência traumática, que se fixa em nossa mente de forma definitiva, a existência de tendências sabotadoras de nosso bem-estar e que nos acompanham por toda a vida.
Penso na formação de uma espécie de reflexo condicionado, de modo que, ao nos aproximarmos de um estado de harmonia e bem-estar semelhante ao que experimentamos no útero – e nada é mais parecido com isso do que o aconchego que acompanha um encontro amoroso de qualidade – imediatamente nos sentimos ameaçados, como se outra vez uma hecatombe viesse a nos atormentar; agora pensamos que a harmonia irá nos trazer a morte, destruindo nossa recém conquistada felicidade.
Associamos a paz uterina à sua destruição, de modo que tememos o estar bem por temermos suas consequências nefastas.
A lógica dos processos psíquicos é peculiar, de modo que deve ser procurada de uma forma própria.
Se perguntarmos às pessoas que nunca se viram numa situação de grande felicidade se elas sentiriam medo, é claro que a maioria delas responderia negativamente.
Porém, a verdade é que esse medo é universal e nunca conheci alguém que não o tivesse em alguma dose.
Aprender a conviver com ele e a não fugir das situações em que ele aparece corresponde a um ato de coragem adequado.
Afinal de contas, apesar da aparência, felicidade não mata!
Dr. Flavio Gikovate   (In-Memoriam)
Meu Mestre Compartilhe!

A PSICANÁLISE MODERNA E PÓS MODERNA

A PSICANÁLISE PÓS-MODERNA

A neurobiologia como o novo materialismo.

