sexta-feira, 30 de abril de 2010

TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS

TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS
Artigo baseado no livro "Broken Windows"
 by James Q. Wilson and George L. Kelling
 
Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA),
o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social.   
Deixou duas viaturas abandonadas na via pública, duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor.
 Uma deixou em Bronx, na altura de uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia.
Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em Psicologia Social estudando as condutas das pessoas em cada sítio.

Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas.
Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc.   Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.
 
É comum atribuir à pobreza as causas de delito.
Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e esquerda).
Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.

O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre.
Por que  que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Não se trata de pobreza.
Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.
 
Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como que vale tudo.  
Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.
 
Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a 'Teoria das Janelas Partidas', a mesma que de um  ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujidade, a desordem e o maltrato são maiores.
Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais.
 Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.
 
Se se cometem 'pequenas faltas' (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves.  
Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças,  o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.
 
Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor a criminalidade), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.
 
A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade.
Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujidade das estacões, ebriedade entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens.
Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.
 
Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de 'Tolerância Zero'. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.
 
A expressão 'Tolerância Zero' soa como uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança.
 Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de fato, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.
 
Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito.
Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ah, as mulheres...

Ah, as mulheres...

Certo dia, parei para observar as mulheres e

só pude concluir uma coisa: elas não são humanas.

São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas...

Pare para refletir sobre o sexto sentido.

Alguém duvida que ele exista?

E, como explicar que ela saiba exatamente qual mulher,

entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que da em cima de você? E, quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco?

Rio de janeiro, 40ºC, você vai pegar um avião para São Paulo.

Só meia hora de vôo.

Ela fala para você levar um casaco, porque "vai fazer frio".

Você não leva. O que acontece?

O avião fica preso em terra por quase duas horas,

depois que você já entrou, antes de decolar.

O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!
E a comunicação direta com Deus!

Assim é muito fácil...

As mulheres são mães!

E preparam, literalmente, gente dentro de si.

Será que Deus confiaria tamanha

responsabilidade a um reles mortal?

E, não satisfeitas em gerar a vida, elas insistem

em ensinar a vivê-la, de forma íntegra,

oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.

As mulheres choram ou vazam? Ou extravasam?

Homens também choram, mas é um choro diferente.

As lágrimas das mulheres tem um não sei que não quer chorar,

um não sei que de fragilidade, um não sei que de amor,

um não sei que de tempero divino,

que tem um efeito devastador sobre os homens...

É choro feminino.

É choro de mulher...

Já viram como as mulheres

conversam com os olhos?
E é com um dos milhões de olhares

que elas enfeitiçam os homens.
En-fei-ti-çam!

O amor leva as mulheres para perto de Deus...

Já que ele e o próprio amor.
Por isso, dizem "estar nas nuvens",

quando apaixonadas.
É sabido que as mulheres

confundem sexo e amor.

E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens

a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida.

Pena que eles nunca verão as mulheres - anjos que tem ao lado.

Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga,

elas ainda são mulheres a maior parte do tempo.

Mas elas são anjos depois do sexo - amor.

E, nessa hora que elas se sentem

o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos.

E levitam.

Algumas até voam.

Mas os homens não sabem disso.

E nem poderiam.

Porque são tomados por um

encantamento que os faz dormir nessa hora...

Autoria de Luís Fernando Veríssimo

"Cada pessoa é depositária de uma parcela da totalidade: cuidar do pedacinho do mundo que somos de forma a dar testemunho de saúde e plenitude, é uma tarefa prioritária da existência" Roberto Crema
UNIPAZ