A insistência de termos como novo , atual, moderno, aplicados como adjetivo ao termo sujeito, apontam ao momento que se vive não só na psicanálise, mas em quase todas as atividades ligadas ao homem.
O momento atual, no que se refere à psicanálise , aparece determinado pelo questionamento que as neurociências produzem nos fundamentos da psicanálise, pois a neurobiologia ao negar a existência de um sujeito desejante, e ao considerar as condutas humanas unicamente como fruto da atividade neuronal condicionada pela ação dos neurotransmissores, radicaliza a elisão do sujeito feita pela ciência moderna, produzindo com isso uma alteração na responsabilidade que seria atribuída a um sujeito pelos seus atos.
Uma conseqüência clinica e ética desta face da modernidade se impõe através do uso de fármacos na terapêutica psíquica como único meio de transformação.
Esta proposta denuncia praticas nas quais o entendimento da conduta humana é visto como efeito de um cérebro sem sujeito.
Coloca-se no lugar do sujeito desejante uma mind, cuja única verdade está nas entranhas dos neurônios.
Lacan desde os anos 60, no texto Ciência e verdade, apontava o nada querer saber da ciência frente à verdade como causa do sujeito.
Seria como efeito desta forclusão da verdade como causa do sujeito , como diz Lacan que a ciência faz, que a neurobiologia aboliu o sujeito desejante ?
A posição de Lacan sempre foi clara, tendo afirmado, no texto Ciência e Verdade: "...somos sempre responsáveis da nossa posição de sujeito.
 Que isto se chame, onde quiserem terrorismo".
 O lugar do sujeito moderno na psicanálise
Propondo-se articular a psicanálise com a modernidade se poderia falar numa relação do sujeito com a historia? Lacan ainda em Ciência e verdade , posicionado-se sobre esta questão, utilizou a expressão "um certo momento do sujeito" como também ainda referindo-se ao sujeito, falou de "um momento historicamente definido", e ainda, em relação ao sujeito, se refere a "um momento historicamente inaugural".
A razão desta possibilidade de se temporalizar o sujeito, está na afirmação de Lacan de que o sujeito está definido em relação ao saber.
Como o saber muda , o sujeito também muda, causando o surgimento de um sujeito novo em função da nova relação deste com o saber.
Para Lacan o sujeito novo atualmente, seria o sujeito da ciência em tanto fundamento da modernidade do sujeito.
Levando-se em consideração a articulação existente entre sujeito e historia, para alguns autores o sujeito pós-moderno seria caracterizado por não ser mais um sujeito que tenha um saber compartido socialmente, o sujeito pós-moderno seria um sujeito sem paradigmas de consenso, seria o sujeito decorrente da mudança dos costumes sexuais, das mudanças ideológicas, seria o sujeito que sofre da ausência de ideais preestabelecidos.
Seria este sujeito pós-moderno conseqüência do novo materialismo introduzido pela neurobiologia atual, e que se caracteriza pela ausência de um sujeito desejante, ou seria este sujeito pós-moderno a conseqüência do "declínio" da Função Paterna, como apontou Lacan?
Qual a diferença de um sujeito moderno e o pós-moderno?
Para Lacan o aparecimento de um sujeito que se poderia chamar de moderno, está historicamente localizado a partir da publicação das Meditações metafísicas de Descartes , que com a operação do Cogito teria produzido este sujeito novo.
Situar o sujeito moderno como decorrente da operação Cartesiana, é centraliza-lo em relação à uma razão objetiva. Este sujeito "reflexivo", seria moderno por diferir de um anterior cuja característica seria a de ser centro do conhecimento.
Para Lacan o sujeito cartesiano é pressuposto da noção de inconsciente, pois a psicanálise, tal qual Descartes, parte do fundamento do sujeito da certeza, ou seja o sujeito pode ter certeza de si desde que se possa destacar no seu discurso duvidas que aparecem como reveladoras de um sujeito dividido.
O lugar do "eu penso" é para Freud independente do "Eu sou".
A questão da "modernidade" porem só se transformou em questão recentemente. Segundo Foucault , foi Kant quem inaugurou uma nova forma de pensar ao se perguntar sobre a "atualidade", fazendo do tempo presente um acontecimento a ser formalizado., e com isso introduzindo na filosofia a probematização da atualidade, instante onde Kant buscava os signos do progresso.
Passando por Hegel, a questão do "moderno" se cristalizou com Max Weber e Habermas que foram os primeiros a usar a palavra modernização como terminus associando-a à formação de capital, ao estabelecimento de poderes políticos centralizados, mas também propondo a modernidade como algo que se auto-consome, por ser ela uma intercessão entre tempo e eternidade.
Também as referencias de Lacan à ciência moderna, ao pensamento moderno, à era moderna, mostram sua preocupação com a relação do sujeito com o momento histórico no qual ele esta inserido.
No seminário III, sobre as psicoses, Lacan sugere que um dos temas que caracteriza o pensamento moderno é a idéia de um personagem vivendo só em uma ilha deserta, e menciona a Robinson Crusoe.
Lacan retoma esta referencia no seminário de Um Outro a um outro para sugerir que esta idéia representa o começo da era moderna, pois seria fundamental para o homem moderno poder afirmar sua independência, e sua autonomia em relação a todo amo e a todo Deus.
Lacan faz referencia ao homem moderno relacionado-o ao discurso da liberdade, da mesma maneira que faz referencia à uma arte moderna, e à ciência moderna , que segundo ele se caracterizaria pela eliminação do simbolismo religioso dos céus, o que possibilitou estabelecer os fundamentos da física atual.
Para Lacan a ciência moderna foi um acontecimento que decorreu como efeito do monoteísmo, fato que teria instaurado um mundo ordenado ao redor de um centro, abrindo com isto uma concepção unitária do Universo.
Ainda dentro desta perspectiva a ciência teria sido possibilitada pelo mito bíblico da criação ex-niilo, o que teria posto em funcionamento a potência creacionista do significante, outra condição das ciência .
Assim também a resposta dada a Moisés pelo anjo de Iavé que apareceu na sarça ardente, Sou o que sou, é o que faz com que Deus apareça como subjetividade absoluta , e eqüivaleu a um tu não saberás da minha verdade, fazendo a fronteira entre saber e verdade .
 O sujeito pós-moderno
Para Lacan foi Descartes quem através de seu cogito fundou o sujeito moderno. Caberia então a pergunta: há um sujeito que seja atual, e que fosse produzido por um saber novo compartido nos dias de hoje?
Um ultimo destino do sujeito surgiu atualmente no campo do saber e é sua desconstrução, o que funda um novo momento na filosofia, a que se chamou de "pós-estruturalismo" e que apresenta a morte do sujeito.
A possibilidade da inexistência de sujeito, teria inaugurado segundo alguns autores o que se pode chamar de subjetividade pós-moderna.
 Ainda para estes autores o sujeito pós-moderno não seria analisável, e este fato responderia pelo que eles chamam de "Declínio da psicanálise".
Questão que, levando-se em conta que existe uma articulação entre sujeito e historia, permite perguntar: como situar a responsabilidade deste novo sujeito no mundo moderno? Em que a psicanálise pode contribuir para modificar as formas contemporâneas do mal estar na cultura?
A questão que se coloca para os psicanalistas preocupados com a atualidade, seria então, como fazer um mundo novo, se todo discurso, todo laço social é semblante?
Como modificar a irresponsabilidade caracterizada pela ausência de sujeito na proposta da modernidade, exemplificada pela neurobiologia e restituir o lugar do sujeito, tal como aponta a psicanálise, sem cair nos ideais?
O analista entenderá sua época a partir dos novos semblantes que servem para distribuir o gozo, sendo a tendência para o gozo a direção da subjetividade moderna.
Poderíamos ate mesmo pensar que a contribuição da psicanálise à modernidade seria a invenção de um novo Cogito, que se poderia chamar de lacaniano , Cogito este definido como a conseqüência do inconsciente frente ao "penso logo sou" que produz "ou eu não penso ou eu não sou ", introduzindo ai um ser do gozo .
Para responder a estes desafios, o analista, ele mesmo também um produto da modernidade, deve avançar, assim como o inconsciente avança.
Enquanto os analistas se anestesiam entre si com suas querelas internas, a psicanálise passou a ser a bola da vez para os intelectuais que se dedicam a critica das produções cientificas.
Exemplo disso é a recente versão para o português do livro editado pelo The New York review of books, de autoria de Frederick Crews, The memory wars: Freud’s legacy in disputee e também Imposturas intelectuais de Sokal e Bricmann. Há também, ainda sem versão em português o livro de Richard Webster, Why Freud was wrong, além dos antigos A psicanálise essa impostura de Pierre Debray-Ritzen, e A decadência do Império Freudiano de Eysenk .
Todos eles tem em comum a tentativa de produzir um confronto da psicanálise com os modelos atuais da ciência.
Ciência que na área da conduta humana está dominada pelas ciências cognitivas, que via filosofia da mente se sustenta na neurobiologia. Neurobiologia que transcendendo suas funções passou a ser o parâmetro de um novo materialismo, pretendendo, desde sua perspectiva, abordar o sujeito, mesmo que negando-o.
Esta situação, embora definida dentro novos parâmetros, não é nova para a psicanálise, sendo mesmo sua rotina prevista por Freud em As perspectivas futuras da terapêutica psicanalitica ,onde diz que as criticas à psicanálise apenas comprovariam sua veracidade. No entanto a verdade contida no recalcado é diferente conforme o momento da cultura a que se refere. E é na interpretação da expressão atual do recalcado a que estamos convocados.
As respostas a esta questão não pode ser indiferentes ao psicanalista.
Dr. Marcio Peter de Souza Leite
·         Médico, psiquiatra
·         Psicanalista
·         Diretor-Geral da Escola Brasileira de Psicanálise-SP
·         Autor Psicanálise Lacaniana, Ed. Iluminuras, 1999
Bibliografia
Lacan, J., Escritos. J. Zahar Editor, R.J., 1998
Touraine, A Critica da modernidade. Ed. Vozes, R.J. , 1994
Carlisky,N. e al. Vivir sin proyecto, Ed. Lumen, Bs.As., 1998
Rojas,M. e al. Entre dos siglos, uma lectura psicoanalitica de la posmodernidad, Lugar editorial, Bs. As., 1997
Fonseca, M Michel Foucauld e a constituição do sujeito, EDUC, S.P., 1995.
Milner, J.C. Jacques Lacan pensamento e saber, in Lacan você conhece?, Cultura ed. Associados, S.P. 1992.
Lyotard, J F., O pós-moderno explicado às crianças, publicações Dom Quixote, Lisboa, 1993.


domingo, 28 de janeiro de 2018

QUANDO O ANIMAL É MERO OBJETO DE AFETO E MANIPULAÇÃO NARCISISTA....



Recentemente, o caso da enfermeira que maltratou um animal na frente de uma criança transformou-se em verdadeiro drama nacional.

Mensagens de ódio e ameaças de morte vindos de todos os lados tinham como alvo a tal enfermeira, que terá seu registro profissional cassado.

A justiça brasileira tem feito o possível para atender às milhares de manifestações contra a enfermeira “assassina”.

A mesma indignação não é vista, porém, sobre os casos de homicídio ou infanticídio.

O que está acontecendo?

O que dizem os especialistas sobre isso?
“Congelei meu passarinho porque não tive coragem de enterrar”
“Pessoas que apresentam um grau de depressão ou de carência muito elevado estão mais suscetíveis ao apego em excesso pelos seus bichos”, diz o psicólogo Paulo Tessarioli.

“Muitas vezes, essas pessoas vivem em função do sue animalzinho, esquecendo muitas vezes da sua vida social, por exemplo”, diz.

“Pela minha experiência em consultórios, o homem não pode viver sem dar carinho.
Por isso quem sente dificuldade em mostrar afeto canaliza essa necessidade nos animais de estimação.
Essas pessoas demonstram amor pelo cachorro, mas não conseguem dizer aos próprios pais que os ama”, contou a psicóloga clínica Mirian Santos, da organização não-governamental Espaço Família.
O amor aos animais está em alta.
Eles alcançaram o posto de membros da família, mas em alguns casos são a única família.
Segundo especialistas, o que acontece é reflexo de uma crescente incapacidade no trato com humanos.
Mirian Goldenberg, antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), diz que o que mudou, também, é que a sociedade ficou mais individualista.
 “As pessoas percebem mais reciprocidade do que nos relacionamentos convencionais, onde se sentem constantemente cobradas e criticadas.”
Muitas vezes esse comportamento denota uma tendência antissocial muito forte além da repulsa por seres humanos. 
A fisioterapeuta Egle Della Paschoa, de 29 anos, é noiva e seu futuro marido terá de adotar Beatriz, sua cadela vira-lata, pois, dela, Egle não abre mão.

“Ela é minha filha, sim, e não me importo com o que as pessoas pensam disso.
Eu não faço questão de manter muita proximidade com quem não gosta de animais”, diz.
Segundo o psicólogo Guilherme Cerioni, cuidar de animais é uma forma de receber de volta o amor que doamos.
 “As pessoas, hoje em dia, sentem dificuldade de se relacionar ou de estabelecer um vínculo social, por diversos fatores da forma de vida contemporânea”.
O animal aceita qualquer companhia independente dos problemas sociais e psicológicos que a pessoa tenha, então se trata de uma verdadeira terapia.
Qualquer coisa que a pessoa espere dos seres humanos e se vê frustrada pode ser compensada na companhia dos animais de estimação.
Ainda assim, lembre-se de que é impossível viver sem o afeto humano.
“O animal não pode se tornar uma armadilha de isolamento afetivo e social”, afirma a psicóloga Malu Favarato.


sábado, 27 de janeiro de 2018

É PRECISO CAUTELA NO AMAR, PARA SUPORTAR SER ODIADO....

É PRECISO CAUTELA NO AMAR PARA SUPORTAR SER ODIADO..

O ódio, o ataque de fúria ou ciúmes de quem até a pouco TEMPO ti declarou AMOR é UMA AMOSTRA GRÁTIS DO ÓDIO essa é a  face oculta de todo AMOR.

O ódio é a face oculta do AMOR revela o potencial oculto de desamor, desamparo e imperfeição pelo objeto do imaginário AMADO (A).

Neste caso o ódio é algo do tipo do fundo do baú, escondido entre teias e coisas esquecidas da infância edípica de cada um de nós, uma espécie de tesouro narcísico que se revela o quanto de narcísico e infantil e provoca imaturidade no AMAR do adulto.

O ódio é um desejo inominado do narcísico do sujeito que ti AMA, mas (ama demais a si mesmo) e obtém gozo mimado na fúria, no ciúmes, e com palavras ofensivas, direciona ingratidão ao objeto amado que pode sim se espedaçar ou morrer.

O objeto AMADO passa a ser considerado faltoso imperfeito quando remexe, transfere de forma selvagem conteúdos  sem saber desse baú infantil narcísico do meu AMAR de cada um de NÓS.

Dr. Luiz Mariano é Psicanalista e Professor de Psicanálise 


FERIDAS DO AMOR ADULTO OU DO MAL SABER AMAR....

As feridas do Amor adulto...? Viriam da primeira infância (recalcada) sem linguagem do sujeito/criança do passado esquecido ...